Bem…

05/04/2009

Aviso: Quero deixar claro aos visitantes antes de iniciar essa leitura do conteúdo  postado no meu blog, que ela possui uma narrativa ácida com uma certa, digamos, “etiqueta viking” ou seja, o meu jeito de escrever.
Os amigos e pessoas com quem convivo e que me conhecem bem (os que não conhecem tão bem, passarão a conhecer, e os que já conhecem, conhecerão ainda mais um pouquinho), sabem que uso gírias e palavrões como vírgulas, faço comparações sacanas e bem-humoradas (algumas vezes). Embora o deboche e o sarcasmo também dêem as caras, no fim todo mundo se diverte e é isso que importa!
Por isso querido (e desde já bem-vindo) estranho, deixo isso muito claro para seu conforto (que segundo alguns que lêem, lembram de mim como se estivesse naquele momento falando a seu lado) pra que não passe por certo constrangimento ou se sinta agredido pelo conteúdo. Você não é obrigado, nem deve, passar por isso. Clica aí em cima à esquerda, nesse “x” num quadrado vermelho (você que tem mac, na bolinha vermelha) pra fechar a janela do navegador…
Obrigado a todos pelas visitas, e por compartilharem essas histórias, fatos curiosos, engraçados e inusitados da minha experiência e toda a minha ignorância, de vinte e dois dias vivendo numa cultura oriental milenar. 😉

Partida 20 de outubro de 2008. Rio de Janeiro.

05/04/2009

Ainda no Aeroporto Internacional documentando o embarque, estávamos conversando sobre o quanto estávamos anciosos, e especulando o que nos aguardava naquele país. O tempo estava limpo pra vôo, sendo assim nada de atrasos como já havia virado rotina nos aeroportos brasileiros há algum tempo… Conversamos também se conseguiríamos aproveitar bem nossas 12 horas na França, que na verdade acabariam por ser umas 8 ou 9 descontando o check-in e tal, apesar de não ser o destino final, era a primeira vez que nós dois conheceríamos Paris e também estávamos um tanto anciosos pra saber como seria a recepção e aceitação, já que houvíamos histórias quanto à relutância deles em falar inglês…

 

Apertando o 'start'

Apertando o 'start'

 

 

Céu limpinn limpinn

Céu limpinn limpinn.

 

Ainda no Brasil, perguntei pra uma amiga algumas coisas básicas e ela de pronto me ajudou, decorei algumas coisas e com cara de cachorro em porta de igreja eu perguntava:  *’Bonjour, comment allez-vous? Je suis brésilien et je ne parle pas français, désolé … vous parlez anglais?’
*Bom dia, como vai? Eu sou brasileiro e não falo francês, me desculpe… você fala inglês? E funcionou muuuito bem. Os fraceses deram o jeito e arriscaram algum inglês e nos viramos. Engraçado, é muito doido pedir informação como quem pede esmola, puta que paril…

Pit Stop na França. Paris, 21 de outubro de 2008.

05/04/2009

 

Notre-Dame

Notre-Dame

 

Catedral de Notre-Dame de Paris
É uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo (daí o nome Notre-Dame – Nossa Senhora), situa-se na praça Parvis, na pequena ilha Île de la Cité em Paris, França, rodeada pelas águas do Rio Sena.
A catedral surge intimamente ligada à ideia de gótico no seu esplendor, ao efeito claro das necessidades e aspirações da sociedade da altura, a uma nova abordagem da catedral como edifício de contacto e ascensão espiritual.
A arquitectura gótica é um instrumento poderoso no seio de uma sociedade que vê, no início do século XI, a vida urbana transformar-se a um ritmo acelerado. A cidade ressurge com uma extrema importância no campo político, no campo económico (espelho das crescentes relações comerciais), ascendendo também, por seu lado, a burguesia endinheirada e a influência do clero urbano. Resultado disto é uma substituição também das necessidades de construção religiosa fora das cidades, nas comunidades monásticas rurais, pelo novo símbolo da prosperidade citadina, a catedral gótica. E como reposta à procura de uma nova dignidade crescente no seio de França, surge a Catedral de Notre-Dame de Paris.

 

Chuva safada, da chegada até a partida. Mérde! =P

Chuva safada, da chegada até a partida. Mérde! =P

 

Torre Eiffel
Uma torre de ferro construída no Campo de Marte ao lado do Rio Sena em Paris. A torre tornou-se um ícone mundial da França e uma das mais conhecidas estruturas do mundo.
Inaugurada em 31 de Março de 1889, a Torre Eiffel foi construída para honrar o centenário da Revolução Francesa. O Governo da França planejou uma Exposição mundial e anunciou uma competição de design arquitetônico para um monumento que seria construído no Champ-de Mars, no centro de Paris. Mais de cem designs foram submetidos ao concurso. O comitê do Centenário
escolheu o projeto do engenheiro Gustave Eiffel (1832-1923), de quem herdaria o nome, da torre com uma estrutura metálica que se tornaria, então, a estrutura mais alta do mundo construída pelo homem. Com seus 317 metros de altura, possuía 7300 toneladas quando foi construída, sendo que atualmente deva passar das 10000, já que são abrigados restaurantes,
museus, lojas, entre muitas outras estruturas que não possuía na época de sua construção. Eiffel, um notável construtor de pontes, era mestre nas construções metálicas e havia desenhado a armação da Estátua da Liberdade, erguida pouco antes no porto de Nova Iorque. Quando o contrato de vinte anos do terreno da Exposição mundial (de 1889) expirou, em 1909, a Torre Eiffel quase que foi demolida, mas o seu valor como uma antena de transmissão de rádio a salvou. Os últimos vinte metros desta magnífica torre correspondem a antena de rádio que foi adicionada posteriormente. A torre é visitada anualmente por volta de 7 milhões de pessoas.
Os 72 nomes:
Os nomes de setenta e dois cientistas, engenheiros e outros franceses notáveis estão gravados em reconhecimento a suas contribuições por Gustave Eiffel. Estas gravações foram cobertas de tinta no começo do século 20, e restauradas em 1986-1987 pela Société Nouvelle d’exploitation de la Tour Eiffel, uma companhia contratada para negócios relacionados à Torre.

 

sourire :)

sourire 🙂

 

Arco do Triunfo
Monumento construído em comemoração às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, o qual ordenou a sua construção em 1806. Inaugurado em 1836, a monumental obra detém, gravados, os nomes de 128 batalhas e 558 generais. Em sua base, situa-se o Túmulo do Soldado Desconhecido (1920).
O arco localiza-se na praça Charles de Gaulle, uma das duas extremidades da avenida Champs-Élysées. Iniciado após a vitória napoleônica em Austerlitz, o Arc de Triomphe representa, em verdade, o enaltecimento das glórias e conquistas francesas, sob a liderança de Napoleão Bonaparte, seja este oficial das forças armadas, esteja ele dotado da eminente insígnia imperial. A obra, teve uma interrupção propiciada pela derrocada do Império (1815). Com 50 metros de altura, o monumental arco tornou-se, desde então, ponto de partida ou passagem das principais paradas militares, manifestações e, claro, visitas turísticas.

Chegada em 22 de outubro de 2008. Narita. Ilha Honshu.

05/04/2009

Chegamos no Japão!!!

Caralho!!!!!!!
O Vôo da Air France pousou no aeroporto de Narita dentro do previsto. Por volta das 18:15h pelo horário local. Descemos do avião, com aquela sensação de “não tô acreditando…”, e fomos direto para a esteira de malas. Não havia fila, nem crowd humano na espera das bagagens. Não esperei nem 8 minutos, foi o tempo certinho da Mônica ter ido até o banheiro e voltado. Agora era o guichê da imigração que nos aguardava. Certa tensão…
O japonês que me atendeu fez umas perguntinhas, começando com: “Qual a finalidade da viagem?”
E eu:
“Turismo! Estou realizando um sonho de infância em conhecer o Japão. Estamos em lua de mel!”.
E apontei pra Minha esposa no guichê do lado, em seguida a expressão:
“óóóóóóóóóó!! Honey moon!”.
E ele perguntou:
“Você conhece alguém aqui, tem amigos aqui?!”
Respondi que sim, no destrito de Iwate.
E novamente:
“óóóóóóó!!!! Iwate!!”.
Seguindo ele perguntou quantos dias eu iria permanecer e aonde eu iria.
Disse que ficaríamos por 22 dias e conheceríamos Yokohama, Tokyo, Kyoto, Sendai, Osaka, Nikko, Iwate, entre outros lugares, e mais uma vez:
“óóóóóóóóóó!!! Twenty-two days!! Ok! Enjoy Zapan! Arigatou gosaimasu!”
Acho que respondendo as perguntas do Guarda, com a minha cara de felicidade como se fosse a Hebe Camargo congelada no botox, o cara deve ter pensado: “mas tá todo babaca, esse malandro devia muito querer conhecer meu país”. Porque se pensou, acertou em cheio, também com a minha baita cara de alegria, até a mãe Diná acertava.
Lá estavam Ricardo e Shinobu a nossa espera. Depois do saudoso, “E ae meu primo?! Fala meu Xóki!!” aos risos frouxos e as risadas soltas, muitos abraços acalorados, até porque nós não nos víamos há mais de 3 anos.

 

Metrô trajeto Narita Airport pro Ueno Touganeya Hotel

Metrô trajeto Narita Airport pro Ueno Touganeya Hotel

 

Ainda meio em êxtase e num acreditando naquela coisa toda, partimos pro metrô a caminho do hotel chamado “Ueno Touganeya”, próximo a estação de metrô de Ueno. Um hotel, segundo eles, bem bacana e bem simples. O bem simples aqui do Japão já é bem ducaralho, na verdade muito mais foda que qualquer merda bem simples do Brasil.

No metrô sentido aeroporto de Narita > Ueno, levamos um lero, tiramos mais fotos e comentamos o fato da juventude masculina japonesa, ter uma preocupação excessiva com o visual. Extremamente vaidosos, tanto quanto as mulheres. Cabelos cuidados, pintados, alguns até de sobrancelhas feitas, uns com mulher e filho juntos, mas todos heteros segundo me garantiram o Ricardo e a Shion. Porque como faço mais o sutil estilo “caminhoneiro” achei que a baitolagem imperava na terra do sol nascente. Ney Matogrosso e Cauby Peixoto iam meter muito se viessem pra cá, porque esse estilo faz sucesso com as mulheres daqui, eu é que não sei que onda é essa de ser parecido com viado, porque como disse certa vez um senhor pai de um amigo, na minha época não existia essa coisa de orgulho gay, viado tinha era vergonha!
A onda aqui era ter um quê de viadeza, preferi continuar demodê, HAHahHAhah!!

 

Passarela da estação de metrô de ueno.

Passarela da estação de metrô de ueno.

 

 

neighborhood

neighborhood

 

 

Asfalto made in Japan.

Asfalto made in Japan.

 

Andando pelas ruas de Tokyo, depois que saímos do metrô na estação de Ueno, era tudo muito doido mermo. Como se vê nos filmes de arte marcial, sem tirar nem pôr. Engraçado que no caminho pro hotel, nos perdemos um pouquinho e aproveitei para documentar as diversas coisas diferentes, interessantes e inusitadas que eu via pela primeira vez “in loco” e não pelos livros e pela internê.

 

Nesse estacionamento de bicicletas, praticamente todas estão sem cadeado. Roubo? "Isso aqui é mais seguro que a Disneylândia" como diz meu amigo.

Nesse estacionamento de bicicletas, praticamente todas estão sem cadeado. Roubo? "Isso aqui é mais seguro que a Disneylândia" como diz meu amigo.

 

Casas de Patchinko gigantes de 3 andares (patchinko é o que chamam de jogo de azar, um caça-níquel japonês, que é febre no país, lá a japonesada adora essa porra, que vive lotado de viciados pela jogatina que sonham em fazer fortuna da noite pro dia), farmácias, obras, ruas, carros, até as tampas de bueiros são uma atração curiosa.

 

Cedae Japonesa

Cedae Japonesa

 

 

Aqui passa carro. Pode acreditar.

Aqui passa carro. Pode acreditar.

 

 

CEG Made in Japan.

CEG Made in Japan.

 

Cidade iluminada por propagandas, cheia de mega letreiros, muita informação, e silêncio. É! Silêncio.

 

Flagra do espírito de uma senhorita... No centro de Tokyo

Flagra do espírito de uma senhorita... No centro de Tokyo

 

Chegamos na hora do Rush mas não tinha aquela zoeira do Rio de Janeiro de Av. Presidente Vargas com Av. Rio Branco, buzinas ensandecidas, trânsito parado, todo mundo louco pra chegar logo em casa.
Simplesmente o lugar flui. Flui numa harmonia de dar inveja. Até para alguns países da Europa.
Tudo funciona bem e anda bem. Ali, eu já começava a notar impacto e a diferença grotesca do meu “abençoado por Deus, e bonito por natureza” Rio de Janeiro das balas perdidas.
Um dos barulhos (além dos motores dos carros, que não eram muito barulhentos por quase todos serem novinhos) era de uma gravação que havia nos sinais de trânsito. Era uma espécie de passarinho que piava quando o sinal se abria para os pedestres, com intuito dos cegos se guiarem ao atravessar. Quando o sinal estava pra fechar o passarinho acelerava o canto, como quem dizia: “corre ceguinho que o sinal vai abrir pros carros, e tu tá na merda! hAHahHHaha!!!

 

Tokyo streets

Tokyo streets

 

Havia máquinas automáticas por todos os cantos: de cafés (quentes ou gelados) puros, fortes, fracos, com leite, com chá, de refrigerantes, calpis, sucos, chás quentes e gelados, água, entre outras bebidas (cervejas, saquês, drinks com vodka e frutas, whisky, etc).

 

Máquinas de bebidas diversas

Máquinas de bebidas diversas

 

 

rolézinho noturno

rolézinho pela vizinhança

 

Nosso hotel tinha 6 andares, 8 apartamentos por andar, lavanderia em 2 deles, restaurante anexo, internet liberada, tv a cabo, ar condicionado (com aquecimento também). Detalhes: TVzona de plasma slim de 29″, frigobar entre outras cositas, mas tudo “bem simples” como disseram…

 

Entrada do Hotel em Ueno.

Entrada do Hotel

 

 

Perto da estação de metrô de Ueno

Hallzinho

 

Ficamos no 607 e nossos amigos no 205 (andar para fumantes). No quarto tinha um forninho maneiríssimo pra fazer “green tea”.
O vaso sanitário era um espetáculo à parte. Pra aprender a usar é melhor pedir o manual de instrução na portaria do hotel ou fazer um curso intensivo, hAHhahAhahA!!!

Quando a pessoa senta nele, automaticamente abre um chuveirinho (alguns é uma gravação, outros é água mesmo) para ajudar a mulherada que tem dificuldade de mijar (mulé tem desses negócios).

 

Esse negócio devia ter manual do usuário...

Esse negócio devia ter manual do usuário...

 

A descarga tem 2 modos, roda prum lado para quando fizer xixi e pro outro quando cagar (isso evita o gasto desnecessário, pois um tem uma quantidade de água que sai com mais força e por mais tempo). Tem um chuveirinho malandro com um botão de 2 comandos com um desenho de uma menininha com uma sainha e outro de uma bundinha. Um pra quando as mulheres fizerem o “número 1” e outro pro “número 2”, é só escolher que ele arremessa um jato d’água na direção da tabaca e outro jato na direção do toba, além de ter 4 níveis de intensidade e poder escolher se a água sairá fria ou quente.

 

Sem desperdício: o gasto da água vai de acordo com a necessidade. A válvula gira para dois lados, quando fizer o n° 1 e o 2.

Sem desperdício: o gasto da água vai de acordo com a necessidade. A válvula gira para dois lados, quando fizer o n° 1 e o 2.

 

Largamos as malas no quarto, batemos umas fotos, rimos com a privada, e com a mesma fome de quem queimou um velão, partimos para um restaurante japonês de raiz, porque a comida de borracha do avião… Bem, comida de avião é comida de avião, aquela coisa, né?
O bife tem o mesmo gosto do frango, que tem o mesmo gosto da geléia, que tem o mesmo gosto do pão, que vai assim em diante, mas deixa pra lá, isso é uma outra história…

Chegamos num restaurante estilo clássico de filme de kung-fu. Portinha separando os ambientes com as mesas bem baixinhas, todo mundo descalço, (já tínhamos deixado os tênis e sapatos em uns armários na entrada, que trancavam com um cartãozinho) sentados nas almofadinhas.

 

Guarda-calçados. Antes de pisar no dojo.

Guarda-calçados. Antes de pisar no dojo.

 

 

Nossa primeira refeição descente depois de 22 hs de vôo

Nossa primeira refeição descente depois de 22 horas de vôo. Cansaço nítido.

 

Vieram os petiscos e começamos a provar coisas que eram difíceis de achar no Brasil (pelo menos não se vê em toda esquina), mas muito comuns no Japão, como por exemplo: Ouriço, enguia, polvo, legumes (que num sei nem pronunciar o nome direito) que são característicos do local, e um drink muito bom de vodka com um chá feito de uma fruta chamada Shinruchu, natural de lá.

 

Todo mundo de barriga cheia...

Todo mundo de barriga cheia...

 

Nossos anfitriões, muito gentis e hospitaleiros, pagaram nossa conta dessa primeira noite de muitas fotos, nostalgia e boas risadas.

Saímos do restaurante. O que impressionava eram as ruas ainda movimentadas mas a ausência de poluição sonora.
A perfeição do asfalto das ruas, que nem sempre eram de material asfáltico (pixe, etc), mas tinham um tipo de pedra tão bacana que não deveria passar carro ali por cima.

 

no coments.

no coments, just look...

 

 

Limpeza e segurança

Limpeza e segurança

 

Os estacionamentos públicos sem vigia, tudo automatizado, a pessoa colocava apenas uma quantia em moedas e um tipo de paralelepípedo armava por baixo do carro como trava de segurança, e para retirar o veículo na saída era só depositar o valor restante.

 

Estacionamento público

Estacionamento público...

 

 

Sem a chateação dos flanelinhas

...Sem a chateação dos flanelinhas

 

Essas máquinas sem proteção nenhuma, tudo na base da confiança no cidadão civilizado. Nas ruas quase não se encontrava lixeira, raramente tinha alguma, e ainda assim não se via lixo pelo chão. O que pra eles não é desculpa, o cidadão carrega seu próprio lixo e descarta de forma correta em casa para a reciclagem.
Depois dessa andança voltando pro hotel, chegamos a um seven eleven vizinho ao nosso hotel, e compramos o café da manhã. Lojinha lotada de centenas de produtos diferentes com mais uma dezena de variações pra cada um deles.
Tem coisas que são lançadas apenas aqui e não no resto do mundo, um exemplo é a pepsi branca, uma pepsi com iogurte. Imagino você se perguntando se era boa, eu gostei.

 

Num é café com leite. É chá com leite

Num é café com leite. É chá com leite

 

 

Mineru Uota = Mineral Water.

Mineru Uota = Mineral Water Label Design.

 

Outro, são produtos que sempre presenteiam o consumidor (igual aqui). Esses vinham com brindes anexados: chicletes com bonecos do filme aliens, pinduricalhos pra telefone celular (eles adoram pindurar umas merdinhas nos celulares), chaveiros, miniaturas de pokemons, mascotes de empresas, etc.

 

Prateleira do seven eleven. Várias esquizitices.

Prateleira do seven eleven. Várias esquizitices.

 

 

Aissu-Curiimo = Ice Cream.

Aissu-Curiimo = Ice Cream.

 

Não é permitida a venda de pornografia, nu ginecológico, sacanagem desmedida, putaria desenfreada ou sexo explícito em revistas. E na TV a cabo dos hotéis, os canais de putaria tem as partes pudendas dos atores e atrizes pornôs “embassados”, fato bem curioso que contrasta muito com a fama de taradões que os japoneses têm em todo o mundo.

Combinamos mais ou menos o roteiro do dia seguinte durante o jantar. Estávamos pra dar o “start” num ritmo frenético em nossa estadia de 22 dias naquele outro planeta. Nós num é Silvio Santos, mas o ritmo foi de festa…

23 de outubro de 2008, centro de Tokyo, dia dois.

05/04/2009

Acordamos cedo pra cacete (pra quem dormiu quase duas da manhã), eram 6 horas. Mônica me disse “Rico tâmo em Tokyo!” e eu, romântico, respondi: “Poorra amô, é mermo, hihihiiii!” Paguei um banho, tomamos um cafezinho no quarto e nos encontramos com Ricardo e Shion no hall do hotel às 08:30.
Isso, depois de saborear um tipo de docinho que tem a textura de um rocambole, do tamanho e formato de um biscoito recheado, mas com recheio de feijão preto doce que parecia chocolate.

Parece chocolate, mas é feijão!

Parece chocolate, mas é feijão!

Bolinhos e Docinhos.

Bolinhos e Docinhos.

Partiríamos então para uma viagenzinha de 40 minutos, pela linha de metrô Ginza, até a primeira atração a ser visitada: o grande templo Senso-Ji em Asakusa.

Já tô vendo a entrada do templo...

Já tô vendo a entrada do templo...

Todo mundo sorrindo pra foto: "Whiiisskyyy"!

Todo mundo sorrindo pra foto: "Whiiisskyyy"!

Árvore exótica

Árvore exótica

Meninas na lanterna

Meninas na lanterna

Portão Hozo-Mon.

Portão Hozo-Mon.

Raijin, o Deus do trovão.

Raijin, o Deus do trovão.

Fuujin, o Deus do vento.

Fuujin, o Deus do vento.

Entalhe em madeira na boca da lanterna gigante (parte inferior) da entrada principal.

Entalhe em madeira na boca da lanterna gigante (parte inferior) da entrada principal.

Portão Hozo-Mon. Outro ângulo

Portão Hozo-Mon. Outro ângulo

Uniformes idênticos aos dos animes

Uniformes idênticos aos dos animes

Duas sandálias aos viajantes. Seguança na ida e na volta.

Duas sandálias aos viajantes. Seguança na ida e na volta.

O templo Senso-Ji, também conhecido como Asakusa Kannon, é o templo mais sagrado da cidade. No ano de 628 d.c., dois pescadores acharam no Rio Sumida uma estatua de ouro de Kannon, que é a deusa budista da misericórdia.
O mestre dos pescadores construiu um santuário para Kannon. Em 645 o santo homem Shokai dedicou-lhe um templo. A fama, a riqueza e o tamanho do templo foram crescendo com o passar do tempo e Ieyasu Tokugawa doou-lhe um grande terreno.

O bairro boêmio Yoshiwara avançou para essa direção em 1657, aumentando sua popularidade. O templo resistiu ao grande terremoto de 1923, mas não as bombas da Segunda Guerra Mundial, infelizmente (sábia frase de quem disse: que “em uma guerra não há vencedores”). Os prédios principais são relativamente novos, mas no estilo do período Edo. Logo na entrada a maior lanterna feita no Japão que veríamos por todos os lugares onde andamos. Uma parada absurda de mais de 5 metros de altura e com algo em torno de 2 metros de diâmetro! Era o Portão Hozo-Mon. Construído em 1964 com concreto reforçado, esse portão de dois andares, continha no andar de cima uma espécie de sala dos tesouros com vários sutras (regras de moral) chineses do século 14.

Corredor de lanternas na direção da entrada do templo

Corredor de lanternas na direção da entrada do templo

Cachos de Monstros, robôs e pokemons...

Cachos de Monstros, robôs e pokemons...

Essas máscaras são todas feitas em papel.

Essas máscaras são todas feitas em papel.

Muita habilidade. Escrita precisa, kanjis perfeitos.

Muita habilidade. Escrita precisa, kanjis perfeitos.

Talhando peças em madeira

Talhando peças em madeira

Depois um corredor imenso de lojinhas, o Nakamise-dori. Um tesouro de atrações tradiconais pra compra de souvenirs: leques, kimonos, roupas, hashi, as famosas bonecas ichimatsu-ningyo, máscaras e etc.
O portão Kaminarimon (portão do trovão), que foi queimnado em 1865 e só foi reconstruído em 1960, tinha as estátuas de dois guardiães chamados Fujin (o da direita) e Raijin (na esquerda), medindo quase 4 metros tem seus corpos novos, mas as cabeças são antigas (não sei se data da construção original).

Criançada no passeio com o colégio. A cor do boné define a idade do meliante.

Criançada no passeio com o colégio. A cor do boné define a idade do meliante.

Altares com Jizos: agradecimentos e preçes para as crianças.

Altares com Jizos: agradecimentos e preçes para as crianças.

Passando o portão, ao lado esquerdo uma pagoda de 5 andares (é isso mermo “pagoda”! Não é “pagode” como se costuma ler por aí. Pagode é o caralho! Isso é aquela galhofa que insistem em chamar de música), que na verdade é uma réplica do original que foi reconstruída em 1973.

PagodA

PagodA

Os "pé-de-cana" reunidos!

Os "pé-de-cana" reunidos!

Sobre os Tanukis:
O Tanuki faz parte da mitologia japonesa desde tempos antigos. Um animal místico que é travesso e alegre, mestre no disfarce e na troca de formas.
Enquanto as histórias das raposas são muito sérias, as do tanuki são mais divertidas. Também mais ingênua, dizem que o tanuki adora saquê e é freqüentemente retratado com uma garrafa de saquê em uma mão e uma nota promissória na outra (uma conta que ele nunca paga).  Até hoje suas estátuas podem ser vistas especialmente do lado de fora de restaurantes e bares para atrair clientes. Muitas vezes confundido com o mujina, é culpado por todas as aparições fantasmagóricas. Parece ter uma queda por bebidas, comidas e mulheres. Adora pegar folhas e transformá-las em dinheiro, enganando todos. Também é bom em virar objetos inanimados.

Atrás da pagoda, o jardim Dembo-in, um cantinho tranquilo usado como centro de treinamento para monges. Magistral, todo harmônico desde o gramado aos bambuzais, os arranjos de madeira e um pequeno rio.

Centro de treinamento para monges.

Centro de treinamento para monges.

Jardim Dembo-in.

Jardim Dembo-in.

Riozinho dentro do templo.

Riozinho dentro do templo.

Coi = Carpas.

Coi = Carpas.

Numa parte do jardim, um Bosatsu meditando em cima de uma flor de lótus

Numa parte do jardim, um Bosatsu meditando em cima de uma flor de lótus

Detalhe do telhado

Detalhe do telhado

Mais Hannyas pelo telhado.

Mais Hannyas pelo telhado.

Sobre as Hannyas:
Hannya é uma mascara dotada de dentes ameaçadores, boca grande e chifres. A sua imagem expressa dor, ciúme e tristesa feminina. A Hannia representa a raiva de uma mulher, que após muita raiva e ciúmes, adiquire este aspecto. Acredita-se que a máscara Hannya tem o poder de afugentar os maus espíritos. Hannya é a transcrição japonesa do termo sâncrito Prajna, que no Budismo designa a Sabedoria dos Budas. É o tema central do Sutra do Coração da Perfeição da Sabedoria, cujo título em japonês é “Hannya Shingyo”

Foo Dog de Pedra

Foo Dog de Pedra

Foo Dog de mármore, guardiões do templo

Foo Dog de mármore, guardiões do templo

Seguindo chega-se a capela Awashima. Dedicada a uma deusa que protege as mulheres. Ao lado um pequeno templo hexagonal que é um sobrevivente raro do século 15.
Antes da entrada do pavilhão principal tem um queimador de incenso (joukoro), que atrai as pessoas que acreditam que suas emanações as mantêm saudáveis.

Purificação

Purificação

Fonte da entrada

Fonte da entrada

Lava-se mãos e boca antes de se entrar num templo

Lava-se mãos e boca antes de se entrar num templo

Esse símbolo não é nazista. Esse é budista.

Esse símbolo não é nazista. Esse é budista.

No pavilhão principal (datado de 1958).

No pavilhão principal (datado de 1958).

Pintura centenária.

Pintura centenária.

Tudo ouro. Esse registro ficou bem mais ou menos, já que era a única forma permitida de fotografar o altar do pavilhão principal...

Tudo ouro. Esse registro ficou bem mais ou menos, já que era a única forma permitida de fotografar o altar do pavilhão principal...

Na outra ponta (direita) o santuário Asakusa Jinja, construído em 1969, é um santuário dedicado aos homens que encontraram a estátua da deusa Kannon.
E finalmente o pavilhão principal (1958). Dentro dele, o santuário prncipal é laminado em ouro e é onde fica a imagem original de Kannon, realmente impressiona pela beleza e pelo zelo.

Saída frontal do templo Senso-Ji

Saída frontal do templo Senso-Ji

Saída traseira do templo Senso-Ji

Saída traseira do templo Senso-Ji

Terminado o rolé zen, e ainda transitando pelo norte de Tokyo, partimos pro Parque Ueno, mais especificamente pro Ueno Zoo (Aaeeeee!!! Vamo vê o panda!), mas antes o pseudo-almoço, porque já eram quase 2 da tarde e ninguém é de ferro!

Culinária da vizinhança

Culinária da vizinhança

Antiquário em Askusa

Antiquário em Askusa

Pseudo-almoço porque almocei um triângulo de arroz enrolado em alga marinha com recheio de tuna (atum) e maionese, bebendo pra acompanhar uma Pepsi white.
Só no Japão que tem essas porra. Pepsi white é uma edição limitada da pepsi (como já escrevi) que só sai aqui no Japão numa determinada estação do ano, no caso outono.
Ela parece com uma bebida que vende aqui chamada calpis, só que mais gasosa. Ela tem iogurte na composição misturado com água gaseificada e blá blá blá…
Se você provavelmente não conhece nem uma nem outra, num esquenta não, foda-se, dá pra morrer sem experimentar isso.

O grande parque Ueno em Tokyo. Museus, Zoológico, Templo...

O grande parque Ueno em Tokyo. Museus, Zoológico, Templo...

Chegando ao parque Ueno tem uma porrada de parada interessante pra ver: Museu Metropolitano de Arte, Museu Nacional de Ciências, Museu de Arte Ocidental, Museu Nacional de Tokyo, o Mausoléu de Shogi Tai (que é cheio de lápides dedicadas aos samurais mortos na batalha de Ueno em 1868), o Pavilhão Kiyo-Mizu, que é parte do templo Kanei-ji original datado de 1631, e é dedicado a Senju (mil homens armados) da deusa Kannon (encontra-se também uma estátua de Kosodate Kannon, a padroeira da concepção), tudo isso foi totalmente ignorado! Fomos direto pro Zoo ver o panda-gigante!

Panda agora, só esse aí... Até acharem outro.

Panda agora, só esse aí... Até acharem outro de verdade.

Chegando na bilheteria (as meninas ouriçadas pelo panda-gigante), foi que tivemos a notícia: o panda morreu! O panda tava morto! Acabou!
Não tinha mais panda-gigante naquela porra! Serve urso polar? Serve panda vermelho? Pinguim? Não! Não servia nada disso!
Elas queriam só ver o panda-gigante, e ficaram muito tristes e desapontadas.
A principal atração do lugar, que já estava com 21 anos, havia morrido e o que é pior sem deixar herdeiro! Porque certa vez tentaram colocar uma fêmea na mesma jaula e não deu certo, a coitada foi rejeitada. O panda pode ter dois problemas:
1- Ou ele é bem seleto e exigente quanto às suas escolhas, ou seja, pensa que não achou o pau no lixo e não come qualquer mocoronga, ou:
2- É um tanto assexuado, como o Morrissey o antigo vocalista do “The Smiths”, e não gosta de meter. O que causa revolta em toda a comunidade científica de pesquisadores e estudiosos ambientais do mundo inteiro.

Já começamos eu e Ricardo a rir… O passeio já tava valendo a pena. Qualquer dia desses capturam outro na mão de algum caçador e repõem o bicho no zôo. Já que depois desses traumas de cativeiro não conseguem mais sobreviver no meio selvagem.
Antes chorar a mãe dele (do panda) do que a minha. Pra consolação das meninas uma foto com o boneco do panda da entrada, que é o mascote do parque.

Foto de entrada

Foto de entrada

Ao lado pode-se avistar uma pagoda de 5 andares, datada do século 17 que é remanescente do templo Kanei-Ji.
A visita ao Zoo foi muito interessante, cheia de momentos “National Geographic”. Documentei com fotos e filmes coisas curiosas e animais que não temos no zoológico carioca (arrisco dizer em nenhum zoo do Brasil), nem em outra ilha do mundo.
Panda vermelho, Urso preto das montanhas do Japão, uma porrada de pássaros, aves diversas, pingüins, crianças, etc.

Crianças. Excursões por toda a parte.

Crianças. Excursões por toda a parte.

Macaco barbudo.

Macaco barbudo.

Macaco Rabiola.

Macaco Rabiola.

Macaco Elvis.

Macaco Elvis.

Macaco da ilha Hokkaido.

Macaco da ilha Hokkaido.

Planeta dos macacos

Planeta dos macacos

Urso de Hokkaido

Urso de Hokkaido

Se preparando pro tchibum

Se preparando pro tchibum

slide

slide

Urso preto. Esse fica nas florestas, mais pro norte de Honshu.

Urso preto. Esse fica nas florestas, mais pro norte de Honshu.

Urso preto ou urso da montanha.

Urso preto ou urso da montanha.

Gangue dos pinguins.

Gangue dos pinguins.

Surf's Up

Surf's Up

Franguinho japonês

Franguinho japonês

Ano que vem (2010) é o ano do tigre.

Ano que vem (2010) é o ano do tigre.

King of the jungle.

King of the jungle.

Jaula dos Leões

Jaula dos Leões

Jaula dos Gorilas

Jaula dos Gorilas

De longe parece mico preto, mas o macaco era grande.

De longe parece mico preto, mas o macaco era grande.

Tipo de tamanduá

Tipo de tamanduá

Cacatuas ou maritacas?

Cacatuas ou maritacas?

Jaula do panda vermelho

Jaula do panda vermelho

Água tava batizada! Colocaram algum energético no pote desse bicho...

Água tava batizada! Colocaram algum energético no pote desse bicho...

Difícil de tirar uma fota boa, o bicho não parou dois segundos. Parecia que tava na rave!

Difícil de tirar uma fota boa, o bicho não parou dois segundos. Parecia que tava na rave!

Saída do Zoo, já nos efeitos de início de inverno...

Saída do Zoo, já nos efeitos de início de inverno...

Cansados pra burro, com poucas horas de sono e ainda na adaptação do novo fuso horário, além de ter andado alguns quilômetros nessa brincadeira toda, fomos para o hotel.
Fomos pro hotel é o caralho rapá!! Num é todo dia que se vai pro Japão! Vamo aproveitar bastante nessa porra e foda-se o cansaço, e vamo pro museu, Aaaeeeeee!!!!
Já na saída do Zoo (tivemos que ir embora porque ele estava fechando), começou a chover a tivemos que correr um pouco até o Museu, porque esse parque é grande pra cacete e a distância de um pro outro era bem longa.

Tokyo National Museum, Ueno Park - Tokyo

Tokyo National Museum, Ueno Park - Tokyo

Ainda no complexo do grande Parque Ueno, o Tokyo National Museum! Veríamos a exposição: “Celebrating the 350th Anniversary of Ogata Korin’s Birth Treasures by Rimpa Masters”
Chegamos! Pinturas centenárias! Exposição fodassa de arte do período Edo. O período Edo foi muito próspero pro povo no Japão, em especial nas artes.
Houve um grande investimento nas artes: pinturas, esculturas, teatro, etc. Foi um período sem guerras e de muita harmonia e fartura.
Pelo que se relata foram os 300 anos mais felizes do Japão, por se ter um governo voltado para o povo. Vimos entre utensílios pessoais, como pentes, potes, leques e outros, uma riqueza de detalhes muito grande. Nota-se a dedicação em tudo que é feito, até nas pequenas coisas.
Havia também exposto um biombo de um 8 metros, todo com folhas de ouro, com um desenho numa das pontas do deus do vento (ilustração que estampa toda a propaganda dessa exposição, cartaz de divulgação, o ticket de entrada, etc) e na outra extremidade o deus do trovão.

Saindo do Museu quase expulso pelos guardas, que já estava na hora de fechar e nós não arredávamos o pé, partimos pro hotel (agora sim).
Mônica não agüentou (foi quem sofreu mais com a adaptação do horário) e preferiu dar uma dormidinha, que duraria só até 01:30 da manhã, (sendo que ela apagou as 08:20 da noite), ferrando com o meu descanso que iria começar por volta das 23:30 daquela noite.
Saímos eu, Ricardo e Shion, fomos para um restaurante perto do hotel, jantamos, tomamos umas cervas, trocamos uma idéia sobre o que houve de mais manero no dia, sobre minha tatuagem e sobre o roteiro do dia seguinte, após isso tudo, voltamos pro hotel e a Shion ficou na internet pesquisando e preparando o roteiro do dia seguinte, nisso, eu e Ricardo fomos explorar a noite na vizinhança.
Andamos até uma rua que é meio que, claro nas devidas proporções, mal comparando o saara no centro Rio de Janeiro, mas era o saara do Japão.
Coisas baratinhas vindas da China: tênis, roupas, bonés e etc, mas como estava tarde da noite quem estava trabalhando ali naquela hora na reposição do estoque não nos permitiu ver nada, pois já haviam fechado e pediam para que voltássemos no dia seguinte.
Seguindo no rolé descompromissado e totalmente sem bússola, fomos parar sem planejar (quero que fique claro), agora veja você, num antro de clubinhos! Vários clubinhos estavam a nossa volta pelas ruas em que estávamos transitando naquele presente momento.
O mais engraçado é que éramos os únicos estrangeiros por aquelas ruas, e, obviamente fomos abordados. 3 vezes!
A primeira vez, um creolom ofereceu-nos inocentes drinks no clubinho para o qual trabalhava.
A segunda abordagem ficou por conta de uma senhoura já de uma certa idade (aparentava algo por volta de um pouco mais de 50 anos…) como uma puta velha, aliás, melhor dizendo, cafetina experiente, lembrava-me um pouco o host do filme “Um Drink no Inferno” (não sei se era o Cheech ou o Chong) com o bruxo do filme “Aventureiros do Bairro Perdido”, oferecia uma bimbada a 100 doletas no clubinho que ela representava.
E o último um japa do alto dos seus 40 anos muito bem apessoado e bem trajado, foi o mais agressivo, aliás, incisivo, apontava para o meu mijão e perguntava se gostaria de uma massagem especialmente aplicada por japonesas de família, mas muito capacitadas e talentosas por apenas míseros 20 dólares no clubinho para o qual trabalhava… É amiguinhos, com as ofertas melhorando de preço a cada quarteirão que passávamos, estava na hora da retirada estratégica em rumo do retorno para o hotel, pois minha falecida avó (sábia mulher), proferia a máxima: “Não atenta, que o ferro entra!”.

psicografando_o_resumo_do_dia

Como um Chico Xavier, eu psicografava o que mais tarde, para o deleite de muitos, viriam a ser mais de 32 mil caracteres digitados de sensacionais relatos. Um tipo de diário de bordo da nossa 'honey moon' cheio de histórias engraçadas e acontecimentos insólitos, rsrsrs...

Norte de Tokyo, terceiro dia, 24 de Outubro de 2008.

05/04/2009

Acordamos meio em cima da hora, mas conseguimos cumprir o combinado. Às 08:30 da matina eu e Mônica encontramos Ricardo e Shion no hall do hotel. Partimos para o StarBucks para o café da manhã e depois ao metrô (novamente à estação de Ueno) na direção do bairro dos eletrônicos, o famoso Akihabara. O bairro tem uma porrada de lojas com trocentos brinquedos, além de claro, tudo quanto é equipamento eletrônico possível e imaginável.

Ueno Station pós café da manhã. Rumo à Akihabara.

Ueno Station pós café da manhã. Rumo à Akihabara.

Indo pra Akihabara

Indo pra Akihabara

O mercado cresceu das ruínas da Segunda Guerra. O exército japonês tinha equipamentos excedentes e queria se desfazer da tralha toda, assim, estudantes das universidades vizinhas que precisavam de dinheiro, compravam esses equipamentos, faziam rádios (símbolo de status com forte demanda) para vender à beira das vias de tráfico ou em lojinhas do bairro. Akihabara e eletrônicos se tornaram sinônimos desde então. À medida que a economia prosperava, o foco ia expandindo a televisores, máquinas de lavar e ar condicionados, que estão perdendo espaço hoje para os computadores, vídeo games e celulares. As lojas maiores têm oferta de produtos livres de impostos para turistas.

Uma coisa bem curiosa era que apesar de toda pesquisa os preços pareciam tabelados em todo o bairro, não havia qualquer diferença entre os preços. A não ser nas banquinhas menores, aí tinha jogo para pechinchar um precinho com desconto maior.

Chuva safada desde cedo

Chuva safada desde cedo

Arredores da estação de metrô de Akihabara.

Arredores da estação de metrô de Akihabara.

Mais chuva.

Mais chuva.

Obra

Obra

Ruas de Akihabara. Cedo pra caramba, só a gente...

Ruas de Akihabara. Cedo pra caramba, só a gente...

Cartaz do anime Sekirei.

Cartaz do anime Sekirei.

Sega Akihabara

Sega Akihabara

Akihabara Locals Only!

Akihabara Locals Only!

Atunzão na fachada

Atunzão na fachada

Pi!

Pi!

Mais comida apimentada.

Mais comida apimentada.

Banca de Hentai. 18 only.

Banca de Hentai. 18 only.

Fachada de churrascaria brasileira. Do jeito cafona que gringo adora.

Fachada de churrascaria brasileira. Do jeito cafona que gringo adora.

Quimonos de mais de 800 dólares.

Quimonos de mais de 3.000 dólares.

Orelhão japonês.

Orelhão japonês.

Pesquisamos adoidado em algumas lojas preços e modelos, na verdade mais zooei com o Ricardo do que pesquisei. A Shion que entende de câmara para cacete e a Mônica que é fotógrafa é que realmente pesquisaram os preços das câmeras. No final encontramos um modelo bem bacana por um preço mais que justo e fomos felizes com a aquisição almoçar o rango de um tradicional lugar de Curry. Um molho apimentado pra caramba, tipo mexicano, só que japonês. O lugar tinha um monte de miniaturas de chumbo de vários samurais.

Vamo pro Curry

Vamo pro Curry

Faz-se o pedido pela máquina, senta-se ao balcão e aguarda entregarem a gororoba apimentada!

Faz-se o pedido pela máquina, senta-se ao balcão e aguarda entregarem a gororoba apimentada!

Restaurante do Curry

Restaurante do Curry

A piada era muito engraçada

A piada era muito engraçada

Curry apimentadíssimo escorrendo pela beiça

Curry apimentadíssimo escorrendo pela beiça

Tremeu, mas valeu!

Tremeu, mas valeu!

Após o almoço pegamos o metrô em direção de Kamimeguro onde estava rolando uma pequena exposição dos trabalhos de pintura e ilustração de Hisashi Tenmyouya na Mizuma Art Galery.

Praticamente: "number of the beast"...

Praticamente: "number of the beast"...

primeira pixação em Tokyo. Registrei isso num beco, pra num deixar passar.

Primeira pixação em Tokyo (e a única que vimos em 22 dias). Registrei isso num beco, pra num deixar passar.

Ele foi um dos 16 artistas convidados no mundo inteiro a fazer um quadro com tema de futebol para a Copa do Mundo na Alemanha em 2006. O quadro dele é a famosa pintura dos dois samurais jogando bola. Fato com que fez com que o trabalho do cara se projetasse de vez. A exposição era pequena (2 andares de um prédio escondidinho), mas com muita coisa interessante. Além da técnica dele de pintar com pincelzinho safado, parece feito de cílio, haja paciência.

Parece até a encarnação de um Fudo.

Parece até a encarnação de um Fudo.

guerreiro no avestruz. (não sei se é uma boa ideia)

guerreiro no avestruz. (não sei se é uma boa ideia)

Guerreiro no tigre branco.

Guerreiro no tigre branco.

Detalhe da tatuagem

Detalhe da tatuagem

Campo de batalha ou pega-ladrão?

Campo de batalha ou pega-ladrão?

Guerreiro no elefante.

Guerreiro no elefante.

Arqueiro.

Arqueiro.

Saímos da exposição ainda como a chata da chuva insistindo em cair. Mas partímos pra Mitaka conforme prevíamos na noite anterior.

Propagandas.

Propagandas.

Saindo da exposição Hisashi Tenmyouya. Mais chuva!

Saindo da exposição Hisashi Tenmyouya. Mais chuva!

Destino: Mitaka - Ghibli Museum.

Destino: Mitaka - Ghibli Museum.

Mais zoeira. Mais piadas. Mais rizadas.

Mais zoeira. Mais piadas. Mais rizadas.

Após isso foi a realização de mais um grande desejo: Conhecer o Museu dos Estúdios Ghibli do grande mestre Hayao Miyasaki, ter a chance de ver de perto o Walt Disney nipônico (pra mim essa versão oriental, supera em muito o americano) com seu mundo de fantasia povoado por Totoro, Porco Rosso, Kiki, Nausicaa, La Puta, Chiriro, Cat Returns, Howl’s moving Castle, Ponyo, entre outros. Foi uma experiência muito doida. O cara viaja nessa criação de uma atmosfera, que é ao mesmo tempo baseada no real com realidade fantástica.

Bilheteria do Ghibli.

Bilheteria do Ghibli.

Ghibli Land.

Ghibli Land.

Jardim do museu.

Jardim do museu.

Panorâmica da entrada.

Panorâmica da entrada.

Anime - Castle in the sky.

Anime - Castle in the sky.

Jardins suspensos.

Jardins suspensos.

Hot-dog do Porco Rosso.

Hot-dog do Porco Rosso.

Pausa pro lanche.

Pausa pro lanche.

Tonari no Totoro.

Tonari no Totoro.

É rua! Não é calçada!

É rua! Não é calçada!

Não me pergunta porque eu também não entendi.

Não me pergunta porque eu também não entendi.

Como eu ainda não havia escrito aqui antes, sobre o ‘Chip despertador’, vou explicar agora. Todo o japonês ao nascer tem o chamado ‘chip despertador’ implantado em si mesmo (só não sei em que local). Esse chip despertador tem duas funções e um único objetivo, que apesar de único é deveras útil. Seu objetivo é despertar seu hospedeiro alguns momentos antes da chegada de sua estação do metrô! Incrível né?! O homem ou mulher dormem durante todo trajeto do trem, e são acordados na hora certa da descida! Eles apenas enviam ao chip o nome da estação que deve descer, pensando nela. Daí o chip despertador calcula à partir da estação que se encontra o trem (quando a pessoa embarca) à velocidade de deslocamento e distância que se falta percorrer até o destino e desperta o proprietário. A equação não falha. Caso você vá ao Japão algum dia a presencie algum japonês perdendo sua estação certamente ele não está com a manutenção de seu chip em dia ou provavelmente sua família não teve verba para realizar tal procedimento cirúrgico. O japonês trabalha pra caralho, no português claro. Pracaralho! E aproveita seu tempo de deslocamento (muitas vezes bem longo) entre casa / trabalho, trabalho / casa para descansar um pouco mais. Como nenhum ser humano dorme automaticamente a segunda função do chip despertador é essa: te botar pra dormir automaticamente, fazendo com que dessa forma você realmente descanse mais tempo aproveitando a viagem. Ao entrar pelo vagão e se sentar (alguns conseguem até ficando de pé! acreditem) o transplantado pensa: “vou dormir” e chip emite micro descargas eletricas neurais em pontos focais muito específicos para a parte do lóbulo responsável pelo sono, apagando de imediato o sujeito. Um fato curioso, quando o chip encontra-se descalibrado, essas descargas são um pouco mais fortes, fazendo com que o hospedeiro muitas vezes ‘babe’, e ainda, transmita às pessoas ao lado, ou outros cérebros que possam estar por perto. Nossa amiga tem um desses. Aliás quase todos japoneses tem. Essa foto abaixo é um exemplo de que minha senhora, estava ao lado de um japonês com seu chip descalibrado. Não sei se era o da esquerda ou o da direita. Sinistro, eu sei… Você pode até tá pensando: “porra, esse malandro escreve esse monte de merda! Tá viajando! Chip é o cacete! A mulher tá só se adaptando ao fuso horário!” Não é não meu chapa! Não menospreze as coisas, não faça pouco caso… Isso é a tal da Nano tecnologia cumpade… Fica ligado…

Isso é a Nano tecnologia cumpade!

Isso é a Nano tecnologia cumpade!

Saindo do Museu no bairro de Mitaka ainda havia tempo para mais uma atração, afinal ainda eram 7 e pouco da noite. Pela linha Toei Mita, fomos para a torre mais alta do país (mais alta até que a Torre Eifel), medindo 333 m de altutra, a Tokyo Tower. Dentro do parque Shiba (na parte oeste do parque), que era o cemitério do Xogum Tokugawa.

Estação Tokyo Tower.

Estação Tokyo Tower.

Saindo do metrô da 'Tokyo Tower'

Saindo do metrô da 'Tokyo Tower'

Na direção da Tokyo tower.

Na direção da Tokyo tower.

Posto de gasolina.

Posto de gasolina.

Tokyo Tower.

Tokyo Tower.

333 metros!

333 metros!

Entrada da Torre. Passando o arco, os elevadores.

Entrada da Torre. Passando o arco, os elevadores.

Psychedelic elevator.

Psychedelic elevator.

Blade Runner

Blade Runner

Carros transitando pelas veias de Shiba...

Carros transitando pelas veias de Shiba...

Essa torre de transmissão foi finalizada em 1958.

Essa torre de transmissão foi finalizada em 1958.

Arredores do Parque Shiba.

Arredores do Parque Shiba.

Bem ali em baixo o templo Zojo-Ji. Fundado em 1393.

Bem ali em baixo o templo Zojo-Ji. Fundado em 1393.

A roda gigante

A roda gigante

Cartaz comemorativo.

Cartaz comemorativo.

Tokyo Tower é uma torre de transmissão de rádio (até estava rolando um programa ao vivo durante a nossa visita em um dos andares da torre com platéia e tudo) e transmissão de um canal de televisão também. Segundo fiquei sabendo ela está com os dias contados porque terminando de desenvolver um sistema digital que irá substituir a torre, ela terá suas atividades de transmissão encerradas, ficando no esquema de ter apenas função como observatório.
O andar térreo tem um aquário. O visual lá do alto, digo, do alto na primeira parada que é um pouco acima da metade, com 150 m de altura (nós não fomos até segunda parada, no topo, que tinha a altura de 250 m), é sensacional! Uma ponte imensa dava para ser avistada da parte portuária, uma roda gigante de um parque também podia tranqüilamente ser vista, ainda que bem longe. Numa outra lateral o templo Zojo-Ji, o templo dos Tokugawa fundado em 1393 (Ieyasu transferiu-o para lá em 1958, na intenção de proteger espiritualmente sua nova capital), mas a construção atual data de 1974. No outro lado da torre um campo de futebol, entre os prédios com aquela arquitetura futurista meio “Blade Runner”, filme do Ridley Scott.

Petcheeenhos!

Peitcheeenhos!

Herôu Kiri

Herôu Kiri

Esse é o estilo de programa 'pânico na tv', mas versão japa

Esse é o estilo de programa 'pânico na tv', mas versão japa

Rochas adocicadas. Cuidado com os dentes...

Rochas adocicadas. Cuidado com os dentes...

Polvo seco. Snacks.

Polvo seco. Snacks.

biscoitinho bom.

Balinha boa.

Monumento 'in memorian'...

Monumento 'in memorian'...

Pelos arredores da torre de rádio.

Pelos arredores da torre de rádio.

Enquanto isso, voltando de metrô pro hotel, uma propaganda curiosa (outras ainda virão):

Tradução: 'Você tá gordinha nas costas? Tá com aquela bainha? Aquela que pesa atrás do soutien, como se formasse um novo par de seios em suas costas? Aaahh... Então você tem comprar o emplastro Shalimar! Você cola de baixo pra cima, puxando sua pseudo-muxiba bem pro alto e pronto! Como mágica sua gordurinha desaparece! Sensacional!'

Tradução: 'Você tá gordinha nas costas? Tá com aquela bainha? Aquela que pesa atrás do soutien, como se formasse um novo par de seio? Aaahh... Então você tem usar o emplastro Shalimar! É muito fácil. Você cola de baixo pra cima, puxando sua pseudo-muxiba bem pro alto e pronto! Tá com peitcheeenho dexavado! Como mágica, aquela gordurinha que você luta pra perder na academia desaparece! Sensacional!'

Adesivos de metrô para lugar preferencial.

Adesivos de metrô para lugar preferencial.

Jantamos por lá mesmo. Na torre havia um monte de lojinhas e restaurantes. Perdi a chance de comer enguia, por estar com saudades da macarronada da minha veia mãezinha e foi o que escolhi de refeição: um espaguete (al dente) a bolonhesa (porpetas) só pra matar saudade desse rango caseiro. Forrado e feliz voltaríamos para o hotel, quando Shion, lembrou-nos de Chinatown. O bairro ficava a umas poucas estações de metrô dali. Mas achamos por bom senso que a ida a Chinatown ficasse para o dia seguinte, porque acordaríamos muito cedo e andaríamos muito na peregrinação que nos aguardava no dia vindouro em todos os templos que eu gostaria de conhecer.

Chopp e churrasquinho de gato, do demônio do Ray-Ban.

Chopp e churrasquinho de gato, do demônio do Ray-Ban.

Daí em diante foi a volta pro hotel, uma ida ao seven eleven pra comprar o café da matina do day after e dormir bem, pra ficar descansadão e disposto pro quarto dia.

Quarto dia. 25 de Outubro de 2008, Kamakura.

05/04/2009

Hoje é dia de evolução espiritual, meditação e busca do nirvana. É o dia de peregrinação pelo complexo de templos de Kamakura!!!
Acordamos cedo, pra variar, e partimos (passando por Yokohama) em direção de Kamakura, na província de Kanagawa. Cidade da costa Oeste de montanhas florestadas e dezenas de templos, kamakura foi a capital do Japão de 1185 até 1333. Como legado tem 19 santuários xintoístas e 65 templos budistas. Aliás 2 dos mais antigos mosteiros Zen do país.

Destino: Kamakura!

É até zueira eu comentar (chutar cachorro morto) o que o César Maia na época que governava disse: 'O metrô do Rio é mais seguro do mundo!" Vá pra puta que te pariu, né seu safado! O metrô do Rio são duas linhas retas e paralelas! (não considero metrô essa escrotidão descanbida de dizer 'metrô de superfície', queria conhecer o gênio que inventou tal descrição, pois eu nunca vi invertar nada mais filho da puta que essa definição, ou o cara é o publicitário mais safado do mundo ou é a maior besta sem ferradura...) Depois de dar uma boa olhada nesse mapa do complexo sistema de linhas férreas de uma pequena parte do Japão...

Aprendendo a comprar bilhete.

Aprendendo a comprar bilhete. Êêêêêê sooono!

Os 7 deuses da felicidade no barco da fortuna.

Os 7 deuses da felicidade no barco da fortuna.

Os 7 Deuses da felicidade:
O ano novo começa para os japoneses com a primeira visita a um templo (xintoista ou budista) próximo. Ocasião esta em que se ora para afastar os sete males, atrair as sete felicidades e orar pela familia e pelo mundo. Assim começou a tradição de ‘Shichifukujin Meguri’ ou visita aos sete Deuses da Felicidade. Existem registros históricos de que eram realizados em Kyoto, na primeira matade do século 15, desfiles alegóricos tendo como tema os sete Deuses da felicidade. Consta também que, ainda em Kyoto, os ladrões que roubassem um estabelecimento comercial disfarçados de Sete Deuses da Felicidade, recebiam prêmios do seu proprietário por trazerem boa sorte. Em Edo os Sete Deuses foram desenhados no século 16. dizem que dá sorte dormir colocando sob o travesseiro o desenho dos sete Deuses no barco do tesouro.

Benten:
É a única mulher do grupo. Simboliza a amabilidade e protege as artes e a beleza feminina. Ela é muito associada às águas do lago, do rio e do mar. É representa por uma mulher jovem com instrumento musical de cordas ou cavalgando sobre dragão marinho. Nos contos épicos japoneses muitos samurais lendários, deparam com Benten em momentos difíceis e dela recebem orientações. Possuir uma pintura ou estatueta desse deus garante saúde, beleza e desenvolve talentos artísticos.

Bishamon:
Por ser um dos quatro guardiões do budismo, usa trajes de guerra e segura uma lança em sua mão, às vezes com uma roda do fogo (halo). A esse deus japonês muitas funções são atribuídas, mas na maior parte apresenta-se como um deus da guerra, distribuidor da riqueza. O tesouro nesse caso são os ensinamentos de Buda. Ele é o promotor dos missionários das palavras de Buda e nesse sentido tem atribuição de guerreiro. Protege contra os demônios e contra as doenças. É o guardião do ponto cardeal Norte. Não deve ser confundido com o deus da guerra (Hachiman). Ter a figura desse deus em casa, afugenta ladrões e preserva os bens das família.

Daikoku:
É o mais alegre dos deuses. Sendo representado como um homem gordo que traz prosperidade, riqueza, fartura e da produção; sendo patrono dos fazendeiros. É muito popular entre os agricultores japoneses, pois protege as colheitas. Aparece em pé, sobre sacos de arroz, sorrindo, e traz na mão um martelo de madeira (a cada batida faz surgir moedas de ouro). Simbolicamente a martelada representa trabalho. A imagem de Daikoku tanto em forma de estatueta ou pintura, garante progresso profissional e enriquecimento ligado ao trabalho.

Ebisu:
É o deus da sinceridade. Representa honestidade e trabalho. Ele é o protetor dos pescadores, navegantes e comerciantes. Geralmente é representado na figura do pescador, pois sempre está com a cumbuca e uma vara de pescar. Dizem que Ebisu não dá o peixe, mas ensina pescar. Ter sua figura em casa ou no estabelecimento comercial garante sucesso nos negócios.

Fukurokuju:
É o deus da sabedoria, da longevidade e da boa sorte. Seu nome é composto pelos ideogramas fuku (felicidade, sorte), roku (riqueza) e ju (vida longa). Simboliza a popularidade. Diz a lenda que esse deus foi um sábio eremita chinês. Seu nome significa felicidade (fuku), riqueza (roku) e vida longa (ju). É mostrado com uma testa muito elevada. Na maior parte é acompanhado com um veado, um símbolo do longevidade, às vezes por uma tartaruga e por um guindaste. Quem ganhar uma estatueta ou pintura de Fukurokuju tende a ficar popular e garante longevidade. Passar a mão na careca dele, melhora sua inteligência.

Hotei:
É o senhor da magnanimidade, da generosidade humana. Vive rindo, sempre de bom humor, e por isso mesmo, traz saúde e felicidade, pois está sempre satisfeito com o que tem. Dizem que Hotei tem recurso interior para todos que queiram atingir a serenidade completa e sabedoria búdica. Geralmente é representado com uma enorme barriga e roupa caindo pelos ombros. Seu abdômen avantajado não simboliza a gula, pelo contrário, é símbolo da satisfação.
Hotei, conhecido como o “Buda gordo”, é na verdade a representação de um monge chinês frequentemente encontrado em templos, restaurantes e amuletos. No folclore da China, ele acabou sendo associado a Maitreya. Para os japoneses, o “hara” (ventre) representa o coração e personalidade, portanto seu vasto “hara”, representa grandiosidade de espírito.
No Ocidente ele é muitas vezes erroneamente visto como uma representação do Buda Siddhartha Gautama. Segundo a crença popular, apreciar uma pintura ou ter uma estatueta de Hotei espanta as preocupações.

Jurojin:
O deus do longevidade e da sabedoria. Ele é representado com uma longa barba branca, trazendo na mão um cetro (saku) sagrado ou um bastão onde esta pendurado um pergaminho (makimono) contendo as escritas da sabedoria mundial. É também considerado um deus da ecologia, porque geralmente é retratado junto de uma garça tipo grou (tsuru), uma tartaruga ou um veado. Esses animais são na verdade símbolos de longa vida. As vezes Jurojin é representado com um pote de saquê e só permite que a morte se aproxime quando a pessoa esta preparada para evoluir espiritualmente. Apreciar uma pintura de Jurojin diariamente traz sabedoria e longa vida.

Indo pra Kamakura.

Indo pra Kamakura.

Olha o 'chip despertador' em ação...

Olha o 'chip despertador' em ação...

Foto da velhota...

Foto da velhota...

Uma velhota pior que outra!

Uma velhota pior que outra!

A japonesada adora café...

A japonesada adora café...

Acho que é pra manter acordado trabalhando...

Acho que é pra manter acordado trabalhando...

Trabalham muito. Work-a-holic.

Trabalham muito. Work-a-holic!

Buda na estação.

Buda na estação.

Chegamos em Kamakura!

Chegamos em Kamakura! A vibe era sempre boa!

O caminho é longo...

O caminho é longo...

Restaurante no início do caminho dos templos.

Restaurante no início do caminho dos templos.

Pata direita levantada: dinheiro. Pata esquerda: felicidade.

Pata direita levantada: dinheiro. Pata esquerda: felicidade.

Maneki Neko:
Literalmente conhecido como gato da sorte, fortuna ou dinheiro. É uma escultura japonesa comum e famosa. Muitas vezes feitos de cerâmica ou porcelana, crê se para trazer boa sorte para o proprietário.
A escultura representa um gato na posição vertical com uma pata, que normalmente é exibido muitas vezes, na entrada de lojas, restaurantes, Salas de Pachinko, e outras empresas.
Na concepção das esculturas, uma pata direita levantada atrai dinheiro supostamente, enquanto uma pata esquerda levantada felicidade.
Ele usa uma coleira vermelha com um sino. Isso é uma lembrança dos costumes do período Edo (1603 – 1867), quando o gato era um animal de estimação caro. As damas da corte agradavam seus gatos, colocando-lhes coleiras vermelhas, feitas de hi-chiri-men (tipo de tecido de luxo da época) e pequenos sinos para vigiá-los.

Lojinha. Filial dos Studios Ghibli. Totoro & Cia.

Lojinha. Filial dos Studios Ghibli. Totoro & Cia.

Sorvete artesanal de mel.

Sorvete artesanal de mel.

Gato de rua. Parceiros dos texugos.

Gato de rua. Parceiros dos texugos.

Texugo na porta do bar

Texugo na porta do bar. Texugo = Tanuki.

Baunilha e Green tea ice cream.

Baunilha e Green tea ice cream.

Sorvete de batata doce.

Sorvete de batata doce.

A loja do Paull.

A loja do Paull.

Ultraman = Urutaraman

Ultraman = Urutaraman

Biroscas japonesas.

Biroscas japonesas.

Casinha de alguém...

Casinha de alguém...

Letreiro discreto

Letreiro discreto

Budismo, suas origens:
O budismo formou-se no nordeste da India, entre o século VI a.C. e o século IV a.C. Este período corresponde a uma fase de alterações sociais, políticas e econômicas nesta região do mundo. A antiga religiosidade bramânica (derivado de Brahma, que não é a cerveja Brahma, mas sim o deus da criação Brahma, que na crença hindu, Brahma é o membro sênior da tríade dos grandes deuses, que inclui também Vishnu e Shiva. Na crença hindu mais tarde, ele se tornou simbolizado como a suprema divindade eterna cuja essência é o cosmos.), centrada no sacríficio de animais, era questionada por vários grupos religiosos, que geralmente orbitavam em torno de um mestre.
Um destes mestres religiosos foi Siddhartha Gautama, o Buda, cuja vida a maioria dos estudiosos ocidentais e indianos situa entre 563 a.C. e 483 a.C., embora os estudiosos japoneses consideram mais provável a data 448 a.C. 368 a.C.. Siddhartha nasceu na povoação de Kapilavastu, que se julga ser a aldeia indiana de Piprahwa, situada perto da fronteira indo-nepalesa. Pertencia à casta guerreira (ksatriya).
Várias lendas afirmam que Siddhartha viveu no luxo, tendo o seu pai se esforçado por evitar que o filho entrasse em contacto com os aspectos desagradáveis da vida. Por volta dos 29 anos, o jovem Siddhartha decidiu abandonar tudo, renunciando a todos os bens materiais, e adaptando a vida de um renunciante. Praticou o ioga (numa forma que não é a mesma que é hoje seguida nos países ocidentais, que fique claro), e seguiu práticas ascéticas extremas, mas acabou por abandoná-las, vendo que não conseguia obter nada delas. Segundo a tradição, ao fim de uma meditação sentado debaixo de uma figueira, descobriu a solução para a libertação do ciclo das existências e das mortes que o atormentava.
Pouco depois decidiu retomar a sua vida errante, tendo chegado a um bosque perto de Benares, onde pronunciou um discurso religioso diante de cinco jovens, que convencidos pelos seus ensinamentos, se tornaram os seus primeiros discípulos e com que que formou a primeira comunidade monástica (sangha). O Buda dedicou então o resto da sua vida (talvez trinta ou cinquenta anos) a pregar a sua doutrina através de um método oral, não tendo deixado quaisquer escritos.
O ilustrador japonês Osamu Tezuka, escreveu sobre a histório de Siddartha (em quadrinhos) numa mini-série de 14 volumes chamada “Buda”, que recebeu o Prêmio Will Eisner em 2003, um dos mais importantes prêmios dos quadrinhos. Eu li e recomendo!
Ao contrário do pensamento comum, o budismo não é uma religião, pois não existe um deus criador, não existem dogmas e nem proselitismo, porém também não seria correto denominá-la apenas como uma filosofia, pois aborda muito mais do que uma mera absorção intelectual. O Budismo não tem uma definição, tendo aquela que qualquer praticante lhe queira atribuir, contudo poderemos denominá-la de caminho de crescimento espiritual, através dos ensinamentos de Buda.
Os ensinamentos básicos do budismo são: evitar o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente. O objetivo é o fim do ciclo de sofrimento, samsara, despertando no praticante o entendimento da realidade última – o Nirvana.
O ponto de partida do budismo é a percepção de que o desejo causa inevitavelmente a dor. Deve-se portanto eliminar o desejo para se eliminar a dor. Com a eliminação da dor, se atinge a paz interior, que é sinônimo de felicidade.
A moral budista é baseada nos princípios de preservação da vida e moderação. O treinamento mental foca na disciplina moral (sila), concentração meditativa (samadhi), e sabedoria (prajña). Apesar do budismo não negar a existência de seres sobrenaturais (de fato, há muitas referências nas escrituras Budistas), ele não confere nenhum poder especial de criação, salvação ou julgamento a esses seres, não compartilhando da noção de Deus comum às religiões abraâmicas (judaísmo, cristianismo e islamísmo).
A base do budismo é a compreensão das Quatro Nobres Verdades, ligadas à constatação da existência de um sentimento de insatisfação inerente à própria existência, que pode no entanto ser transcendido através da prática do Nobre Caminho Óctuplo.
Outro conceito importante, que de certa forma sintetiza a cosmovisão budista, é o das três marcas da existência: a insatisfação (Dukkha), a impermanência (Anicca) e a ausência de um “eu” independente (Anatta).
(Samyutta Nikaya LVI.11) da seguinte forma:

As Quatro Nobres Verdades:
As Quatro Nobres Verdades são o cerne doutrinário e prático do Budismo, ou seja, quatro noções básicas que contextualizam os demais ensinamentos e práticas. Desde os primeiros discursos do Buda a seus discípulos, ele apresentou tais noções dessa maneira sistemática como um entendimento fundamental a partir do qual outros ensinamentos mais complexos e específicos podem ser compreendidos.
Todas as escolas do budismo reconhecem e se baseiam nas Quatro Nobres Verdades. Além das diversas explicações e métodos originados a partir delas, os praticantes são diferentes uns dos outros, e desta maneira, existem também diversos níveis de compreensão das Quatro Nobres Verdades. Buda expôs as Quatro Nobres Verdades no Dhammacakkapavattana Sutta.

A Nobre Verdade do Sofrimento (Dukkha ariya sacca)
A primeira verdade nobre é a sofrimento , insatisfação, mais precisamente, dukkha, que é uma das três marcas da existência. Ela quer dizer que a mente, tomada pela ignorância, não é capaz de dissociar a insatisfação da experiência sensorial. “(…) esta é a nobre verdade do sofrimento: nascimento é sofrimento, envelhecimento é sofrimento, enfermidade é sofrimento, morte é sofrimento; tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero são sofrimento; a união com aquilo que é desprazeroso é sofrimento; a separação daquilo que é prazeroso é sofrimento; não obter o que queremos é sofrimento; em resumo, os cinco agregados influenciados pelo apego são sofrimento.(…)”

A Nobre Verdade da Causa do Sofrimento (Dukkha samudaya ariya sacca)
O desejo (pelo prazer sensual, desejo pelo devir, desejo por não-devir) é a origem de dukkha, a segunda nobre verdade. Aqui é apresentado o motivo pelo qual a mente ignorante nunca está plenamente satisfeita: através dos sentidos, entra em contato com sons, aromas, sabores, sensações táteis e idéias, e adquire apego às sensações agradáveis e aversão às desagradáveis. Entretanto, como o mundo está em constante mutação, esse desejo nunca se satisfaz. “(…) esta é a nobre verdade da origem do sofrimento: é este desejo que conduz a uma renovada existência, acompanhado pela cobiça e pelo prazer, buscando o prazer aqui e ali; isto é, o desejo pelos prazeres sensuais, o desejo por ser/existir, o desejo por não ser/existir.(…)”

A Nobre Verdade da Extinção da Causa do Sofrimento (Dukkha nirodho ariya sacca) É através da compreensão do processo que causa a insatisfação que o desejo pode ser abandonado e assim alcançar a cessação de dukkha, ou nirvana, a terceira nobre verdade. Se a insatisfação surge porque a mente está constantemente projetando sua felicidade e sua tristeza na experiência sensorial, se esse condicionamento for eliminado é possível alcançar uma satisfação incondicionada. “(…) esta é a nobre verdade da cessação do sofrimento: é o desaparecimento e cessação sem deixar vestígios daquele mesmo desejo, o abandono e renúncia a ele, a libertação dele, a independência dele.(…)”

Nobre Verdade da Senda que Leva à Extinção do Sofrimento (Dukkha nirodha gamini patipada ariya sacca). A quarta verdade nobre é o caminho que conduz à cessação da insatisfação, ou seja, um conjunto de práticas que permitem reconhecer a verdadeira natureza da mente e sua relação com os sentidos, de forma que a experiência sensorial deixe de ser um aspecto condicionante da felicidade e tristeza, portanto eliminando a insatisfação em sua origem. Esse conjunto de práticas é conhecido como o Nobre Caminho Óctuplo. “(…) esta é a nobre verdade do caminho que conduz à cessação do sofrimento: é este Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta.(…)”

Quatro Qualidades Incomensuráveis:
Dentro do treinamento da mente no contexto do budismo tibetano, são ensinadas as quatro qualidades incomensuráveis, que, resumidamente, são:
Amor: desejar que todos os seres tenham a liberação de dukkha;
Compaixão: desejar que todos os seres tenham a liberação das causas que geram dukkha;
Alegria: perceber as potencialidades de todos e se alegrar com isso;
Equanimidade: desejar a liberação para todos, sem distinção de amigos e inimigos, pessoas que se gosta, pessoas que não se gosta.

As Ações Demeritórias são também de três tipos:
Pelo corpo: destruir seres vivos roubar e explorar, adultério, ingerir tóxicos e bebidas alcoólicas.
Pelo verbo: mentir e caluniar, levar e trazer conversas, palavras pesadas, duras e ofensivas, tagarelice e conversas frívolas.
Pela mente: cobiça-egoísmo, vaidade, má vontade, ódio e raiva, errôneos pontos de vista
As raízes das Ações Demeritórias são:
Cobiça, ódio, ilusão ou ignorância, egoísmo.

Chegada através da Rota da Seda:
A chegada do budismo no Japão é em última instância, uma consequência dos primeiros contatos entre a China e a Ásia central, que ocorreram com o estabelecimento da Rota da seda no século II a.C., após as viagen de Zhang Qian entre os anos de 138 e 126 a.C., que culminou com a introdução oficial do budismo na China em 67 a.C. Historiadores geralmente concordam que já pela metade do século I, a religião havia penetrado em áreas ao norte do Rio Huai. O budismo foi introduzido Coréia via missionários chineses, e esta por sua vez introduziu o budismo no Japão por volta do século V d.C.

O Budismo no Japão:
A história do budismo no Japão pode ser dívidida em três períodos, que são o período Nara (até o ano de 784 d.C.), o período Heian (794–1192) e o período pós-Heian (de 1192 em diante). Cada período foi palco para a introdução de novas doutrinas e revoltas nas escolas existentes. Ver Sōhei (monges guerreiros).
Período Nara:
A introdução do budismo no Japão é seguramente datada como sendo em 552 no Nihon Shoki, quando Seong de Baekje enviou monges da Coréia até Nara para introduzirem as chamadas Oito escolas doutrinárias. A inserção inicial da nova religião foi vagarosa, começando a se disseminar apenas anos mais tarde, quando a Imperatriz Suiko abertamente encorajou a aceitação do budismo entre todo o povo japonês. Em 607, de maneira a obter cópias de Sutras, um enviado imperial foi despachado para a China da dinastia Sui. Pelos idos de 627 d.C., haviam 46 templos budistas, 816 sacerdotes e 569 monges budistas no Japão.
Haviam tradicionalmente seis escolas de budismo no Japão de Nara: Ritsu (Vinaya), Jojitsu (Satyasiddhi), Kusha (Abhidharma) Sanron (Madhyamika), Hosso (Yogachara) e Kegon (Huayan).Entretanto elas não eram instituições exclusivas, assim templos estavam aptos a terem eruditos versados em diversas escolas. Tem sido sugerido que elas devem ser melhor entendendidas como “grupos de estudo”.

Período Heian:
O período Nara tardio foi palco da introdução do budismo esotérico (mikkyo) no Japão, por Kūkai e Saichō, que fundaram respectivamente as escolas Shingon e Tendai. No final do período Heian surgiria a primeira escola genuinamente japonesa do budismo, a Nichiren.

O Dalai Lama:
O Dalai Lama ao longo do tempo tornou-se o líder político do Tibete, onde política e religião fundiram-se em um Estado teocrático. Dessa maneira, é comum encontrar-se em literaturas menos especializadas a informação de que o Dalai Lama é um líder temporal e político. Na verdade, ele é um monge e lama, reconhecido por todas as escolas do Budismo tibetano, mas mais comumente associado à escola Gelug.
O atual e 14.º Dalai Lama é Tenzin Gyatso, nascido em 1935 e morava no Palácio de Potala durante o inverno e no Norbulingka durante o verão, em Lassa, capital do Tibete. Em 1959, quando a China comunista invade o Tibete, o Dalai Lama foi exilado para a Índia, onde mora até hoje, no local de Dharamsala.
Dalai significa “Oceano” em mongol e “Lama” é a palavra tibetana para mestre, guru, e várias vezes referido por “Oceano de Sabedoria”, um título dado pelo regime mongoliano a Altan Khan (o terceiro Dalai Lama) e agora aplicado a cada encarnação na sua linhagem. Os dalai lamas são mostrados como sendo a manifestação de Avalokiteshvara, o Bodhisattva da Compaixão, cujo o nome é Chenrezig em tibetano. O nome tibetano do Dalai Lama é Gyawa Rinpoche que significa “grande protetor”, ou Yeshe Norbu, a “grande jóia”. Após a morte do Dalai Lama, uma pesquisa é instituída pelos seus monges para descobrir o seu renascimento, ou tulku.
Assim como o papa católico, ao dalai lama atribui-se o título de Sua Santidade. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1989.
Lista dos Lamas:
1.Gedun Truppa, 1391 – 1474
2.Gedun Gyatso, 1475 – 1542
3.Sonam Gyatso, 1543 – 1588
4.Yonten Gyatso, 1589 – 1616
5.Lobsang Gyatso, 1617 – 1682
6.Tsangyang Gyatso, 1683 – 1706
7.Kelsang Gyatso, 1708 – 1757
8.Jamphel Gyatso, 1758 – 1804
9.Lungtok Gyatso, 1806 – 1815
10.Tsultrim Gyatso, 1816 – 1837
11.Khendrup Gyatso, 1838 – 1856
12.Trinley Gyatso, 1856 – 1875
13.Thubten Gyatso, 1876 – 1933
14.Tenzin Gyatso, 1935 aos dias atuais

Arredores do Tsurugaoka Hachiman-gū.

Arredores do Tsurugaoka Hachiman-gū.

Perto do Torii de Hachiman-gū.

Perto do Torii de Hachiman-gū.

Passando do portal do Tsuruoka Hachiman-Gu

Passando do portal (Torii) do Tsuruoka Hachiman-Gu

Ponte para o santuário Tsuruoka Hachiman-Gu

Ponte para o santuário Tsuruoka Hachiman-Gu

A ponte vermelha arqueada de uso do shogun.

A ponte vermelha arqueada de uso do shogun.

Lagoas Genpei.

Lagoas Genpei.

Cantinho pro relax pós-caminhada.

Cantinho pro relax pós-caminhada.

A outra ponte

A outra ponte

Beleza, fim do momento enciclopédia, voltamos pro que interessa:
Começamos visitando o santuário chamado Tsuruoka-Hachiman-Gu.
Os santuários Hachiman-Gu são dedicados ao Deus da Guerra. Esse também é o guardião do santuário do Clã Minamoto (ou Genji) construído em 1063 (em Zaimokuza, onde o pequeno Moto Hachiman está atualmente, e dedicada ao Imperador Ojin, sua mãe a Imperatriz  Jingu e sua esposa Hime-Gami)  nas proximidades do mar. Foi trazido para o lugar atual em 1191. Pra chegar aqui foi necessário passar entre dois lagos de Lótus: O Genji, com três ilhas (San em japonês significa tanto três como vida) e o Heike, que tem o nome do Clã rival (Shi significa tanto quatro como morte). O caminho leva ao palco Mai-Den para dança e música. O santuário principal foi reconstruído em 1828 em estilo Edo.

Falta pouco. Mais uns 2 km...

Falta pouco. Mais uns 2 km...

foo dog street

Guardião

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Keep walking...

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Pra ter idéia do tamanho do lance: olha lá embaixo onde está Torii (portal vermelho) na entrada antes da ponte...

Punks not dead!

Punks not dead! (acho que o Léo Moura andou largando criança lá pelo Japão...)

Esterelização espiritual.

Esterelização espiritual.

Antes de entrar no templo...

Antes de entrar no templo...

Arqueiros protetores do Xogum.

Arqueiros protetores do Xogum.

Guardas do templo.

Guardas do templo.

Tipo de táxi do oriente.

Tipo de táxi do oriente.

Riquixá:
O vocábulo “riquixá” vem da palavra japonesa jinrikisha. Jin = humano, riki= tração e sha = veículo, que literalmente significa “veículo de tração humana”. O riquixá é um meio de transporte de tração humana em que uma pessoa puxa uma carroça de duas rodas onde acomodam-se uma ou duas pessoas. O vocábulo riquixá tem origem na Ásia onde eram amplamente utilizados como meios de transporte pela elite. Atualmente, os riquixás foram proibidos em muitos países na Ásia em decorrência dos numerosos acidentes. Os riquixás comuns têm sido substituídos, principalmente na Ásia, pelos ciclo-riquixás. Eles também são comuns em cidades ocidentais como Nova Iorque. Em Londres eles são conhecidos como pedicabs, embora o termo “riquixá” também seja utilizado.

Templo

Muito vermelho e cores vivas, estilo bem parecido ao tradicional chinês.

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Camera covarde...

wood temple

Tudo em madeira.

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Pedidos. Muitos pedidos. Centenas deles...

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Mulequinho azul...

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Mulequinho verde...

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Mulequinho maduro!

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Lateral do templo.

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Detalhes dos cantos do telhado.

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Folheado a ouro.

Tanto o santuário e a cidade foram construídas com o Feng Shui em mente. A atual localização foi cuidadosamente escolhida como o mais propício após pesquisas, porque tinha uma montanha ao norte (o Hokuzan), um rio a leste (o Namerikawa), um grande caminho para o oeste (o Koto Kaido) e uma abertura ao sul (em Sagami Bay).
Cada direção estava protegido por um deus: Genbu guardava a norte, a leste Seiryu, Byakko e Suzaku a oeste do sul. Os salgueiros junto as Lagoas Genpei e as catalpas ao lado do Museu de Arte Moderna representam respectivamente Seiryu e Byakko. Apesar de todas as mudanças que o santuário passou ao longo dos anos, o que diz respeito ao desenho original de Yoritomo basicamente está intacto.
Como uma entrada, após o primeiro torii (portão Shinto), existem três pequenas pontes sobre os dois planos laterais e uma arqueada ao centro feitas em madeira e pintados de vermelho. O shogun deixava seu séquito lá sozinho e continuava a pé até o santuário.
A ponte arqueada foi chamada de Akabashi, e reservada apenas para ele. Pessoas comuns tinham que usar a pontes retas das laterais. As pontes estão ao longo de um canal que une duas lagoas popularmente chamadas Genpei-ike, ou “lagoas Genpei”. O termo vem do nome das duas famílias, os Minamoto e os Taira, que lutaram entre si no dia de Yoritomo.
A estela e logo depois à esquerda do primeiro torii explica a origem do nome.

Lagoas Genpei:
Azuma Kagami diz que ‘Em abril de 1182 Minamoto No Yoritomo, disse ao monge Senkō e Oba Kageyoshi ter dois lagos escavados no santuário.’ Segundo a outra versão da história, foi Masako, esposa de Yoritomo, que para rezar para a prosperidade da família Minamoto, tinha escavado esses lagos e tinha plantado no leste flores brancas de lótus e a oeste flores de lótus vermelhas, que são as cores dos clãs Minamoto e Taira. Daí deriva seu nome. Supõe-se que os lótus vermelhos signifiquem o sangue derramado dos Taira.

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Casamento na entrada do santuário Tsurugaoka.

Logo na entrada tivemos a oportunidade de presenciar um casamento de cerimônia Shintoísta, além do festival chamado Shiti Go San. É uma cerimônia para abençoar crianças de 7 (Shiti), 5 (Go) e 3 (San) anos. A mulecada toda vestida a caráter com um kimono mais bacana que o outro como se fossem mini samurais e mini gueixas.

shiti go san.

shiti go san.

Gueisha-mirim.

Gueisha-mirim.

Mini-xogun...

Mini-xogun...

Projeto de gueisha.

Projeto de gueisha.

Belíssimos Kimonos.

Belíssimos Kimonos.

Kimono de Outono.

Kimono de Outono.

Um kimono mais bacana que o outro!

Um kimono mais bacana que o outro!

Samuraizinho invocado.

Samuraizinho invocado.

Bomecas que andam...

Bonecas que andam...

indo para o 'Shiti Go San Day'

indo para o 'Shiti Go San Day'

Família indo ao 'Shiti Go San' de Tsuruoka Hachiman-Gu

Família indo ao 'Shiti Go San' de Tsuruoka Hachiman-Gu

Havia bonsais expostos de vários tipos, inclusive frutíferos, em tendas laterais antes da escadaria da entrada principal. O templo é incrível. Voltarei nesse lugar algum dia com tanta certeza como 2 mais 2 são 4!

Bonsais pra todos os gostos.

Bonsais pra todos os gostos.

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bonsai limoeiro.

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bonsai pitangueira.

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maple leaf.

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bonsai alvi-negro.

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mini-árvore.

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bonsai arrepiado, inverno chegando...

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bonsai que nasce torto, cresce torto...

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o nome desse tá escrito aí ó.

Continuando a caminhada fomos agraciados pelo destino por encontrar um único templo em todo o Japão (algo em torno de 6.000 ilhas só pra ter idéia da sorte) em culto à Enmadayou (o Rei Enma), templo chamado de Ennou-Ji. Também belíssimo, muito simples e antigo, mas com uma energia muito densa e poderosa em seu interior.

Templo do Enmadayo.

Templo do Enmadayo.

Escadaria pro templo.

Escadaria pro templo.

Jardins pré-templo.

Jardins pré-templo.

Cemitério ao lado do templo.

Cemitério ao lado do templo.

Entrada. Daí pra em diante: 'no pictures'

Entrada. Daí em diante: 'no pictures'

Fizemos uma parada para o rango, comemos Soba. Num restaurante simpático, bem simples, com uma senhora já lá dos seus quase 70 anos, muito ativa que era a própria dona do negócio, fazendo o trabalho de garçonete e levando a sério o ditado que diz que o gado só engorda aos olhos do dono. A comida estava bem gostosa, deixo registrado para não ser injusto com a vóvó e saciar a curiosidade alheia.

Andando muito...

Andando muito...

Pausa pra foto.

Pausa pra foto.

Passando do túnel, o templo é logo em seguida.

Passando do túnel, o templo é logo em seguida.

Restaurante de soba na subida pro templo do grande buda.

Restaurante de soba na subida pro templo do grande buda.

...

...nhãm, nhãm!

caindo dentro do soba.

caindo dentro do soba.

Paliteiro de cavalo. Palitos feitos como mini-tacos de sinuca.

Paliteiro de cavalo. Palitos feitos como mini-tacos de sinuca.

Dragão porta-palito.

Dragão porta-palito.

Saindo do restaurante, todo mundo satisfeito com o rango.

Saindo do restaurante, todo mundo satisfeito com o rango.

Ruas de Kanagawa

Ruas de Kanagawa.

E em seguida visitaríamos o templo Zen Kencho-Ji, que é o mais importante dos “5 grandes” templos Zen de Kamakura e o mais antigo mosteiro Zen do Japão, fundado em 1253.
No início o templo tinha 7 construções principais e 49 templos menores. Muitos destruídos por incêndios, permaneceram apenas 10.
Ao lado do portal sanmon, o sino forjado em 1255 leva uma inscrição Zen de seu fundador. No salão do Buda, no lugar do costumeiro Buda, vimos Jizo Bosatsu, salvador das almas dos mortos.

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Passando pelo estacionamento em direção do portal de entrada.

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Lateral à direita do portal na entrada.

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O portal Sanmon, construído em 1754.

Hojo temple Kyoto

Pedaçinho do teto do Hojo, também transferido da Hanju Zanmai-in, em Kyoto, usado para cerimônias religiosas.

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Caminho do Hattō (salão Darma).

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O Bonshō, Datado de 1255, tesouro nacional.

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O Bonsho (Temple Bell).

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Lanterna em frente ao Hojo (Main Hall).

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Templo onde monges são treinados para meditação. Fechado ao público.

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Incensário.

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Pé do incensário no detalhe.

achei um bom ditado...

achei um bom ditado...

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Entrada para o mosteiro onde monges são treinados.

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Jardins...

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Hi! Um esquilo...

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...Num deu pra fotografar...

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Entre jóinhas, sorrisos e hang-looses.

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Foo dog trepado no telhado.

Atrás do salão estão o Hatto, onde são celebradas as cerimônias públicas, o Karamon (portão chinês) que leva ao Hojo, usado para o culto.
O Jardim Zen posterior (o jardim Zen é a representação de se meditar para esvaziar a mente), ao redor do lago atrás do templo, teria a foma de um Kanji (caractere) com significado de coração ou mente.
Do lado (direito) do templo, 3 caminhos levam a templos menores e aos degraus do santuário Hanso-Bo.

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Mil braços...

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pintura no teto famosíssima

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Altar.

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Salão. No teto uma mandala de madeira, pintada a trocentos anos.

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Piedoso. Jizo Bosatsu, salvador das almas dos mortos.

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Altar com Jizos.

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O poodle de Buda.

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Isso é o que dá fazer meditação durante 23 anos. Ininterruptos.

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O grande jardim Zen Hojo.

Vimos a estátua que foi presenteada ao Japão pelo governo do Paquistão, um buda na capa, que tem o significado que ele havia conseguido esvaziar a mente. Quando voltou, havia passado tantos anos nessa meditação, algo em torno de 23 anos sem se alimentar, que estava praticamente morto.
Kencho-ji é um templo Zen Rinzai que ocupa o primeiro entre os Kamakura
os chamados Cinco Grandes Templos Zen (a Kamakura Gozan) e é o mais
antigo mosteiro de treinamento Zen no Japão. Estes templos eram parte
do Sistema Cinco Montanhas, criado pelo Regente Hojo.
Este importante templo foi construído a mando do Imperador Gofukakusa
e concluído em 1253, quinto ano da era Kencho, a partir do qual leva o
seu nome (Kencho-Ji). Foi fundado por Rankei Doryu, um mestre Zen
chines que se mudou para o Japão em 1246, ficando alguns anos em
Kyushu e Kyoto antes de vir para Kamakura.

O Regente de Kamakura Hojo Tokiyori foi o principal patrono do templo
durante os primeiros anos. O patrocínio era espiritual (ele estava próximo de se tornar um mestre zen), bem como político: a Kamakura Gozan, organização da qual este templo foi a cabeça, teve um papel importante na organização do shogunato. O sistema, para o qual a Ashikaga acrescentado uma série de cinco templos em Kyoto chamada de Quioto Gozan, foi adotado para promover o Zen no Japão no entanto, tal como já tinha acontecido na China, ele foi logo controlado e usado por classes dirigentes do país para
seus próprios fins administrativos e políticos.
O sistema Gozan permitiu que os templos em cima funcionassem como
ministérios, utilizando a sua rede a nível nacional de templos para a distribuição de governo leis e normas, e para o monitorização das condições locais dos seus superiores militares. Hojo o primeiro, e mais tarde o Ashikaga, tiveram a possibilidade de disfarçar o seu poder sob uma máscara religiosa, padres e monges, enquanto os monges e os sacerdotes trabalharam para o governo como tradutores, diplomatas e conselheiros.
No patronato dos seus mestres, o Kencho-ji e os Cinco templos da Montanha gradualmente tornaram-se centros de aprendizagem e desenvolveu uma característica literária chamada de ‘literatura japonesa das Cinco Montanhas’.
Durante a idade média japonesa, os seus estudiosos exerceram uma grande influência sobre os assuntos de política interna do país. O sistema Gozan finalmente declinou com a dissolução do shogunato Ashikaga e o que ela patrocinava. Kencho-ji renasceu no século 19 sob a orientação do mestre zen Aozora Kando.

A próxima missão era visitar o grande buda de Kamakura, porque deixar de ir nesse templo, era como se um turista fosse ao Rio de Janeiro e não conhecesse o Cristo Redentor. Quando chegamos já era possível avistar do portal o rosto da estátua do Buda. À primeira vista, impressiona.

Olha ele lá!

Olha ele lá!

Nós e o Buda...

Nós e o Buda...

O Buda e nós...

O Buda e nós...

Meio que, de perfil...

Meio que, de perfil...

Incensário em frente...

Incensário em frente...

Frontal

Frontal

Foo dog na entrada, claro.

Foo dog na entrada, claro.

O Grande Buda (Daibutsu) feito em bronze no ano de 1252, é realmente uma das atrações mais famosas em Kamakura. O Buda Amida tem de altura de 13,5 m e já enfrentou maremotos, incêndios e tufões. Suas proporções distorcidas fazem com que pareça estar em equilíbrio, talvez uma influência da perspectiva grega (via rota da seda). A estátua é oca, possibilitando que os visitantes entrem nela e vejam como foram feitas as emendas de bronze e forjas internas da cabeça da estátua.
Êxtase coletivo e histeria total à parte, tiramos belas fotos mesmo com a bateria da câmera pedindo arrego. Novo destino, o coração chinês em pleno centro de Honshu: China Town. Uma pena as baterias das 3 câmeras terem ido às favas, não permitindo que nossa visita fosse fotografada, mas ainda assim a experiência (com seus momentos desagradáveis*) ficou gravada.

Um dos Portais de entrada de ChinaTown

Um dos Portais de entrada de ChinaTown

*Depois de conhecer uma loja Indiana, cheia de estátuas, incensos, colares e anéis, roupas bem ao estilo Hindu, jantamos num típico restaurante chinês. Durante todo o tempo em que permanecemos no lugar (éramos os 4 com mais outros 2 casais em mesas separadas), ficamos cercados por 3 inconvenientes atendentes, sendo que as filhas da puta insistiam em nos olhar durante todo o jantar e fazer comentários paralelos em chinês, como se estivessem descaradamente nos reparando de cima a baixo e criticando. Escrotidão sem medida.
As meninas não nos atendiam bem e nem nos entendiam bem. Não entendiam picas de inglês e com a esposa do meu amigo também não falavam direito em japonês!
Atendimento péssimo, louça suja, constrangimento e sentimento de intimidação demasiadamente desagradável marcaram presença e deixam-nos a sensação de “em China Town não volto nunca mais”…

Todo o lugar do mundo tem seu cancêr, suas chagas, achei a do Japão não por culpa dos próprios japoneses (que infortúnio), mas por culpa de certos indivíduos de um outro povo que se estabeleceu ali, manchando toda a boa reputação do lugar no quesito má-educação e desrespeito ao turista. Bela merda. Uma pena…
Loucos pra ir embora de China Town e voltar pro hotel, nós partimos. Eu e Ricardo fomos dar um rolé pelas redondezas de Ueno pra tentar achar algo de interessante nas lojas e souvenirs pros amigos brasileiros, mas já eram mais de 20:30h, hora ingrata, quase todas as lojas estavam fechadas. Shion, sem sombra de dúvida nossa maior ajuda local, planejava no hotel o roteiro de Nikko, os templos que visitaríamos, horários de trem-bala, previsão meteorológica e etc. Não fosse nossa amiga japonesa não teríamos conseguido ver metade das atrações previstas no roteiro!
Estava ótimo pra ir treinando. Assim, quando terminasse o tempo em ficaríamos juntos do Rico e dela (os 10 primeiros dias) conseguiríamos nos virar bem nos outros 12 dias restantes.

Dia 26 de outubro de 2008 (Quinto dia). À caminho de Nikko.

05/04/2009

Acordamos tarde, por isso, mais correria pra estação de Ueno. Fomos batidos pegar o, pra nós, “trem-bala”, pra eles: “Shinkansen”, para cidade de Utsonomia. De lá pegamos um trem pra Nikko, no norte de Honshu (que fica na província de Kanto).
Chegamos na estação de Nikko. Estação pequena, tipo cidadezinha do interior. Pegamos um taxi pro Casual Euro Hotel. Muuuuito bacana.
Ofurô e o escambau!

cidade-de-nikko_utsunomia-02

Chegamos em Nikko. Frio.

cidade-de-nikko_utsunomia-03Koban = Delegacia
cidade-de-nikko_utsunomia-04Mapple tree.
cidade-de-nikko_utsunomia-05Waiting for the sun… Waiting for the cab…
cidade-de-nikko_utsunomia-06Nikko streets
cidade-de-nikko_utsunomia-07Mais zuera!
a-caminho-do-hotel-nikkoDentro do táki pelas ruas de Utsonomia.
entrada-casual-europePorta. quartos 208 (nosso) e 213 (deles)
hotelParte dos fundos do hotel onde tinha o estacionamento e a ‘casa de banho público’ (feminino e masculino). Uma espécie de mega-sauna-comunitária com ofurô.
cidade-de-nikko_utsunomia-10Largamo as malas e partimos pra aproveitar o restinho do primeiro dia.
cidade-de-nikko_utsunomia-08Aqui não tem nada parecido com ‘cataratas de Foz do Iguaçu’. Aqui os rios estão secando…
cidade-de-nikko_utsunomia-09Indo para estação de ônibus a pé, porque tava um trânsito desgraçado. Ficou mais rápido assim.
cidade-de-nikko_utsunomia-13Foto na ponte do rio secando.
cidade-de-nikko_utsunomia-12But I’m always on the run…

Sem perder muito tempo, confirmamos reservas, largamos as malas e fomos ao santuário Tosho-Gu. Passamos no caminho pra lá, pela famosa ponte Shinkyo#, sobre o Rio Daiya. Muita linda igualzinho a que o Hayao Miyazaki desenhou pro anime “A Viagem de Chihiro”.

pontePonte do anime produzido nos estúdios Ghibli ‘Sen to Chihiro no kamikakushi’.
nikko-3Lojinha? casinha? restaurante?
nikko-2Lojinha de planta?
nikko-12Pelas ruas de Nikko.
nikko-11Fukaya, desde 1953… rsrsrs
nikko-6Padaria? Quitanda? Armazém?
nikko-10Gasolina no teto?
nikko-14Quartel da brigada de incêndio japonesa.
nikko-15Caminhões do corpo de bombeiros de Nikko.
nikko-5Casa bacana.
nikko-4Chá e cafézinho.
nikko-7Sujeirada, pra num falar o contrário…
nikko-8Tapete de estrada.
nikko-9Restaurante.
nikko-13Pousada.
nikko-16Mercado.
nikko-17Melhorias no sistema fluvial.
nikko-18Mais obras. Como sempre tudo organizado com a guarda trabalhando em conjunto, dando suporte aos transeuntes.
nikko-20faltou aquele trânsito caótico que a gente está acostumado, causado pelas obras que atrapalham tudo…
nikko-19Hello Kitty.

Há mais de 1.200 anos, o sacerdote budista Shodo Shonin, no caminho para o monte Nantai, atravessou o rio Daiya e fundou o primeiro templo em Nikko.
Séculos mais tarde, Nikko torna-se um famoso centro religioso budista-xintoísta, escolhido pelo lider militar Tokogawa Ieyasu* para erguer seu mausoléu. Quando seu neto Iemitsu construiu o santuário-mausoléu de Ieyasu Tosho-Gu, em 1963, queria impressionar seus rivais com a riqueza e o poder do clã Tokugawa. Nikko. Escrito com ideogramas que significam “luz do sol”, se tornou sinônimo de “explendor”.

Tosho_Gu_01 (57)Escadaria no caminho pro templo Tusho Gu.
Tosho_Gu_01 (58)Torii de granito.
Tosho_Gu_01 (1)Com essa ilustração antiga dá pra ter uma ideia do vasto terrreno que é ocupado pelo santuário-mausoléo construído por Tokugawa em 1963, para o avô Ieyasu.
Tosho_Gu_01 (4)Tosho Gu. Cheio de turistas, mas a grande maioria japoneses.
Tosho_Gu_01 (5)Lanternas: a maioria originais (de pedra), as de metal um pouco mais recentes.
Tosho_Gu_01 (6)Início do santuário-mausoléo.
Tosho_Gu_01 (10)Telhado. Elefantes no detalhe.

 

Chegando no santuário temos logo na entrada um portal de granito (Torii) e ao lado uma pagoda de 1650 que foi doada por um daimyo (senhor feudal), e que foi reconstruída em 1818 depois de um incêndio. Ela tem 5 andares que representam respectivamente a terra, a água, o fogo, o vento e o céu.

Tosho_Gu_01Pagoda de 1650. 35 m de altura.

 

Tokugawa Iemitsu queria construir um grandioso santuário-mausoléu para impressionar o avô Ieyasu. Durante 2 anos, 15.000 artesãos de todo o Japão (eu não errei nos zeros, são quinze mil mesmo) talharam, pintaram, esculpiram, lixaram, douraram e laquearam feitos uns tarados em ritmo frenético e sem trégua para criar esse deslumbrante conjunto em estilo Momoyama.

Tosho_Gu_01 (7)Visual de Tosho-Gu ao lado do estábulo.
Tosho_Gu_01 (41)Tosho-Gu… Santuário do Xogun divinizado.

A purificação é fundamental em toda a prática xintoísta. É através dela que o homem se liberta das impurezas, como se regressasse ao estado original de pureza. Para a purificação, um ritual simples que antecede qualquer ato religioso, utiliza-se o rito chamado ‘Misogi’, o que consiste na purificação por meio da água, considerada um dos mais poderosos elementos purificadores. Ao lavar-se com a água pura o fiel xintoísta obtém a purificação das impurezas, tanto das voluntárias como das involuntárias. Pela água, purifica-se o corpo e a alma. Lava-se primeiro a mão esquerda, depois a direita, deixando-se escorrer a água impura. Ao final, lava-se a boca com a água colocando-se o conteúdo da vasilha em uma das palmas da mão em concha, ao contrário do que alguns pensam não se bebe a água.

Tosho_Gu_01 (11)Fonte para lavar mãos e boca, antes de adentrar pelo templo.
Tosho_Gu_01 (45)Fotografando tudo em ritmo frenético. Calos nos dedos…
Tosho_Gu_01 (12)Beleza. Tosho Gu tem mais de 1200 anos.
Tosho_Gu_01 (46)Média de 280 fotos por dia.
Tosho_Gu_01 (14)Detalhes (em ouro) da parte superior da fonte.
Tosho_Gu_01 (13)Biblioteca fechada pra visitação. Mas que fezes!
Tosho_Gu_01 (9)Shinkyusha, o estábulo do cavalo sagrado.

Seus nomes são: Mizaru – o que cobre os olhos, Kikazaru – que tapa os ouvidos e Iwazaru – que tampa a boca Isso, traduz-se como ‘não ouça o mal’,  ‘não fale o mal’ e ‘não veja o mal’ (Literalmente: miru=olhar, kiku=ouvir, iu=falar e zaru é a negação). É uma forma de lembrar que, se os homens não olhassem, não ouvissem e não falassem o mal alheio, teríamos comunidades pacíficas com paz e harmonia. O folclore japonês diz que a imagem dos macacos foi trazida por um monge budista chinês, no século 8. Apesar disso, não há comprovação dessa suposição.

Tosho_Gu_01 (8)Os três macacos sábios com as mãos tampando os olhos, os ouvidos e a boca, chamado em japonês de Sanzaru.

Embora designado como santuário no período Meiji, retém elementos budistas, entre os quais a pagoda, a biblioteca sutra e um portal Niomon. A bela sugi-namiki (avenida de cedro japonês) foi plantada por um senhor feudal do século 17, para substituir uma oferenda mais opulenta que ele deveria fazer. Passando a pagoda é que vem o portal Niomon ou Omotemon, que é guardado por duas divindades protetoras de templos budistas, os ferozes Niô.

Tosho_Gu_01 (3)Aaahhh.
Tosho_Gu_01 (2)Uuummm.

O de boca aberta pronuncia a primeira letra do alfabeto sânscrito (AH) e o de boca fechada pronuncia a última letra (UM), logo ao lado o estábulo sagrado (eu soube que deveria haver um cavalo doado pelo governo da Nova Zelândia que passaria várias horas no lugar, mas não vimos o tal bicho, nem sei se está vivo…) e a fonte sagrada coberta por um telhado com forte influência ornamental chinesa (com uma bacia de granito de 1618, para o ritual de purificação antes da entrada no santuário maior) e Rinzo que é a biblioteca sutra de escrituras budistas (que não estava aberta para visitação, infelizmente).

De frente pra isso tudo do lado direito de quem passa pelo portal Niomon existem 3 depósitos sagrados construídos em modelo tradicional com entalhes no telhado por toda sua volta, que contam histórias e lendas. Só não soubemos sobre isso com mais detalhes. Tudo isso cercado por belíssimas lanternas de pedra. Nova escadaria e no patamar seguinte à esquerda uma torre, e à direita em frente um campanário, e a extrema direita o Honji-do, que tem no teto um dragão pintado que ressoa ao se bater palmas estando debaixo dele. Pelo que reparei, a pintura foi feita sem nenhum mistério, o grande lance desse barulho deveria estar na forma com que a madeira foi talhada na parte superior (que não se consegue enxergar entre o teto pintado e a parte externa).
Um monge dava uma explicação sobre a pintura e ao mesmo tempo o cara batia com dois bastões e ia andando pelo salão, o barulho que fazia era de 2 pedaços de pau, mas em especial quando ele batia na parte em que estava pintado o boca do dragão, o simples som de madeira se transformava num guizo parecido com metal estalando! Caralho! A galera toda que estava assistindo ficava de bobeira com aquela porra! Muito foda! Se parar pra pensar no ano em que foi feito isso… A explicação do monge era que esse seria o som que se ouvia, quando um dragão se aproximava.

Tosho_Gu_01 (31)Tosho Gu é vistoso e grandioso. Ninguém deixa o local sem ficar inspirado pela beleza e pela arte minuciosa de seus monumentos.
Tosho_Gu_01 (33)Porta do Hall do dragão.
Tosho_Gu_01 (32)Dragão esculpido. No detalhe…
Tosho_Gu_01 (30)Ritual no interior do templo.

E lá vamos nós… Continuando pela próxima escada de acesso passávamos pelo portal Yomeimon, mega-ultra-super-adornado com animais e flores. Esse portal possuía uma das suas 12 colunas decoradas no sentido inverso, para evitar a ira dos espíritos. Estátuas de ministros imperiais ocupam os nichos, e nas laterais da entrada, a estátua de 2 arqueiros, – Portal dos Reis Deva – guardas do santuário na época que atiravam primeiro depois perguntavam – tudo pela proteção de Tokugawa.

 

Reis Deva.Guardas Arqueiros.
Nimon de frenteYomeimon, visão frontal.

Ieyasu Tokugawa foi o primeiro líder militar a conseguir dominar todo o país, estabelecendo um governo que se perpetuaria por mais de 250 anos. No testamento, o próprio xogum determinou que o seu túmulo ficasse em Nikko no templo Kunoo-San Tosho-Gu, em Shizuoka, no primeiro ano após a sua morte e depois fosse transferido para Nikko.
O filho e sucessor Hidetada fez cumprir a sua vontade, criando o templo xintoísta Tosho-Gu (1617), para venerá-lo como uma divindade.
A partir das altas montanhas dessa região estaria protegendo a capital do país como uma divindade xintoísta. Tosho-Gu é um desses lugares que precisam ser vistos pessoalmente para se poder sentir a grandiosidade de todo o conjunto de suas construções e suas minuciosas obras. Em todo o templo existem 5.173 esculturas. Só no portal Yomeimon existem mais de 500 esculturas, representando divindades, seres espirituais, cenas de lendas e histórias mitológicas orientais. Embora seja pequeno, ocupando uma área de apenas 30 metros quadrados, este portal de dois andares supera todas as outras estruturas, na complexidade de sua construção e no esplendor de suas esculturas e outras decorações. É também chamado Higurashi-no-mon ou Portal do Crepúsculo, significando que se contemplarmos com cuidado cada riqueza simbólica que constitui este portal, absorveria nossa atenção de um dia inteiro e só com o pôr-do-sol perceberíamos que um dia havia se passado. Pode-se dizer que esse conjunto de figuras, o portal em si e até mesmo todo o templo foram feitos para simbolizar um mundo de harmonia e paz. Isso porque o Japão viveu um longo período envolvido em guerras internas e graças ao domínio de Ieyasu estabeleceu-se o fim dos conflitos e a sociedade pôde se desenvolver, com o povo se dedicando ao trabalho, lazer e as artes em lugar das batalhas sangrentas. Nessa época as pessoas comuns, da zona rural, também eram arregimentados para servir como soldados dos feudos nos períodos de guerra.

Tosho_Gu_01 (18)Detalhe na parte superior do portal Yomeimon.
Tosho_Gu_01 (15)Stone Foo Dog
Tosho_Gu_01 (16)Sino de cobre, tesouro nacional.
Tosho_Gu_01 (17)Detalhe da cabeça de elefante na quina onde está o suporte do sino.
Tosho_Gu_01 (20)Versão de Foo Dog
Tosho_Gu_01 (21)Como estão quase sempre aos pares, outra versão.
Tosho_Gu_01 (49)Portal Niomon de Background.
Tosho_Gu_01 (47)Murais cheios de histórias.
Tosho_Gu_01 (22)Criança possuída por espírito mal-criado.

O saquê é aquela bebida fermentada de arroz (no estilo da cachaça, mas não é feita à base de cana-de-açucar), tradicional do Japão, tomada geralmente quente e no começo da refeição. Nos santuários xintoístas é comum vermos esses barris de saquê.
A bebida é consumida como parte dos rituais de purificação, comparado ao uso do vinho nas cerimônias católicas. Pessoas doam os barris de saquê aos santuários e templos para que sejam usados em cerimônias de casamento e festivais. Esses tonéis decorados são celebrativos e exclusivos dos templos, são chamados de Taru. Kagami Biraki é uma palavra japonesa que literalmente significa “Quebrando o Mochi”, ou “quebrando o tonel de saquê”, como parte da cerimônia. Em festas de casamento e outras celebrações esses barris são quebrados e abertos.

Tosho_Gu_01 (38)Barris de saquê, para uso em cerimônias e festividades.

Mais a frente, um pequeno portão, o Karamon que dava acesso aos santuários Haiden (santuário) e Honden (santuário interno), que estavam passando por obras de reforma (e não pudemos conhecer).

Tosho_Gu_01 (52)entre as milhares de esculturas, a do Nemurineko é uma das que se tornaram mais populares.

Indo para uma escadaria à direita após uma ante-sala (que tinha um entalhe primoroso de um gato dormindo e algumas vezes essa mesma representação tem um rato ao lado do gato, como se os dois que são inimigos declarados, conseguissem conviver pacificamente) viria um corredor com uma escadaria bem longa de pedra que levava ao túmulo do mestre Tokugawa Ieyasu.

Tosho_Gu_01 (39)Pra variar, mais sacanagem…
Tosho_Gu_01 (40)Hori Rico & Hori Shio, Daruma Goya.
Tosho_Gu_01 (25)Filial japonesa da escadaria da igreja Nossa Senhora da Penha!

Lugar sensacional, com dois Foo-Dogs na porta da entrada principal, grandioso, situado no meio de uma floresta bem densa como se fosse mata virgem. Com uns tipos de secóias enormes em toda a volta. Muito silencioso, parecendo que a paz imperava no lugar.

Tosho_Gu_01 (24)Arranha-céu natural…
Tosho_Gu_01 (26)Entrada.
Tosho_Gu_01 (29)Trancado a sete chaves, as cinzas do grande xogun Tokugawa.
Tosho_Gu_01 (28)Cegonha que trás a criançada.
Tosho_Gu_01 (27)Foo-Dog e suas madeixas.
Tosho_Gu_01 (50)Foo Dog Unicorn.
Tosho_Gu_01 (51)Jazigo perpétuo de Ieyasu Tokugawa.
Tosho_Gu_01 (53)Detalhe do teto da porta de entrada do túmulo de Tokugawa.
Tosho_Gu_01 (54)Conversando com Shion, mais histórias…
Tosho_Gu_01 (44)Nós tiramos assim…
Tosho_Gu_01 (37)E ficou assim.
Tosho_Gu_01 (42)Partindo de Tosho-Gu. :(
Tosho_Gu_01 (34)Outro mapa, numa das entardas do templo.
Tosho_Gu_01 (35)Buzum.

 

Saindo dos templos, pegamos um ônibus pra voltar pro hotel. O Ricardo e a Shion perguntaram se nós gostaríamos de procurar com eles, uma máscara antiga para que eles colocassem de enfeite na loja em Iwate, ou se estavamos cansados e preferíamos voltar ao hotel. O mesmo que perguntar se macaco quer banana! Partímos em busca de máscaras nos antiquários de Nikko. O lugar tem antiquários pra dar em vender. Muitos. Descendo uma rua principal logo depois da ponte Shinkyo, seguem uma loja atrás da outra, só de coisas bem antigas. Não fica-se limitado a encontrar máscaras apenas, mas encontra-se também selos postais bem antigos, esculturas, altares e até pinturas tradicionais eróticas. Bem interessante. Encontrado o artefato, e a barganha feita após negociação, todos satisfeitos, voltamos ao hotel.

antiquario-01Hannya
antiquario-02Kannon
antiquario-03O bêbado.
antiquario-04Tengu.
antiquario_nikkoRyu

Numa das lojas que estivemos, vimos um fato curioso que não pude deixar de registrar. Andávamos por esse antiquário, olhando várias coisas interessantes até pedaços (quinas) de telhados ornamentados de templos que estavam à venda, muito provavelmente de templos que foram reconstruídos por serem parcialmente destruídos por incêndios ou terremotos e tiveram tais partes descartadas, sendo estas peças aproveitadas para o mercado de antiguidades. Andando mais um pouco por essa loja, mais ao fundo dela, num pedacinho bem escondido, vimos (eu e Rico) esse curioso altar. Exclamei num tom de surpresa:
– Um altar cheio de rola, mas que puta falta de respeito com o santo!
E o Rico:
– hAHhahAHhahAHhaHA!!! Isso é um altar pra fertilidade rapá! Tem um Fudo Myo-o bem ali no meio do altar. Os caras fazem isso pra num ficar broxa. Continuar viril até bem velhinho.
– Poooorra, um coroinha desses (o velho parecia que foi padrinho do batizado de Matusalém), tu tá de sacanagem?! Esses malandros nunca ouviram falar em viagra? Num tem viagra no Japão??? Caô essa mandinga…
– Se funciona eu num sei, só sei que a dona da loja tá com sorriso de orelha a orelha, e num é porque tá fazendo grana vendendo muito, cumpade …
– Você acha que isso é cara de ‘mulher bem comida’? Tá de zuera!
De repente, passa por nós o velho. Ele olha pro balcão com um semblante de furador e murmura alguma coisa, que arranca um risinho da velhota. Perguntei então ao Ricardo, que já entende bem o idioma japonês:
– Quê que o velho disse, mano?
– Hoje tem!!!
– hahAHhahAHhahHAHHahAHhahAH!!!!!!
– AHHahAHhahAHhaHAHhahAHhaHA!!!!!

altar-fertilidade-01Altar para fertilidade.

Chegando de noite no hotel, fomos conhecer melhor o quarto e depois fomos jantar. No cardápio tinha entre as opções aquele siri gigante do programa pesca mortal do national geographic channel. Gostoso. Gosto de siri. Siri tem gosto de siri do tamanho que for, quem gosta come qualquer um.

jantarEssa perna é só um pedacinho, porque não cabe no prato todo…
nikko15-copyManual de instruções para uso, na tampa do vaso. Esse era maneríssimo, tinha a tábua com aquecimento! No inverno, você não teria que sentar na tábua gelada! hahahahahaha!!!
nikko13-copyTipo uma nave espacial, comando num dos apoios de braço.
nikko14-copyComando na esquerda e na direita.
nikko16-copyE agora pra aumentar a temperatura do ar do quarto pra num passar frio? De que adianta esses 840 canais se num dá pra assistir nenhum com esse maldito controle remoto! :/
ofuroPagando um banho… Como dizem: ê vida difícil!

# Ponte Shinkyo: Segundo a lenda, Shodo Shonin atravessou esta ponte de madeira laqueada de vermelho sobre o rio Daiya nas costas de duas serpentes enormes. A ponte original, construída em 1636, para uso exclusivo do xogum e de mensageiros imperiais, foi destruída por uma enchente. A atual construção data de 1907.

* Tokugawa Ieyasu (1543-1616) foi político, mestre e estrategista astuto que fundou a dinastia que governaria o Japão por mais de 250 anos. Filho de um senhor feudal secundário, passou a vida acumulando poder, só se tornando xogum em 1603, aos 60 anos. Construiu a capital na vila Edo (atual Tokyo) e seu governo viu o início do florescimento da cultura Edo. Ele queria que, ao morrer, seu corpo fosse colocado num santuário como um deus e gongen (encarnação de Buda). Seu nome póstumo foi Tosho-Daigongen, traduzindo: “a grande encarnação iluminando o leste”.

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			<div class="post-1 post hentry category-uncategorized" id="post-1">
								<h2><a href="https://22daysinjapan.wordpress.com/2009/04/05/hello-world/" rel="bookmark" title="Link Permanente para Bem…">Bem&#8230;</a></h2>
				<small>Abril 5, 2009 por rrabiscado</small>

				<div class="entry">
					<div class='snap_preview'><p>Aviso: Quero deixar claro aos visitantes antes de iniciar essa leitura do conteúdo  postado no meu blog, que ela possui uma narrativa com uma certa, digamos, &#8220;etiqueta viking&#8221; ou seja, o meu jeito de escrever.<br />
Os amigos e pessoas com quem convivo e que me conhecem bem (os que não conhecem tão bem, passarão a conhecer, e os que já conhecem, conhecerão ainda mais um pouquinho), sabem que uso gírias e palavrões como vírgulas, faço comparações sacanas e bem-humoradas (algumas vezes). Embora o deboche e o sarcasmo também dêem as caras, no fim todo mundo se diverte e é isso que importa!<br />
Por isso querido (e desde já bem-vindo) estranho, deixo isso muito claro para seu conforto (que segundo alguns que lêem, lembram de mim como se estivesse naquele momento falando a seu lado) pra que não passe por certo constrangimento ou se sinta agredido pelo conteúdo. Você não é obrigado, nem deve, passar por isso. Clica aí em cima à esquerda, nesse &#8220;x&#8221; num quadrado vermelho (você que tem mac, na bolinha vermelha) pra fechar a janela do navegador&#8230;<br />
Obrigado a todos pelas visitas, e por compartilharem essas histórias, fatos curiosos, engraçados e inusitados da minha experiência e toda a minha ignorância, de vinte e dois dias vivendo numa cultura oriental milenar. <img src='https://s-ssl.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/face-wink.png' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Partida 20 de outubro de 2008. Rio de Janeiro.</strong><br />
Ainda no Aeroporto Internacional documentando o embarque, estávamos conversando sobre o quanto estávamos anciosos, e especulando o que nos aguardava naquele país. O tempo estava limpo pra vôo, sendo assim nada de atrasos como já havia virado rotina nos aeroportos brasileiros há algum tempo&#8230; Conversamos também se conseguiríamos aproveitar bem nossas 12 horas na França, que na verdade acabariam por ser umas 8 ou 9 descontando o check-in e tal, apesar de não ser o destino final, era a primeira vez que nós dois conheceríamos Paris e também estávamos um tanto anciosos pra saber como seria a recepção e aceitação, já que houvíamos histórias quanto à relutância deles em falar inglês&#8230;</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-440" title="aeroporto Rio" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03869-copy1.jpg?w=315&h=236" alt="Apertando o 'start'" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Apertando o &#39;start&#39;</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-441" title="azulzinho..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03882-copy1.jpg?w=315&h=236" alt="Céu limpinn limpinn" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Céu limpinn limpinn.</p></div>
<p>Ainda no Brasil, perguntei pra uma amiga algumas coisas básicas e ela de pronto me ajudou, decorei algumas coisas e com cara de cachorro em porta de igreja eu perguntava:  *&#8217;Bonjour, comment allez-vous? Je suis brésilien et je ne parle pas français, désolé &#8230; vous parlez anglais?&#8217;<br />
*<em>Bom dia, como vai? Eu sou brasileiro e não falo francês, me desculpe&#8230; você fala inglês?</em> E funcionou muuuito bem. Os fraceses deram o jeito e arriscaram algum inglês e nos viramos. Engraçado, é muito doido pedir informação como quem pede esmola, puta que paril&#8230;</p>
<p><strong>Pit Stop na França. Paris, 21 de outubro de 2008.<br />
</strong></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-442" title="O corcunda se aposentou..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03891-copy1.jpg?w=270&h=360" alt="Notre-Dame" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Notre-Dame</p></div>
<p><strong>Catedral de Notre-Dame de Paris</strong><br />
É uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo (daí o nome Notre-Dame – Nossa Senhora), situa-se na praça Parvis, na pequena ilha Île de la Cité em Paris, França, rodeada pelas águas do Rio Sena.<br />
A catedral surge intimamente ligada à ideia de gótico no seu esplendor, ao efeito claro das necessidades e aspirações da sociedade da altura, a uma nova abordagem da catedral como edifício de contacto e ascensão espiritual.<br />
A arquitectura gótica é um instrumento poderoso no seio de uma sociedade que vê, no início do século XI, a vida urbana transformar-se a um ritmo acelerado. A cidade ressurge com uma extrema importância no campo político, no campo económico (espelho das crescentes relações comerciais), ascendendo também, por seu lado, a burguesia endinheirada e a influência do clero urbano. Resultado disto é uma substituição também das necessidades de construção religiosa fora das cidades, nas comunidades monásticas rurais, pelo novo símbolo da prosperidade citadina, a catedral gótica. E como reposta à procura de uma nova dignidade crescente no seio de França, surge a Catedral de Notre-Dame de Paris.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-444" title="essas estrelas alguma parada da união européia que a gente não ficou sabendo o que que tava rolando :(" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03933-copy1.jpg?w=270&h=360" alt="Chuva safada, da chegada até a partida. Mérde! =P" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Chuva safada, da chegada até a partida. Mérde! =P</p></div>
<p><strong>Torre Eiffel</strong><br />
Uma torre de ferro construída no Campo de Marte ao lado do Rio Sena em Paris. A torre tornou-se um ícone mundial da França e uma das mais conhecidas estruturas do mundo.<br />
Inaugurada em 31 de Março de 1889, a Torre Eiffel foi construída para honrar o centenário da Revolução Francesa. O Governo da França planejou uma Exposição mundial e anunciou uma competição de design arquitetônico para um monumento que seria construído no Champ-de Mars, no centro de Paris. Mais de cem designs foram submetidos ao concurso. O comitê do Centenário<br />
escolheu o projeto do engenheiro Gustave Eiffel (1832-1923), de quem herdaria o nome, da torre com uma estrutura metálica que se tornaria, então, a estrutura mais alta do mundo construída pelo homem. Com seus 317 metros de altura, possuía 7300 toneladas quando foi construída, sendo que atualmente deva passar das 10000, já que são abrigados restaurantes,<br />
museus, lojas, entre muitas outras estruturas que não possuía na época de sua construção. Eiffel, um notável construtor de pontes, era mestre nas construções metálicas e havia desenhado a armação da Estátua da Liberdade, erguida pouco antes no porto de Nova Iorque. Quando o contrato de vinte anos do terreno da Exposição mundial (de 1889) expirou, em 1909, a Torre Eiffel quase que foi demolida, mas o seu valor como uma antena de transmissão de rádio a salvou. Os últimos vinte metros desta magnífica torre correspondem a antena de rádio que foi adicionada posteriormente. A torre é visitada anualmente por volta de 7 milhões de pessoas.<br />
<strong>Os 72 nomes</strong>:<br />
Os nomes de setenta e dois cientistas, engenheiros e outros franceses notáveis estão gravados em reconhecimento a suas contribuições por Gustave Eiffel. Estas gravações foram cobertas de tinta no começo do século 20, e restauradas em 1986-1987 pela Société Nouvelle d&#8217;exploitation de la Tour Eiffel, uma companhia contratada para negócios relacionados à Torre.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-443" title="O Arco" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03972-copy1.jpg?w=270&h=360" alt="sourire :)" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">sourire <img src='https://s-ssl.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/face-smile.png' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p></div>
<p><strong>Arco do Triunfo</strong><br />
Monumento construído em comemoração às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, o qual ordenou a sua construção em 1806. Inaugurado em 1836, a monumental obra detém, gravados, os nomes de 128 batalhas e 558 generais. Em sua base, situa-se o Túmulo do Soldado Desconhecido (1920).<br />
O arco localiza-se na praça Charles de Gaulle, uma das duas extremidades da avenida Champs-Élysées. Iniciado após a vitória napoleônica em Austerlitz, o Arc de Triomphe representa, em verdade, o enaltecimento das glórias e conquistas francesas, sob a liderança de Napoleão Bonaparte, seja este oficial das forças armadas, esteja ele dotado da eminente insígnia imperial. A obra, teve uma interrupção propiciada pela derrocada do Império (1815). Com 50 metros de altura, o monumental arco tornou-se, desde então, ponto de partida ou passagem das principais paradas militares, manifestações e, claro, visitas turísticas.</p>
<p><strong>Chegada em 22 de outubro de 2008. Narita. Ilha Honshu. </strong></p>
<p>Chegamos no Japão!!!<br />
Caralho!!!!!!!<br />
O Vôo da Air France pousou no aeroporto de Narita dentro do previsto. Por volta das 18:15h pelo horário local. Descemos do avião, com aquela sensação de &#8220;não tô acreditando&#8230;&#8221;, e fomos direto para a esteira de malas. Não havia fila, nem crowd humano na espera das bagagens. Não esperei nem 8 minutos, foi o tempo certinho da Mônica ter ido até o banheiro e voltado. Agora era o guichê da imigração que nos aguardava. Certa tensão&#8230;<br />
O japonês que me atendeu fez umas perguntinhas, começando com: &#8220;Qual a finalidade da viagem?&#8221;<br />
E eu:<br />
&#8220;Turismo! Estou realizando um sonho de infância em conhecer o Japão. Estamos em lua de mel!&#8221;.<br />
E apontei pra Minha esposa no guichê do lado, em seguida a expressão:<br />
&#8220;óóóóóóóóóó!! Honey moon!&#8221;.<br />
E ele perguntou:<br />
&#8220;Você conhece alguém aqui, tem amigos aqui?!&#8221;<br />
Respondi que sim, no destrito de Iwate.<br />
E novamente:<br />
&#8220;óóóóóóó!!!! Iwate!!&#8221;.<br />
Seguindo ele perguntou quantos dias eu iria permanecer e aonde eu iria.<br />
Disse que ficaríamos por 22 dias e conheceríamos Yokohama, Tokyo, Kyoto, Sendai, Osaka, Nikko, Iwate, entre outros lugares, e mais uma vez:<br />
&#8220;óóóóóóóóóó!!! Twenty-two days!! Ok! Enjoy Zapan! Arigatou gosaimasu!&#8221;<br />
Acho que respondendo as perguntas do Guarda, com a minha cara de felicidade como se fosse a Hebe Camargo congelada no botox, o cara deve ter pensado: &#8220;mas tá todo babaca, esse malandro devia muito querer conhecer meu país&#8221;. Porque se pensou, acertou em cheio, também com a minha baita cara de alegria, até a mãe Diná acertava.<br />
Lá estavam Ricardo e Shinobu a nossa espera. Depois do saudoso, &#8220;E ae meu primo?! Fala meu Xóki!!&#8221; aos risos frouxos e as risadas soltas, muitos abraços acalorados, até porque nós não nos víamos há mais de 3 anos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 312px"><img class="size-full wp-image-11" title="Aaahhh muleeeque!! Tremeu a foto, porque o trem tava inbucetado!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03982-copy1.jpg?w=302&h=227" alt="Metrô trajeto Narita Airport pro Ueno Touganeya Hotel" width="302" height="227" /><p class="wp-caption-text">Metrô trajeto Narita Airport pro Ueno Touganeya Hotel</p></div>
<p>Ainda meio em êxtase e num acreditando naquela coisa toda, partimos pro metrô a caminho do hotel chamado &#8220;Ueno Touganeya&#8221;, próximo a estação de metrô de Ueno. Um hotel, segundo eles, bem bacana e bem simples. O bem simples aqui do Japão já é bem ducaralho, na verdade muito mais foda que qualquer merda bem simples do Brasil.</p>
<p>No metrô sentido aeroporto de Narita &gt; Ueno, levamos um lero, tiramos mais fotos e comentamos o fato da juventude masculina japonesa, ter uma preocupação excessiva com o visual. Extremamente vaidosos, tanto quanto as mulheres. Cabelos cuidados, pintados, alguns até de sobrancelhas feitas, uns com mulher e filho juntos, mas todos heteros segundo me garantiram o Ricardo e a Shion. Porque como faço mais o sutil estilo &#8220;caminhoneiro&#8221; achei que a baitolagem imperava na terra do sol nascente. Ney Matogrosso e Cauby Peixoto iam meter muito se viessem pra cá, porque esse estilo faz sucesso com as mulheres daqui, eu é que não sei que onda é essa de ser parecido com viado, porque como disse certa vez um senhor pai de um amigo, na minha época não existia essa coisa de orgulho gay, viado tinha era vergonha!<br />
A onda aqui era ter um quê de viadeza, preferi continuar demodê, HAHahHAhah!!</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-60" title="a caminho do hotel" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04369-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Passarela da estação de metrô de ueno." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Passarela da estação de metrô de ueno.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-64" title="neighborhood" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04377-copy.jpg?w=270&h=360" alt="neighborhood" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">neighborhood</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-44" title="Asfalto de sacanagem. Mais limpo que o meu suvaco! hahahaha!!!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03993-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Asfalto made in Japan." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Asfalto made in Japan.</p></div>
<p>Andando pelas ruas de Tokyo, depois que saímos do metrô na estação de Ueno, era tudo muito doido mermo. Como se vê nos filmes de arte marcial, sem tirar nem pôr. Engraçado que no caminho pro hotel, nos perdemos um pouquinho e aproveitei para documentar as diversas coisas diferentes, interessantes e inusitadas que eu via pela primeira vez &#8220;in loco&#8221; e não pelos livros e pela internê.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-66" title="Patchinco!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04374-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Nesse estacionamento de bicicletas, praticamente todas estão sem cadeado. Roubo? &quot;Isso aqui é mais seguro que a Disneylândia&quot; como diz meu amigo." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Nesse estacionamento de bicicletas, praticamente todas estão sem cadeado. Roubo? &quot;Isso aqui é mais seguro que a Disneylândia&quot; como diz meu amigo.</p></div>
<p>Casas de Patchinko gigantes de 3 andares (patchinko é o que chamam de jogo de azar, um caça-níquel japonês, que é febre no país, lá a japonesada adora essa porra, que vive lotado de viciados pela jogatina que sonham em fazer fortuna da noite pro dia), farmácias, obras, ruas, carros, até as tampas de bueiros são uma atração curiosa.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-25" title="Não sei se é gás, esgoto ou águas pluviais, mas o desenho é bacana" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03984-copy1.jpg?w=315&h=236" alt="Cedae Japonesa" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Cedae Japonesa</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-61" title="limpeza que impressiona" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04370-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Aqui passa carro. Pode acreditar." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Aqui passa carro. Pode acreditar.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-53" title="Companhia estadual de Gás" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03985-copy.jpg?w=315&h=236" alt="CEG Made in Japan." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">CEG Made in Japan.</p></div>
<p>Cidade iluminada por propagandas, cheia de mega letreiros, muita informação, e silêncio. É! Silêncio.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-27" title="Dizem que é possível captar espíritos por meio de fotografia. Existem até alguns filmes sobre esse tema no oriente. Sem querer consegui uma dessas no Japão... hahahahahaa" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03986-copy1.jpg?w=315&h=236" alt="Flagra do espírito de uma senhorita... No centro de Tokyo" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Flagra do espírito de uma senhorita... No centro de Tokyo</p></div>
<p>Chegamos na hora do Rush mas não tinha aquela zoeira do Rio de Janeiro de Av. Presidente Vargas com Av. Rio Branco, buzinas ensandecidas, trânsito parado, todo mundo louco pra chegar logo em casa.<br />
Simplesmente o lugar flui. Flui numa harmonia de dar inveja. Até para alguns países da Europa.<br />
Tudo funciona bem e anda bem. Ali, eu já começava a notar impacto e a diferença grotesca do meu &#8220;abençoado por Deus, e bonito por natureza&#8221; Rio de Janeiro das balas perdidas.<br />
Um dos barulhos (além dos motores dos carros, que não eram muito barulhentos por quase todos serem novinhos) era de uma gravação que havia nos sinais de trânsito. Era uma espécie de passarinho que piava quando o sinal se abria para os pedestres, com intuito dos cegos se guiarem ao atravessar. Quando o sinal estava pra fechar o passarinho acelerava o canto, como quem dizia: &#8220;corre ceguinho que o sinal vai abrir pros carros, e tu tá na merda! hAHahHHaha!!!</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-62" title="fim da passarela" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04371-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Tokyo streets" width="270" height="360" /> <p class="wp-caption-text">Tokyo streets</p></div>
<p>Havia máquinas automáticas por todos os cantos: de cafés (quentes ou gelados) puros, fortes, fracos, com leite, com chá, de refrigerantes, calpis, sucos, chás quentes e gelados, água, entre outras bebidas (cervejas, saquês, drinks com vodka e frutas, whisky, etc).</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-19" title="Máquinas e mais máquinas, por toda a parte..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03996-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Máquinas de bebidas diversas" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Máquinas de bebidas diversas</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-63" title="pela vizinhança" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04372-copy.jpg?w=270&h=360" alt="rolézinho noturno" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">rolézinho pela vizinhança</p></div>
<p>Nosso hotel tinha 6 andares, 8 apartamentos por andar, lavanderia em 2 deles, restaurante anexo, internet liberada, tv a cabo, ar condicionado (com aquecimento também). Detalhes: TVzona de plasma slim de 29&#8243;, frigobar entre outras cositas, mas tudo &#8220;bem simples&#8221; como disseram&#8230;</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-42" title="Máquina automática na porta" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03991-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Entrada do Hotel em Ueno." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Entrada do Hotel</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-33" title="Hotel em Ueno" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03990-copy2.jpg?w=315&h=236" alt="Perto da estação de metrô de Ueno" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Hallzinho</p></div>
<p>Ficamos no 607 e nossos amigos no 205 (andar para fumantes). No quarto tinha um forninho maneiríssimo pra fazer &#8220;green tea&#8221;.<br />
O vaso sanitário era um espetáculo à parte. Pra aprender a usar é melhor pedir o manual de instrução na portaria do hotel ou fazer um curso intensivo, hAHhahAhahA!!!</p>
<p>Quando a pessoa senta nele, automaticamente abre um chuveirinho (alguns é uma gravação, outros é água mesmo) para ajudar a mulherada que tem dificuldade de mijar (mulé tem desses negócios).</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-50" title="comandos do vaso sanitário" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04397-copy.jpg?w=270&h=359" alt="Esse negócio devia ter manual do usuário..." width="270" height="359" /><p class="wp-caption-text">Esse negócio devia ter manual do usuário...</p></div>
<p>A descarga tem 2 modos, roda prum lado para quando fizer xixi e pro outro quando cagar (isso evita o gasto desnecessário, pois um tem uma quantidade de água que sai com mais força e por mais tempo). Tem um chuveirinho malandro com um botão de 2 comandos com um desenho de uma menininha com uma sainha e outro de uma bundinha. Um pra quando as mulheres fizerem o &#8220;número 1&#8243; e outro pro &#8220;número 2&#8243;, é só escolher que ele arremessa um jato d&#8217;água na direção da tabaca e outro jato na direção do toba, além de ter 4 níveis de intensidade e poder escolher se a água sairá fria ou quente.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-49" title="'toto'!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04395-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Sem desperdício: o gasto da água vai de acordo com a necessidade. A válvula gira para dois lados, quando fizer o n° 1 e o 2." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Sem desperdício: o gasto da água vai de acordo com a necessidade. A válvula gira para dois lados, quando fizer o n° 1 e o 2.</p></div>
<p>Largamos as malas no quarto, batemos umas fotos, rimos com a privada, e com a mesma fome de quem queimou um velão, partimos para um restaurante japonês de raiz, porque a comida de borracha do avião&#8230; Bem, comida de avião é comida de avião, aquela coisa, né?<br />
O bife tem o mesmo gosto do frango, que tem o mesmo gosto da geléia, que tem o mesmo gosto do pão, que vai assim em diante, mas deixa pra lá, isso é uma outra história&#8230;</p>
<p>Chegamos num restaurante estilo clássico de filme de kung-fu. Portinha separando os ambientes com as mesas bem baixinhas, todo mundo descalço, (já tínhamos deixado os tênis e sapatos em uns armários na entrada, que trancavam com um cartãozinho) sentados nas almofadinhas.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-43" title="Aqui só de meia ou descalço" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03999-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Guarda-calçados. Antes de pisar no dojo." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Guarda-calçados. Antes de pisar no dojo.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-22" title="primeiro restaurante japonês JA-PO-NÊS" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04003-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Nossa primeira refeição descente depois de 22 hs de vôo" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Nossa primeira refeição descente depois de 22 horas de vôo. Cansaço nítido.</p></div>
<p>Vieram os petiscos e começamos a provar coisas que eram difíceis de achar no Brasil (pelo menos não se vê em toda esquina), mas muito comuns no Japão, como por exemplo: Ouriço, enguia, polvo, legumes (que num sei nem pronunciar o nome direito) que são característicos do local, e um drink muito bom de vodka com um chá feito de uma fruta chamada Shinruchu, natural de lá.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-26" title="Kampai!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04000-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Todo mundo de barriga cheia..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Todo mundo de barriga cheia...</p></div>
<p>Nossos anfitriões, muito gentis e hospitaleiros, pagaram nossa conta dessa primeira noite de muitas fotos, nostalgia e boas risadas.</p>
<p>Saímos do restaurante. O que impressionava eram as ruas ainda movimentadas mas a ausência de poluição sonora.<br />
A perfeição do asfalto das ruas, que nem sempre eram de material asfáltico (pixe, etc), mas tinham um tipo de pedra tão bacana que não deveria passar carro ali por cima.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-65" title="É, eu sei, essas ruas não existem..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04373-copy.jpg?w=315&h=236" alt="no coments." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">no coments, just look...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-21" title="ruas limpinhas, asfalto perfeito." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03998-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Limpeza e segurança" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Limpeza e segurança</p></div>
<p>Os estacionamentos públicos sem vigia, tudo automatizado, a pessoa colocava apenas uma quantia em moedas e um tipo de paralelepípedo armava por baixo do carro como trava de segurança, e para retirar o veículo na saída era só depositar o valor restante.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-28" title="Estacionamento público" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03994-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Estacionamento público" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Estacionamento público...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-29" title="Sem a chateação dos flanelinhas" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc03995-copy1.jpg?w=315&h=236" alt="Sem a chateação dos flanelinhas" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">...Sem a chateação dos flanelinhas</p></div>
<p>Essas máquinas sem proteção nenhuma, tudo na base da confiança no cidadão civilizado. Nas ruas quase não se encontrava lixeira, raramente tinha alguma, e ainda assim não se via lixo pelo chão. O que pra eles não é desculpa, o cidadão carrega seu próprio lixo e descarta de forma correta em casa para a reciclagem.<br />
Depois dessa andança voltando pro hotel, chegamos a um seven eleven vizinho ao nosso hotel, e compramos o café da manhã. Lojinha lotada de centenas de produtos diferentes com mais uma dezena de variações pra cada um deles.<br />
Tem coisas que são lançadas apenas aqui e não no resto do mundo, um exemplo é a pepsi branca, uma pepsi com iogurte. Imagino você se perguntando se era boa, eu gostei.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-23" title="Green Tea with Milk" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04016-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Num é café com leite. É chá com leite" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Num é café com leite. É chá com leite</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-48" title="olha olha olha olha água mineral!! água mineral!!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04010-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Mineru Uota = Mineral Water." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Mineru Uota = Mineral Water Label Design.</p></div>
<p>Outro, são produtos que sempre presenteiam o consumidor (igual aqui). Esses vinham com brindes anexados: chicletes com bonecos do filme aliens, pinduricalhos pra telefone celular (eles adoram pindurar umas merdinhas nos celulares), chaveiros, miniaturas de pokemons, mascotes de empresas, etc.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-46" title="comidinhas e bebidinhas" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04006-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Prateleira do seven eleven. Várias esquizitices." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Prateleira do seven eleven. Várias esquizitices.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-45" title="sorvetes" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04005-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Aissu-Curiimo = Ice Cream." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Aissu-Curiimo = Ice Cream.</p></div>
<p>Não é permitida a venda de pornografia, nu ginecológico, sacanagem desmedida, putaria desenfreada ou sexo explícito em revistas. E na TV a cabo dos hotéis, os canais de putaria tem as partes pudendas dos atores e atrizes pornôs &#8220;embassados&#8221;, fato bem curioso que contrasta muito com a fama de taradões que os japoneses têm em todo o mundo.</p>
<p>Combinamos mais ou menos o roteiro do dia seguinte durante o jantar. Estávamos pra dar o &#8220;start&#8221; num ritmo frenético em nossa estadia de 22 dias naquele outro planeta. Nós num é Silvio Santos, mas o ritmo foi de festa&#8230;</p>
<p><strong>23 de outubro de 2008, centro de Tokyo, dia dois. </strong></p>
<p>Acordamos cedo pra cacete (pra quem dormiu quase duas da manhã), eram 6 horas. Mônica me disse &#8220;Rico tâmo em Tokyo!&#8221; e eu, romântico, respondi: &#8220;Poorra amô, é mermo, hihihiiii!&#8221; Paguei um banho, tomamos um cafezinho no quarto e nos encontramos com Ricardo e Shion no hall do hotel às 08:30.<br />
Isso, depois de saborear um tipo de docinho que tem a textura de um rocambole, do tamanho e formato de um biscoito recheado, mas com recheio de feijão preto doce que parecia chocolate.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-30" title="doce delicioso de feijão" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04011-copy.jpg?w=315&h=235" alt="Parece chocolate, mas é feijão!" width="315" height="235" /><p class="wp-caption-text">Parece chocolate, mas é feijão!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-47" title="queequi = cake" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04009-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Bolinhos e Docinhos." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Bolinhos e Docinhos.</p></div>
<p>Partiríamos então para uma viagenzinha de 40 minutos, pela linha de metrô Ginza, até a primeira atração a ser visitada: o grande templo Senso-Ji em Asakusa.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-72" title="Asakusa Kannon" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04028-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Já tô vendo a entrada do templo..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Já tô vendo a entrada do templo...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-73" title="Aaaahh muleeeque!!!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04030-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Todo mundo sorrindo pra foto: &quot;Whiiisskyyy&quot;!" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Todo mundo sorrindo pra foto: &quot;Whiiisskyyy&quot;!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-117" title="entrada do Senso-Ji (lateral direita)" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04041-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Árvore exótica" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Árvore exótica</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-115" title="entrada" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04035-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Meninas na lanterna" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Meninas na lanterna</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-82" title="visão externa" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04084-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Portão Hozo-Mon. " width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Portão Hozo-Mon. </p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-75" title="KKRAABBOOOMMMMM!!!!!!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04034-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Raijin, o Deus do trovão." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Raijin, o Deus do trovão.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-74" title="SSSSHHHHHHFFFFFFFF!!!!!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04033-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Fuujin, o Deus do vento." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Fuujin, o Deus do vento.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-76" title="dragão, labaredas e vento" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04038-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Entalhe em madeira na boca da lanterna gigante (parte inferior) da entrada principal." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Entalhe em madeira na boca da lanterna gigante (parte inferior) da entrada principal.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-79" title="visão interna" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04079-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Portão Hozo-Mon. Outro ângulo" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Portão Hozo-Mon. Outro ângulo</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-84" title="colegiais nipônicos" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04094-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Uniformes idênticos aos dos animes" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Uniformes idênticos aos dos animes</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-83" title="votos de boa sorte" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04087-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Duas sandálias aos viajantes. Seguança na ida e na volta." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Duas sandálias aos viajantes. Seguança na ida e na volta.</p></div>
<p>O templo Senso-Ji, também conhecido como Asakusa Kannon, é o templo mais sagrado da cidade. No ano de 628 d.c., dois pescadores acharam no Rio Sumida uma estatua de ouro de Kannon, que é a deusa budista da misericórdia.<br />
O mestre dos pescadores construiu um santuário para Kannon. Em 645 o santo homem Shokai dedicou-lhe um templo. A fama, a riqueza e o tamanho do templo foram crescendo com o passar do tempo e Ieyasu Tokugawa doou-lhe um grande terreno.</p>
<p>O bairro boêmio Yoshiwara avançou para essa direção em 1657, aumentando sua popularidade. O templo resistiu ao grande terremoto de 1923, mas não as bombas da Segunda Guerra Mundial, infelizmente (sábia frase de quem disse: que &#8220;em uma guerra não há vencedores&#8221;). Os prédios principais são relativamente novos, mas no estilo do período Edo. Logo na entrada a maior lanterna feita no Japão que veríamos por todos os lugares onde andamos. Uma parada absurda de mais de 5 metros de altura e com algo em torno de 2 metros de diâmetro! Era o Portão Hozo-Mon. Construído em 1964 com concreto reforçado, esse portão de dois andares, continha no andar de cima uma espécie de sala dos tesouros com vários sutras (regras de moral) chineses do século 14.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-77" title="isso sim é que alumía!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04058-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Corredor de lanternas na direção da entrada do templo" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Corredor de lanternas na direção da entrada do templo</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-105" title="nhé!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/imgp2943-copy.jpg?w=315&h=209" alt="Cachos de Monstros, robôs e pokemons..." width="315" height="209" /><p class="wp-caption-text">Cachos de Monstros, robôs e pokemons...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-87" title="artesanato local" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04108-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Essas máscaras são todas feitas em papel." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Essas máscaras são todas feitas em papel.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-86" title="O escriba" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04103-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Muita habilidade. Escrita precisa, kanjis perfeitos." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Muita habilidade. Escrita precisa, kanjis perfeitos.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-85" title="O escultor" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04102-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Talhando peças em madeira" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Talhando peças em madeira</p></div>
<p>Depois um corredor imenso de lojinhas, o Nakamise-dori. Um tesouro de atrações tradiconais pra compra de souvenirs: leques, kimonos, roupas, hashi, as famosas bonecas ichimatsu-ningyo, máscaras e etc.<br />
O portão Kaminarimon (portão do trovão), que foi queimnado em 1865 e só foi reconstruído em 1960, tinha as estátuas de dois guardiães chamados Fujin (o da direita) e Raijin (na esquerda), medindo quase 4 metros tem seus corpos novos, mas as cabeças são antigas (não sei se data da construção original).</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-70" title="Excursão de escola" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/imgp2944-copy.jpg?w=315&h=209" alt="Criançada no passeio com o colégio. A cor do boné define a idade do meliante." width="315" height="209" /><p class="wp-caption-text">Criançada no passeio com o colégio. A cor do boné define a idade do meliante.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-101" title="Jizos protetores da mulecada." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04210-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Altares com Jizos: agradecimentos e preçes para as crianças." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Altares com Jizos: agradecimentos e preçes para as crianças.</p></div>
<p>Passando o portão, ao lado esquerdo uma pagoda de 5 andares (é isso mermo &#8220;pagoda&#8221;! Não é &#8220;pagode&#8221; como se costuma ler por aí. Pagode é o caralho! Isso é aquela galhofa que insistem em chamar de música), que na verdade é uma réplica do original que foi reconstruída em 1973.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-121" title="pagodinha" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04093-copy.jpg?w=270&h=360" alt="PagodA" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">PagodA</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-127" title="Tanukis no templo" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04209-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Os &quot;pé-de-cana&quot; reunidos!" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Os &quot;pé-de-cana&quot; reunidos!</p></div>
<p><strong> </strong><strong>Sobre os Tanukis:</strong><br />
<em>O Tanuki faz parte da mitologia japonesa desde tempos antigos. Um animal místico que é travesso e alegre, mestre no disfarce e na troca de formas.<br />
Enquanto as histórias das raposas são muito sérias, as do tanuki são mais divertidas. Também mais ingênua, dizem que o tanuki adora saquê e é freqüentemente retratado com uma garrafa de saquê em uma mão e uma nota promissória na outra (uma conta que ele nunca paga).  Até hoje suas estátuas podem ser vistas especialmente do lado de fora de restaurantes e bares para atrair clientes. Muitas vezes confundido com o mujina, é culpado por todas as aparições fantasmagóricas. Parece ter uma queda por bebidas, comidas e mulheres. Adora pegar folhas e transformá-las em dinheiro, enganando todos. Também é bom em virar objetos inanimados.</em></p>
<p>Atrás da pagoda, o jardim Dembo-in, um cantinho tranquilo usado como centro de treinamento para monges. Magistral, todo harmônico desde o gramado aos bambuzais, os arranjos de madeira e um pequeno rio.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-109" title="paz" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04077-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Centro de treinamento para monges." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Centro de treinamento para monges.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-111" title="mais um canto pra ficar zen... Zen fazer nada..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04110-copy1.jpg?w=315&h=236" alt="Jardim Dembo-in." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Jardim Dembo-in.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-107" title="vou garantir o sushi da janta!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04145-copy1.jpg?w=315&h=236" alt="Riozinho dentro do templo." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Riozinho dentro do templo.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-89" title="Pesque e pague de Siddarta Gautama" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04127-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Coi = Carpas." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Coi = Carpas.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-106" title="HOOOUUUUMMMMMMMM..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04181-copy1.jpg?w=315&h=236" alt="Numa parte do jardim, um Bosatsu meditando em cima de uma flor de lótus" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Numa parte do jardim, um Bosatsu meditando em cima de uma flor de lótus</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-110" title="Três chifres?? Tá amarrado!!!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04080-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Detalhe do telhado" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Detalhe do telhado</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-119" title="Mais caretas ameaçadoras pra espantar os maus espíritos" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04081-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Mais Hannyas pelo telhado." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Mais Hannyas pelo telhado.</p></div>
<p><strong>Sobre as Hannyas:</strong><br />
<em>Hannya é uma mascara dotada de dentes ameaçadores, boca grande e chifres. A sua imagem expressa dor, ciúme e tristesa feminina. A Hannia representa a raiva de uma mulher, que após muita raiva e ciúmes, adiquire este aspecto. Acredita-se que a máscara Hannya tem o poder de afugentar os maus espíritos. Hannya é a transcrição japonesa do termo sâncrito Prajna, que no Budismo designa a Sabedoria dos Budas. É o tema central do Sutra do Coração da Perfeição da Sabedoria, cujo título em japonês é &#8220;Hannya Shingyo&#8221;</em></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-118" title="templo bem guardado" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04073-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Foo Dog de Pedra" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Foo Dog de Pedra</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-122" title="Chinese Lion Dog" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04111-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Foo Dog de mármore, guardiões do templo" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Foo Dog de mármore, guardiões do templo</p></div>
<p>Seguindo chega-se a capela Awashima. Dedicada a uma deusa que protege as mulheres. Ao lado um pequeno templo hexagonal que é um sobrevivente raro do século 15.<br />
Antes da entrada do pavilhão principal tem um queimador de incenso (joukoro), que atrai as pessoas que acreditam que suas emanações as mantêm saudáveis.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 328px"><img class="size-full wp-image-123" title="derrama senhor, derrama senhor... hahahahaha!!!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04170-copy.jpg?w=318&h=239" alt="Purificação" width="318" height="239" /><p class="wp-caption-text">Purificação</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-93" title="Dragon Spit" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04169-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Fonte da entrada" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Fonte da entrada</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-92" title="desinfectando =P" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04166-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Lava-se mãos e boca antes de se entrar num templo" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Lava-se mãos e boca antes de se entrar num templo</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-90" title="Ornamento no teto da fonte." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04133-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Esse símbolo não é nazista. Esse é budista." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Esse símbolo não é nazista. Esse é budista.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-94" title="Gasparzinho e sua turma" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04171-copy.jpg?w=315&h=236" alt="No pavilhão principal (datado de 1958)." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">No pavilhão principal (datado de 1958).</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-95" title="No teto de um dos templos" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04177-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Pintura centenária." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Pintura centenária.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-97" title="Foto do lado de fora" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04189-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Tudo ouro. Esse registro ficou bem mais ou menos, já que era a única forma permitida de fotografar o altar do pavilhão principal..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Tudo ouro. Esse registro ficou bem mais ou menos, já que era a única forma permitida de fotografar o altar do pavilhão principal...</p></div>
<p>Na outra ponta (direita) o santuário Asakusa Jinja, construído em 1969, é um santuário dedicado aos homens que encontraram a estátua da deusa Kannon.<br />
E finalmente o pavilhão principal (1958). Dentro dele, o santuário prncipal é laminado em ouro e é onde fica a imagem original de Kannon, realmente impressiona pela beleza e pelo zelo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-103" title="Arredores de Asakusa" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04221-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Saída frontal do templo Senso-Ji" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Saída frontal do templo Senso-Ji</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-99" title="Arredores de Asakusa" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04202-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Saída traseira do templo Senso-Ji" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Saída traseira do templo Senso-Ji</p></div>
<p>Terminado o rolé zen, e ainda transitando pelo norte de Tokyo, partimos pro Parque Ueno, mais especificamente pro Ueno Zoo (Aaeeeee!!! Vamo vê o panda!), mas antes o pseudo-almoço, porque já eram quase 2 da tarde e ninguém é de ferro!</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-71" title="Restaurante &quot;Cogumelo Mario Borthers&quot;" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04027-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Culinária da vizinhança" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Culinária da vizinhança</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-98" title="Moedas, estátuas, armas..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04200-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Antiquário em Askusa" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Antiquário em Askusa</p></div>
<p>Pseudo-almoço porque almocei um triângulo de arroz enrolado em alga marinha com recheio de tuna (atum) e maionese, bebendo pra acompanhar uma Pepsi white.<br />
Só no Japão que tem essas porra. Pepsi white é uma edição limitada da pepsi (como já escrevi) que só sai aqui no Japão numa determinada estação do ano, no caso outono.<br />
Ela parece com uma bebida que vende aqui chamada calpis, só que mais gasosa. Ela tem iogurte na composição misturado com água gaseificada e blá blá blá&#8230;<br />
Se você provavelmente não conhece nem uma nem outra, num esquenta não, foda-se, dá pra morrer sem experimentar isso.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-137" title="Parque Ueno" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04224-copy.jpg?w=315&h=236" alt="O grande parque Ueno em Tokyo. Museus, Zoológico, Templo..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">O grande parque Ueno em Tokyo. Museus, Zoológico, Templo...</p></div>
<p>Chegando ao parque Ueno tem uma porrada de parada interessante pra ver: Museu Metropolitano de Arte, Museu Nacional de Ciências, Museu de Arte Ocidental, Museu Nacional de Tokyo, o Mausoléu de Shogi Tai (que é cheio de lápides dedicadas aos samurais mortos na batalha de Ueno em 1868), o Pavilhão Kiyo-Mizu, que é parte do templo Kanei-ji original datado de 1631, e é dedicado a Senju (mil homens armados) da deusa Kannon (encontra-se também uma estátua de Kosodate Kannon, a padroeira da concepção), tudo isso foi totalmente ignorado! Fomos direto pro Zoo ver o panda-gigante!</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-138" title="O panda morreu..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04227-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Panda agora, só esse aí... Até acharem outro." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Panda agora, só esse aí... Até acharem outro de verdade.</p></div>
<p>Chegando na bilheteria (as meninas ouriçadas pelo panda-gigante), foi que tivemos a notícia: o panda morreu! O panda tava morto! Acabou!<br />
Não tinha mais panda-gigante naquela porra! Serve urso polar? Serve panda vermelho? Pinguim? Não! Não servia nada disso!<br />
Elas queriam só ver o panda-gigante, e ficaram muito tristes e desapontadas.<br />
A principal atração do lugar, que já estava com 21 anos, havia morrido e o que é pior sem deixar herdeiro! Porque certa vez tentaram colocar uma fêmea na mesma jaula e não deu certo, a coitada foi rejeitada. O panda pode ter dois problemas:<br />
1- Ou ele é bem seleto e exigente quanto às suas escolhas, ou seja, pensa que não achou o pau no lixo e não come qualquer mocoronga, ou:<br />
2- É um tanto assexuado, como o Morrissey o antigo vocalista do &#8220;The Smiths&#8221;, e não gosta de meter. O que causa revolta em toda a comunidade científica de pesquisadores e estudiosos ambientais do mundo inteiro.</p>
<p>Já começamos eu e Ricardo a rir&#8230; O passeio já tava valendo a pena. Qualquer dia desses capturam outro na mão de algum caçador e repõem o bicho no zôo. Já que depois desses traumas de cativeiro não conseguem mais sobreviver no meio selvagem.<br />
Antes chorar a mãe dele (do panda) do que a minha. Pra consolação das meninas uma foto com o boneco do panda da entrada, que é o mascote do parque.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-139" title="O panda criou asas..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04229-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Foto de entrada" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Foto de entrada</p></div>
<p>Ao lado pode-se avistar uma pagoda de 5 andares, datada do século 17 que é remanescente do templo Kanei-Ji.<br />
A visita ao Zoo foi muito interessante, cheia de momentos &#8220;National Geographic&#8221;. Documentei com fotos e filmes coisas curiosas e animais que não temos no zoológico carioca (arrisco dizer em nenhum zoo do Brasil), nem em outra ilha do mundo.<br />
Panda vermelho, Urso preto das montanhas do Japão, uma porrada de pássaros, aves diversas, pingüins, crianças, etc.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-146" title="Gurizada de olho puxado" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04270-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Crianças. Excursões por toda a parte." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Crianças. Excursões por toda a parte.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-141" title="Macaco barbudo" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04242-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Macaco barbudo." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Macaco barbudo.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-140" title="Macaco Rabiola" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04239-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Macaco Rabiola." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Macaco Rabiola.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-142" title="Macaco Elvis" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04262-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Macaco Elvis." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Macaco Elvis.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-143" title="Macaco da cara vermelha" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04264-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Macaco da ilha Hokkaido." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Macaco da ilha Hokkaido.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-144" title="Macacada reunida" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04265-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Planeta dos macacos" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Planeta dos macacos</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-149" title="Urso polar" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04280-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Urso de Hokkaido" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Urso de Hokkaido</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-147" title="Se preparando pro mergulho" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04278-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Se preparando pro tchibum" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Se preparando pro tchibum</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-148" title="swimming" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04279-copy.jpg?w=315&h=236" alt="slide" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">slide</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-151" title="Apenas um vidro a prova de porrada..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04292-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Urso preto. Esse fica nas florestas, mais pro norte de Honshu." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Urso preto. Esse fica nas florestas, mais pro norte de Honshu.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-150" title="Sem grades..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04288-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Urso preto ou urso da montanha." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Urso preto ou urso da montanha.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-152" title="Pinguinzada" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04299-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Gangue dos pinguins." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Gangue dos pinguins.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-153" title="Bastidores do filme =P" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04300-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Surf's Up" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Surf&#39;s Up</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-155" title="Pitusquack!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04307-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Franguinho japonês" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Franguinho japonês</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-159" title="Tigre de bengala" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04337-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Ano que vem (2010) é o ano do tigre." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Ano que vem (2010) é o ano do tigre.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-157" title="Leão da montanha" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04316-copy.jpg?w=315&h=236" alt="King of the jungle." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">King of the jungle.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-158" title="Leoa" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04322-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Jaula dos Leões" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Jaula dos Leões</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-161" title="Gorillaz" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04348-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Jaula dos Gorilas" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Jaula dos Gorilas</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-160" title="Gorilada" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04345-copy.jpg?w=270&h=360" alt="De longe parece mico preto, mas o macaco era grande." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">De longe parece mico preto, mas o macaco era grande.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-163" title="tamanduá, que não é o bandeira..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04353-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Tipo de tamanduá" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Tipo de tamanduá</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-164" title="jaula da gritaria" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04356-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Cacatuas ou maritacas?" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Cacatuas ou maritacas?</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-165" title="de frente" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04358-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Jaula do panda vermelho" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Jaula do panda vermelho</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-166" title="zoom" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04360-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Água tava batizada! Colocaram algum energético no pote desse bicho..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Água tava batizada! Colocaram algum energético no pote desse bicho...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-167" title="de costas" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04366-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Difícil de tirar uma fota boa, o bicho não parou dois segundos. Parecia que tava na rave!" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Difícil de tirar uma fota boa, o bicho não parou dois segundos. Parecia que tava na rave!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-136" title="Raindrops keep falling on my head..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/imgp2967-copy.jpg?w=270&h=406" alt="Saída do Zoo, já nos efeitos de início de inverno..." width="270" height="406" /><p class="wp-caption-text">Saída do Zoo, já nos efeitos de início de inverno...</p></div>
<p>Cansados pra burro, com poucas horas de sono e ainda na adaptação do novo fuso horário, além de ter andado alguns quilômetros nessa brincadeira toda, fomos para o hotel.<br />
Fomos pro hotel é o caralho rapá!! Num é todo dia que se vai pro Japão! Vamo aproveitar bastante nessa porra e foda-se o cansaço, e vamo pro museu, Aaaeeeeee!!!!<br />
Já na saída do Zoo (tivemos que ir embora porque ele estava fechando), começou a chover a tivemos que correr um pouco até o Museu, porque esse parque é grande pra cacete e a distância de um pro outro era bem longa.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-135" title="Museu do Parque de Ueno" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/imgp2969-copy.jpg?w=315&h=209" alt="Tokyo National Museum, Ueno Park - Tokyo" width="315" height="209" /><p class="wp-caption-text">Tokyo National Museum, Ueno Park - Tokyo</p></div>
<p>Ainda no complexo do grande Parque Ueno, o Tokyo National Museum! Veríamos a exposição: &#8220;Celebrating the 350th Anniversary of Ogata Korin&#8217;s Birth Treasures by Rimpa Masters&#8221;<br />
Chegamos! Pinturas centenárias! Exposição fodassa de arte do período Edo. O período Edo foi muito próspero pro povo no Japão, em especial nas artes.<br />
Houve um grande investimento nas artes: pinturas, esculturas, teatro, etc. Foi um período sem guerras e de muita harmonia e fartura.<br />
Pelo que se relata foram os 300 anos mais felizes do Japão, por se ter um governo voltado para o povo. Vimos entre utensílios pessoais, como pentes, potes, leques e outros, uma riqueza de detalhes muito grande. Nota-se a dedicação em tudo que é feito, até nas pequenas coisas.<br />
Havia também exposto um biombo de um 8 metros, todo com folhas de ouro, com um desenho numa das pontas do deus do vento (ilustração que estampa toda a propaganda dessa exposição, cartaz de divulgação, o ticket de entrada, etc) e na outra extremidade o deus do trovão.</p>
<p>Saindo do Museu quase expulso pelos guardas, que já estava na hora de fechar e nós não arredávamos o pé, partimos pro hotel (agora sim).<br />
Mônica não agüentou (foi quem sofreu mais com a adaptação do horário) e preferiu dar uma dormidinha, que duraria só até 01:30 da manhã, (sendo que ela apagou as 08:20 da noite), ferrando com o meu descanso que iria começar por volta das 23:30 daquela noite.<br />
Saímos eu, Ricardo e Shion, fomos para um restaurante perto do hotel, jantamos, tomamos umas cervas, trocamos uma idéia sobre o que houve de mais manero no dia, sobre minha tatuagem e sobre o roteiro do dia seguinte, após isso tudo, voltamos pro hotel e a Shion ficou na internet pesquisando e preparando o roteiro do dia seguinte, nisso, eu e Ricardo fomos explorar a noite na vizinhança.<br />
Andamos até uma rua que é meio que, claro nas devidas proporções, mal comparando o saara no centro Rio de Janeiro, mas era o saara do Japão.<br />
Coisas baratinhas vindas da China: tênis, roupas, bonés e etc, mas como estava tarde da noite quem estava trabalhando ali naquela hora na reposição do estoque não nos permitiu ver nada, pois já haviam fechado e pediam para que voltássemos no dia seguinte.<br />
Seguindo no rolé descompromissado e totalmente sem bússola, fomos parar sem planejar (quero que fique claro), agora veja você, num antro de clubinhos! Vários clubinhos estavam a nossa volta pelas ruas em que estávamos transitando naquele presente momento.<br />
O mais engraçado é que éramos os únicos estrangeiros por aquelas ruas, e, obviamente fomos abordados. 3 vezes!<br />
A primeira vez, um creolom ofereceu-nos inocentes drinks no clubinho para o qual trabalhava.<br />
A segunda abordagem ficou por conta de uma senhoura já de uma certa idade (aparentava algo por volta de um pouco mais de 50 anos&#8230;) como uma puta velha, aliás, melhor dizendo, cafetina experiente, lembrava-me um pouco o host do filme &#8220;Um Drink no Inferno&#8221; (não sei se era o Cheech ou o Chong) com o bruxo do filme &#8220;Aventureiros do Bairro Perdido&#8221;, oferecia uma bimbada a 100 doletas no clubinho que ela representava.<br />
E o último um japa do alto dos seus 40 anos muito bem apessoado e bem trajado, foi o mais agressivo, aliás, incisivo, apontava para o meu mijão e perguntava se gostaria de uma massagem especialmente aplicada por japonesas de família, mas muito capacitadas e talentosas por apenas míseros 20 dólares no clubinho para o qual trabalhava&#8230; É amiguinhos, com as ofertas melhorando de preço a cada quarteirão que passávamos, estava na hora da retirada estratégica em rumo do retorno para o hotel, pois minha falecida avó (sábia mulher), proferia a máxima: &#8220;Não atenta, que o ferro entra!&#8221;.</p>
<div id="attachment_686" class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-686" title="psicografando o resumo do dia, nas madrugas, no quarto do hotel" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/psicografando_o_resumo_do_dia.jpg?w=270&h=360" alt="psicografando_o_resumo_do_dia" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Como um Chico Xavier, eu psicografava o que mais tarde, para o deleite de muitos, viriam a ser mais de 32 mil caracteres digitados de sensacionais relatos. Um tipo de diário de bordo da nossa &#39;honey moon&#39; cheio de histórias engraçadas e acontecimentos insólitos, rsrsrs...</p></div>
<p><strong>Norte de Tokyo, terceiro dia, 24 de Outubro de 2008. </strong></p>
<p>Acordamos meio em cima da hora, mas conseguimos cumprir o combinado. Às 08:30 da matina eu e Mônica encontramos Ricardo e Shion no hall do hotel. Partimos para o StarBucks para o café da manhã e depois ao metrô (novamente à estação de Ueno) na direção do bairro dos eletrônicos, o famoso Akihabara. O bairro tem uma porrada de lojas com trocentos brinquedos, além de claro, tudo quanto é equipamento eletrônico possível e imaginável.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-180" title="Ueno Station pós café da manhã. Rumo à Akihabara." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04409-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Ueno Station pós café da manhã. Rumo à Akihabara." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Ueno Station pós café da manhã. Rumo à Akihabara.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-169" title="Metrô" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04448-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Indo pra Akihabara" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Indo pra Akihabara</p></div>
<p>O mercado cresceu das ruínas da Segunda Guerra. O exército japonês tinha equipamentos excedentes e queria se desfazer da tralha toda, assim, estudantes das universidades vizinhas que precisavam de dinheiro, compravam esses equipamentos, faziam rádios (símbolo de status com forte demanda) para vender à beira das vias de tráfico ou em lojinhas do bairro. Akihabara e eletrônicos se tornaram sinônimos desde então. À medida que a economia prosperava, o foco ia expandindo a televisores, máquinas de lavar e ar condicionados, que estão perdendo espaço hoje para os computadores, vídeo games e celulares. As lojas maiores têm oferta de produtos livres de impostos para turistas.</p>
<p>Uma coisa bem curiosa era que apesar de toda pesquisa os preços pareciam tabelados em todo o bairro, não havia qualquer diferença entre os preços. A não ser nas banquinhas menores, aí tinha jogo para pechinchar um precinho com desconto maior.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-184" title="Chuva" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04416-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Chuva safada desde cedo" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Chuva safada desde cedo</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-185" title="Estação" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04417-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Arredores da estação de metrô de Akihabara." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Arredores da estação de metrô de Akihabara.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-186" title="Mais chuva" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04419-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Mais chuva." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Mais chuva.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-187" title="Akihabara expandindo os negócios." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04422-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Obra" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Obra</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-194" title="Akihabara streets" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04435-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Ruas de Akihabara. Cedo pra caramba, só a gente..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Ruas de Akihabara. Cedo pra caramba, só a gente...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-191" title="Anime Sekirei" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04430-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Cartaz do anime Sekirei." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Cartaz do anime Sekirei.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-179" title="Prédiozinho da Sega Games" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04443-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Sega Akihabara" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Sega Akihabara</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-192" title=";)" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04432-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Akihabara Locals Only!" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Akihabara Locals Only!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-183" title="restaurante" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04415-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Atunzão na fachada" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Atunzão na fachada</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-190" title="Pi!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04427-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Pi!" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Pi!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-188" title="Mais comida apimentada" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04423-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Mais comida apimentada." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Mais comida apimentada.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-189" title="Banca de Hentai" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04425-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Banca de Hentai. 18 only." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Banca de Hentai. 18 only.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-182" title="Churrasco" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04414-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Fachada de churrascaria brasileira. Do jeito cafona que gringo adora." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Fachada de churrascaria brasileira. Do jeito cafona que gringo adora.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-196" title="Tecido japonês" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04439-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Quimonos de mais de 800 dólares." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Quimonos de mais de 3.000 dólares.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-197" title="Cabine telefônica" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04441-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Orelhão japonês." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Orelhão japonês.</p></div>
<p>Pesquisamos adoidado em algumas lojas preços e modelos, na verdade mais zooei com o Ricardo do que pesquisei. A Shion que entende de câmara para cacete e a Mônica que é fotógrafa é que realmente pesquisaram os preços das câmeras. No final encontramos um modelo bem bacana por um preço mais que justo e fomos felizes com a aquisição almoçar o rango de um tradicional lugar de Curry. Um molho apimentado pra caramba, tipo mexicano, só que japonês. O lugar tinha um monte de miniaturas de chumbo de vários samurais.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-171" title="entrada" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04451-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Vamo pro Curry" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Vamo pro Curry</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-172" title="atendente robotizada do restaurante" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04452-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Faz-se o pedido pela máquina, senta-se ao balcão e aguarda entregarem a gororoba apimentada!" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Faz-se o pedido pela máquina, senta-se ao balcão e aguarda entregarem a gororoba apimentada!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-173" title="O mestre-cuca" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04453-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Restaurante do Curry" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Restaurante do Curry</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-174" title="Eu e Ricardo rindo do jeito que o atendente agradecia pelo pedido" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04461-copy.jpg?w=315&h=236" alt="A piada era muito engraçada" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">A piada era muito engraçada</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-175" title="restaurante do curry" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04464-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Curry apimentadíssimo escorrendo pela beiça" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Curry apimentadíssimo escorrendo pela beiça</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-176" title="só pra num deixar passar em branco" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04466-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Tremeu, mas valeu!" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Tremeu, mas valeu!</p></div>
<p>Após o almoço pegamos o metrô em direção de Kamimeguro onde estava rolando uma pequena exposição dos trabalhos de pintura e ilustração de Hisashi Tenmyouya na Mizuma Art Galery.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-177" title="Placa do carro do tinhoso. O gramunhão, agora motorizado!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04469-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Praticamente: &quot;number of the beast&quot;..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Praticamente: &quot;number of the beast&quot;...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-168" title="'Motoca' akira style" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04471-copy.jpg?w=315&h=236" alt="primeira pixação em Tokyo. Registrei isso num beco, pra num deixar passar." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Primeira pixação em Tokyo (e a única que vimos em 22 dias). Registrei isso num beco, pra num deixar passar.</p></div>
<p>Ele foi um dos 16 artistas convidados no mundo inteiro a fazer um quadro com tema de futebol para a Copa do Mundo na Alemanha em 2006. O quadro dele é a famosa pintura dos dois samurais jogando bola. Fato com que fez com que o trabalho do cara se projetasse de vez. A exposição era pequena (2 andares de um prédio escondidinho), mas com muita coisa interessante. Além da técnica dele de pintar com pincelzinho safado, parece feito de cílio, haja paciência.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-199" title="Hisashi Tenmyouya 01" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04472-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Parece até a encarnação de um Fudo." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Parece até a encarnação de um Fudo.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-202" title="Hisashi Tenmyouya 02" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04475-copy.jpg?w=270&h=360" alt="guerreiro no avestruz. (não sei se é uma boa ideia)" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">guerreiro no avestruz. (não sei se é uma boa ideia)</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-200" title="Hisashi Tenmyouya 03" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04473-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Guerreiro no tigre branco." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Guerreiro no tigre branco.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-203" title="Hisashi Tenmyouya 04" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04477-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Detalhe da tatuagem" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Detalhe da tatuagem</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-204" title="Hisashi Tenmyouya 05" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04478-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Campo de batalha ou pega-ladrão?" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Campo de batalha ou pega-ladrão?</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-201" title="Hisashi Tenmyouya 06" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04474-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Guerreiro no elefante." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Guerreiro no elefante.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-198" title="Hisashi Tenmyouya 07" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04482-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Arqueiro." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Arqueiro.</p></div>
<p>Saímos da exposição ainda como a chata da chuva insistindo em cair. Mas partímos pra Mitaka conforme prevíamos na noite anterior.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-206" title="arredores da exposição" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04502-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Propagandas." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Propagandas.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-207" title="Rio" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04503-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Saindo da exposição Hisashi Tenmyouya. Mais chuva!" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Saindo da exposição Hisashi Tenmyouya. Mais chuva!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-208" title="Destination Ghibli" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04511-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Destino: Mitaka - Ghibli Museum." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Destino: Mitaka - Ghibli Museum.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-209" title="Mais sacanagem" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04516-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Mais zoeira. Mais piadas. Mais rizadas." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Mais zoeira. Mais piadas. Mais rizadas.</p></div>
<p>Após isso foi a realização de mais um grande desejo: Conhecer o Museu dos Estúdios Ghibli do grande mestre Hayao Miyasaki, ter a chance de ver de perto o Walt Disney nipônico (pra mim essa versão oriental, supera em muito o americano) com seu mundo de fantasia povoado por Totoro, Porco Rosso, Kiki, Nausicaa, La Puta, Chiriro, Cat Returns, Howl’s moving Castle, Ponyo, entre outros. Foi uma experiência muito doida. O cara viaja nessa criação de uma atmosfera, que é ao mesmo tempo baseada no real com realidade fantástica.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-210" title="passaporte para terra de Hayao" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04517-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Bilheteria do Ghibli." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Bilheteria do Ghibli.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-212" title="Ghibli Land" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04526-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Ghibli Land." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Ghibli Land.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-211" title="Jardim do museu." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04525-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Jardim do museu." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Jardim do museu.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-213" title="Panorâmica da entrada" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04527-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Panorâmica da entrada." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Panorâmica da entrada.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-214" title="Laputa" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04529-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Anime - Castle in the sky." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Anime - Castle in the sky.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-215" title="Jardins suspensos" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04538-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Jardins suspensos." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Jardins suspensos.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-216" title="Menu da lanchonete do Ghibli" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04545-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Hot-dog do Porco Rosso." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Hot-dog do Porco Rosso.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-217" title="pausa pro lanche" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04547-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Pausa pro lanche." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Pausa pro lanche.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-218" title="Tonari no totoro" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04554-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Tonari no Totoro." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Tonari no Totoro.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-205" title="Ruas em Mitaka. Arredores do Ghibli Museum." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04558-copy.jpg?w=315&h=236" alt="É rua! Não é calçada!" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">É rua! Não é calçada!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-219" title="uadafãk?" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04556-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Não me pergunta porque eu também não entendi." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Não me pergunta porque eu também não entendi.</p></div>
<p>Como eu ainda não havia escrito aqui antes, sobre o &#8216;Chip despertador&#8217;, vou explicar agora. Todo o japonês ao nascer tem o chamado &#8216;chip despertador&#8217; implantado em si mesmo (só não sei em que local). Esse chip despertador tem duas funções e um único objetivo, que apesar de único é deveras útil. Seu objetivo é despertar seu hospedeiro alguns momentos antes da chegada de sua estação do metrô! Incrível né?! O homem ou mulher dormem durante todo trajeto do trem, e são acordados na hora certa da descida! Eles apenas enviam ao chip o nome da estação que deve descer, pensando nela. Daí o chip despertador calcula à partir da estação que se encontra o trem (quando a pessoa embarca) à velocidade de deslocamento e distância que se falta percorrer até o destino e desperta o proprietário. A equação não falha. Caso você vá ao Japão algum dia a presencie algum japonês perdendo sua estação certamente ele não está com a manutenção de seu chip em dia ou provavelmente sua família não teve verba para realizar tal procedimento cirúrgico. O japonês trabalha pra caralho, no português claro. Pracaralho! E aproveita seu tempo de deslocamento (muitas vezes bem longo) entre casa / trabalho, trabalho / casa para descansar um pouco mais. Como nenhum ser humano dorme automaticamente a segunda função do chip despertador é essa: te botar pra dormir automaticamente, fazendo com que dessa forma você realmente descanse mais tempo aproveitando a viagem. Ao entrar pelo vagão e se sentar (alguns conseguem até ficando de pé! acreditem) o transplantado pensa: &#8220;vou dormir&#8221; e chip emite micro descargas eletricas neurais em pontos focais muito específicos para a parte do lóbulo responsável pelo sono, apagando de imediato o sujeito. Um fato curioso, quando o chip encontra-se descalibrado, essas descargas são um pouco mais fortes, fazendo com que o hospedeiro muitas vezes &#8216;babe&#8217;, e ainda, transmita às pessoas ao lado, ou outros cérebros que possam estar por perto. Nossa amiga tem um desses. Aliás quase todos japoneses tem. Essa foto abaixo é um exemplo de que minha senhora, estava ao lado de um japonês com seu chip descalibrado. Não sei se era o da esquerda ou o da direita. Sinistro, eu sei&#8230; Você pode até tá pensando: <em>&#8220;porra, esse malandro escreve esse monte de merda! Tá viajando! Chip é o cacete! A mulher tá só se adaptando ao fuso horário!&#8221;</em> Não é não meu chapa! Não menospreze as coisas, não faça pouco caso&#8230; Isso é a tal da Nano tecnologia cumpade&#8230; Fica ligado&#8230;</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-221" title="Desligados momentaneamente" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04561-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Isso é a Nano tecnologia cumpade!" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Isso é a Nano tecnologia cumpade!</p></div>
<p>Saindo do Museu no bairro de Mitaka ainda havia tempo para mais uma atração, afinal ainda eram 7 e pouco da noite. Pela linha Toei Mita, fomos para a torre mais alta do país (mais alta até que a Torre Eifel), medindo 333 m de altutra, a Tokyo Tower. Dentro do parque Shiba (na parte oeste do parque), que era o cemitério do Xogum Tokugawa.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-222" title="Pela cara nessa foto, o Ricardo devia estar dizendo o que eu mais ouvi nessa viagem: 'rapááá para de tirar foto que tu vai ficar pra trás! Vai se perder pooorraa...'" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04564-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Estação Tokyo Tower." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Estação Tokyo Tower.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-223" title="Saindo do metrô da 'Tokyo Tower'" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04565-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Saindo do metrô da 'Tokyo Tower'" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Saindo do metrô da &#39;Tokyo Tower&#39;</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-244" title="óia ela lá! Aaaahhh muleeeequee!!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04645-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Na direção da Tokyo tower." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Na direção da Tokyo tower.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-243" title="Oil" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04644-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Posto de gasolina." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Posto de gasolina.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-225" title="Tokyo Tower" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04569-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Tokyo Tower." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Tokyo Tower.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-227" title="silhuetas!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04583-copy.jpg?w=270&h=360" alt="333 metros!" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">333 metros!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-228" title="Entrance" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04594-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Entrada da Torre. Passando o arco, os elevadores." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Entrada da Torre. Passando o arco, os elevadores.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-229" title="Because I'm a voodoo child" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04596-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Psychedelic elevator." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Psychedelic elevator.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-233" title="Panorâmica 01" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04607-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Blade Runner" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Blade Runner</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-232" title="Panorâmica 02" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04606-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Carros transitando pelas veias de Shiba..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Carros transitando pelas veias de Shiba...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-231" title="Panorâmica 03" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04603-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Essa torre de transmissão foi finalizada em 1958." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Essa torre de transmissão foi finalizada em 1958.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-230" title="Panorâmica 04" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04598-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Arredores do Parque Shiba." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Arredores do Parque Shiba.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-234" title="o templo dos Tokugawa" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04614-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Bem ali em baixo o templo Zojo-Ji. Fundado em 1393." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Bem ali em baixo o templo Zojo-Ji. Fundado em 1393.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-235" title="Roller Coaster" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04618-copy.jpg?w=315&h=236" alt="A roda gigante" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">A roda gigante</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-241" title="Cartaz comemorativo" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04630-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Cartaz comemorativo." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Cartaz comemorativo.</p></div>
<p>Tokyo Tower é uma torre de transmissão de rádio (até estava rolando um programa ao vivo durante a nossa visita em um dos andares da torre com platéia e tudo) e transmissão de um canal de televisão também. Segundo fiquei sabendo ela está com os dias contados porque terminando de desenvolver um sistema digital que irá substituir a torre, ela terá suas atividades de transmissão encerradas, ficando no esquema de ter apenas função como observatório.<br />
O andar térreo tem um aquário. O visual lá do alto, digo, do alto na primeira parada que é um pouco acima da metade, com 150 m de altura (nós não fomos até segunda parada, no topo, que tinha a altura de 250 m), é sensacional! Uma ponte imensa dava para ser avistada da parte portuária, uma roda gigante de um parque também podia tranqüilamente ser vista, ainda que bem longe. Numa outra lateral o templo Zojo-Ji, o templo dos Tokugawa fundado em 1393 (Ieyasu transferiu-o para lá em 1958, na intenção de proteger espiritualmente sua nova capital), mas a construção atual data de 1974. No outro lado da torre um campo de futebol, entre os prédios com aquela arquitetura futurista meio “Blade Runner”, filme do Ridley Scott.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-237" title="De loira e morena" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04622-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Petcheeenhos!" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Peitcheeenhos!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-250" title="lembrei da Dominique..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04628-copy1.jpg?w=315&h=236" alt="Herôu Kiri" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Herôu Kiri</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-251" title="mandiopã!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04624-copy1.jpg?w=270&h=360" alt="Esse é o estilo de programa 'pânico na tv', mas versão japa" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Esse é o estilo de programa &#39;pânico na tv&#39;, mas versão japa</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-248" title="rochas adocicadas" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04656-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Rochas adocicadas. Cuidado com os dentes..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Rochas adocicadas. Cuidado com os dentes...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-238" title="snack" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04623-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Polvo seco. Snacks." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Polvo seco. Snacks.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-220" title="mmmmnhãm! nhãm! nhãm!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04657-copy.jpg?w=270&h=360" alt="biscoitinho bom." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Balinha boa.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-242" title="homenagem póstuma" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04639-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Monumento 'in memorian'..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Monumento &#39;in memorian&#39;...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-224" title="Voltando da torre de transmissão" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04568-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Pelos arredores da torre de rádio." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Pelos arredores da torre de rádio.</p></div>
<p>Enquanto isso, voltando de metrô pro hotel, uma propaganda curiosa (outras ainda virão):</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-246" title="emplastro Shalimar" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04650-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Tradução: 'Você tá gordinha nas costas? Tá com aquela bainha? Aquela que pesa atrás do soutien, como se formasse um novo par de seios em suas costas? Aaahh... Então você tem comprar o emplastro Shalimar! Você cola de baixo pra cima, puxando sua pseudo-muxiba bem pro alto e pronto! Como mágica sua gordurinha desaparece! Sensacional!'" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Tradução: &#39;Você tá gordinha nas costas? Tá com aquela bainha? Aquela que pesa atrás do soutien, como se formasse um novo par de seio? Aaahh... Então você tem usar o emplastro Shalimar! É muito fácil. Você cola de baixo pra cima, puxando sua pseudo-muxiba bem pro alto e pronto! Tá com peitcheeenho dexavado! Como mágica, aquela gordurinha que você luta pra perder na academia desaparece! Sensacional!&#39;</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-245" title="avisos" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04649-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Adesivos de metrô para lugar preferencial." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Adesivos de metrô para lugar preferencial.</p></div>
<p>Jantamos por lá mesmo. Na torre havia um monte de lojinhas e restaurantes. Perdi a chance de comer enguia, por estar com saudades da macarronada da minha veia mãezinha e foi o que escolhi de refeição: um espaguete (al dente) a bolonhesa (porpetas) só pra matar saudade desse rango caseiro. Forrado e feliz voltaríamos para o hotel, quando Shion, lembrou-nos de Chinatown. O bairro ficava a umas poucas estações de metrô dali. Mas achamos por bom senso que a ida a Chinatown ficasse para o dia seguinte, porque acordaríamos muito cedo e andaríamos muito na peregrinação que nos aguardava no dia vindouro em todos os templos que eu gostaria de conhecer.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-247" title="Iiissaaaahh!!! É aqui que eu vou comprar meu breakfast da manhã seguinte! :D" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04653-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Chopp e churrasquinho de gato, do demônio do Ray-Ban." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Chopp e churrasquinho de gato, do demônio do Ray-Ban.</p></div>
<p>Daí em diante foi a volta pro hotel, uma ida ao seven eleven pra comprar o café da matina do day after e dormir bem, pra ficar descansadão e disposto pro quarto dia.</p>
<p><strong>Quarto dia. 25 de Outubro de 2008, Kamakura. </strong></p>
<p>Hoje é dia de evolução espiritual, meditação e busca do nirvana. É o dia de peregrinação pelo complexo de templos de Kamakura!!!<br />
Acordamos cedo, pra variar, e partimos (passando por Yokohama) em direção de Kamakura, na província de Kanagawa. Cidade da costa Oeste de montanhas florestadas e dezenas de templos, kamakura foi a capital do Japão de 1185 até 1333. Como legado tem 19 santuários xintoístas e 65 templos budistas. Aliás 2 dos mais antigos mosteiros Zen do país.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-255" title="Kamakura destiny" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04660-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Destino: Kamakura!" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">É até zueira eu comentar (chutar cachorro morto) o que o César Maia na época que governava disse: &#39;O metrô do Rio é mais seguro do mundo!&quot; Vá pra puta que te pariu, né seu safado! O metrô do Rio são duas linhas retas e paralelas! (não considero metrô essa escrotidão descanbida de dizer &#39;metrô de superfície&#39;, queria conhecer o gênio que inventou tal descrição, pois eu nunca vi invertar nada mais filho da puta que essa definição, ou o cara é o publicitário mais safado do mundo ou é a maior besta sem ferradura...) Depois de dar uma boa olhada nesse mapa do complexo sistema de linhas férreas de uma pequena parte do Japão...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-256" title="aprendendo a comprar bilhete" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04661-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Aprendendo a comprar bilhete." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Aprendendo a comprar bilhete. Êêêêêê sooono!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-257" title="7 deuses da felicidade" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04662-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Os 7 deuses da felicidade no barco da fortuna." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Os 7 deuses da felicidade no barco da fortuna.</p></div>
<p><strong>Os 7 Deuses da felicidade:</strong><br />
<em>O ano novo começa para os japoneses com a primeira visita a um templo (xintoista ou budista) próximo. Ocasião esta em que se ora para afastar os sete males, atrair as sete felicidades e orar pela familia e pelo mundo. Assim começou a tradição de &#8216;Shichifukujin Meguri&#8217; ou visita aos sete Deuses da Felicidade. Existem registros históricos de que eram realizados em Kyoto, na primeira matade do século 15, desfiles alegóricos tendo como tema os sete Deuses da felicidade. Consta também que, ainda em Kyoto, os ladrões que roubassem um estabelecimento comercial disfarçados de Sete Deuses da Felicidade, recebiam prêmios do seu proprietário por trazerem boa sorte. Em Edo os Sete Deuses foram desenhados no século 16. dizem que dá sorte dormir colocando sob o travesseiro o desenho dos sete Deuses no barco do tesouro.</em></p>
<p><strong>Benten:</strong><br />
<em>É a única mulher do grupo. Simboliza a amabilidade e protege as artes e a beleza feminina. Ela é muito associada às águas do lago, do rio e do mar. É representa por uma mulher jovem com instrumento musical de cordas ou cavalgando sobre dragão marinho. Nos contos épicos japoneses muitos samurais lendários, deparam com Benten em momentos difíceis e dela recebem orientações. Possuir uma pintura ou estatueta desse deus garante saúde, beleza e desenvolve talentos artísticos.<br />
</em><br />
<strong>Bishamon:</strong><br />
<em>Por ser um dos quatro guardiões do budismo, usa trajes de guerra e segura uma lança em sua mão, às vezes com uma roda do fogo (halo). A esse deus japonês muitas funções são atribuídas, mas na maior parte apresenta-se como um deus da guerra, distribuidor da riqueza. O tesouro nesse caso são os ensinamentos de Buda. Ele é o promotor dos missionários das palavras de Buda e nesse sentido tem atribuição de guerreiro. Protege contra os demônios e contra as doenças. É o guardião do ponto cardeal Norte. Não deve ser confundido com o deus da guerra (Hachiman). Ter a figura desse deus em casa, afugenta ladrões e preserva os bens das família.<br />
</em><br />
<strong>Daikoku:</strong><br />
<em>É o mais alegre dos deuses. Sendo representado como um homem gordo que traz prosperidade, riqueza, fartura e da produção; sendo patrono dos fazendeiros. É muito popular entre os agricultores japoneses, pois protege as colheitas. Aparece em pé, sobre sacos de arroz, sorrindo, e traz na mão um martelo de madeira (a cada batida faz surgir moedas de ouro). Simbolicamente a martelada representa trabalho. A imagem de Daikoku tanto em forma de estatueta ou pintura, garante progresso profissional e enriquecimento ligado ao trabalho.<br />
</em><br />
<strong>Ebisu:</strong><br />
<em>É o deus da sinceridade. Representa honestidade e trabalho. Ele é o protetor dos pescadores, navegantes e comerciantes. Geralmente é representado na figura do pescador, pois sempre está com a cumbuca e uma vara de pescar. Dizem que Ebisu não dá o peixe, mas ensina pescar. Ter sua figura em casa ou no estabelecimento comercial garante sucesso nos negócios.<br />
</em><br />
<strong>Fukurokuju:</strong><br />
<em>É o deus da sabedoria, da longevidade e da boa sorte. Seu nome é composto pelos ideogramas fuku (felicidade, sorte), roku (riqueza) e ju (vida longa). Simboliza a popularidade. Diz a lenda que esse deus foi um sábio eremita chinês. Seu nome significa felicidade (fuku), riqueza (roku) e vida longa (ju). É mostrado com uma testa muito elevada. Na maior parte é acompanhado com um veado, um símbolo do longevidade, às vezes por uma tartaruga e por um guindaste. Quem ganhar uma estatueta ou pintura de Fukurokuju tende a ficar popular e garante longevidade. Passar a mão na careca dele, melhora sua inteligência.<br />
</em><br />
<strong>Hotei:</strong><br />
<em>É o senhor da magnanimidade, da generosidade humana. Vive rindo, sempre de bom humor, e por isso mesmo, traz saúde e felicidade, pois está sempre satisfeito com o que tem. Dizem que Hotei tem recurso interior para todos que queiram atingir a serenidade completa e sabedoria búdica. Geralmente é representado com uma enorme barriga e roupa caindo pelos ombros. Seu abdômen avantajado não simboliza a gula, pelo contrário, é símbolo da satisfação.<br />
Hotei, conhecido como o &#8220;Buda gordo&#8221;, é na verdade a representação de um monge chinês frequentemente encontrado em templos, restaurantes e amuletos. No folclore da China, ele acabou sendo associado a Maitreya. Para os japoneses, o &#8220;hara&#8221; (ventre) representa o coração e personalidade, portanto seu vasto &#8220;hara&#8221;, representa grandiosidade de espírito.<br />
No Ocidente ele é muitas vezes erroneamente visto como uma representação do Buda Siddhartha Gautama. Segundo a crença popular, apreciar uma pintura ou ter uma estatueta de Hotei espanta as preocupações.<br />
</em><br />
<strong>Jurojin:</strong><br />
<em>O deus do longevidade e da sabedoria. Ele é representado com uma longa barba branca, trazendo na mão um cetro (saku) sagrado ou um bastão onde esta pendurado um pergaminho (makimono) contendo as escritas da sabedoria mundial. É também considerado um deus da ecologia, porque geralmente é retratado junto de uma garça tipo grou (tsuru), uma tartaruga ou um veado. Esses animais são na verdade símbolos de longa vida. As vezes Jurojin é representado com um pote de saquê e só permite que a morte se aproxime quando a pessoa esta preparada para evoluir espiritualmente. Apreciar uma pintura de Jurojin diariamente traz sabedoria e longa vida.<br />
</em></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-258" title="Kamakura, there we go!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04667-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Indo pra Kamakura." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Indo pra Kamakura.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-259" title="manutenção do 'chip despertador' em dia." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04669-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Olha o 'chip despertador' em ação..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Olha o &#39;chip despertador&#39; em ação...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-260" title="velhota danada! estragou nossa foto!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04672-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Foto da velhota..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Foto da velhota...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-261" title="tremia mais que vara de marmelo!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04673-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Uma velhota pior que outra!" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Uma velhota pior que outra!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-264" title="propaganda de novo" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04676-copy.jpg?w=315&h=236" alt="A japonesada adora café..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">A japonesada adora café...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-263" title="mais propaganda" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04675-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Acho que é pra manter acordado trabalhando..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Acho que é pra manter acordado trabalhando...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-262" title="propaganda" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04674-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Trabalham muito. Work-a-holic." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Trabalham muito. Work-a-holic!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-265" title="Buda" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04677-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Buda na estação." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Buda na estação.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-338" title="Hoje tem Enma Dayô? Tem sim sinhô!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0001-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Chegamos em Kamakura!" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Chegamos em Kamakura! A vibe era sempre boa!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-270" title="Kanagawa" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04682-copy.jpg?w=270&h=360" alt="O caminho é longo..." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">O caminho é longo...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-268" title="Tuna!!!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04680-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Restaurante no início do caminho dos templos." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Restaurante no início do caminho dos templos.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-269" title="manekineko" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04681-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Pata direita levantada: dinheiro. Pata esquerda: felicidade." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Pata direita levantada: dinheiro. Pata esquerda: felicidade.</p></div>
<p><strong>Maneki Neko:</strong><br />
<em>Literalmente conhecido como gato da sorte, fortuna ou dinheiro. É uma escultura japonesa comum e famosa. Muitas vezes feitos de cerâmica ou porcelana, crê se para trazer boa sorte para o proprietário.<br />
A escultura representa um gato na posição vertical com uma pata, que normalmente é exibido muitas vezes, na entrada de lojas, restaurantes, Salas de Pachinko, e outras empresas.<br />
Na concepção das esculturas, uma pata direita levantada atrai dinheiro supostamente, enquanto uma pata esquerda levantada felicidade.<br />
Ele usa uma coleira vermelha com um sino. Isso é uma lembrança dos costumes do período Edo (1603 &#8211; 1867), quando o gato era um animal de estimação caro. As damas da corte agradavam seus gatos, colocando-lhes coleiras vermelhas, feitas de hi-chiri-men (tipo de tecido de luxo da época) e pequenos sinos para vigiá-los.</em></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-266" title="Hayao enchendo o rabo de dinheiro..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04678-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Lojinha. Filial dos Studios Ghibli. Totoro &amp; Cia." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Lojinha. Filial dos Studios Ghibli. Totoro &amp; Cia.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-276" title="caseiro com miel y abejas" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04689-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Sorvete artesanal de mel." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Sorvete artesanal de mel.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-275" title="gatuno" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04688-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Gato de rua. Parceiros dos texugos." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Gato de rua. Parceiros dos texugos.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-254" title="texugo gosta de dar calote na hora de pagar a birita..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04198-copy1.jpg?w=270&h=360" alt="Texugo na porta do bar" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Texugo na porta do bar. Texugo = Tanuki.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-273" title="sorvete de green tea" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04685-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Baunilha e Green tea ice cream." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Baunilha e Green tea ice cream.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-272" title="batata doce ice-cream" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04684-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Sorvete de batata doce." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Sorvete de batata doce.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-274" title="Paull Store" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04686-copy.jpg?w=270&h=360" alt="A loja do Paull." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">A loja do Paull.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-271" title="ultraman" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04683-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Ultraman = Urutaraman" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Ultraman = Urutaraman</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-280" title="Filial do caga-sangue no japão" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04715-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Biroscas japonesas." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Biroscas japonesas.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-278" title="residência" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04707-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Casinha de alguém..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Casinha de alguém...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-277" title="design discreto" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04690-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Letreiro discreto" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Letreiro discreto</p></div>
<p><strong>Budismo, suas origens:</strong><br />
<em>O budismo formou-se no nordeste da India, entre o século VI a.C. e o século IV a.C. Este período corresponde a uma fase de alterações sociais, políticas e econômicas nesta região do mundo. A antiga religiosidade bramânica (derivado de Brahma, que não é a cerveja Brahma, mas sim o deus da criação Brahma, que na crença hindu, Brahma é o membro sênior da tríade dos grandes deuses, que inclui também Vishnu e Shiva. Na crença hindu mais tarde, ele se tornou simbolizado como a suprema divindade eterna cuja essência é o cosmos.), centrada no sacríficio de animais, era questionada por vários grupos religiosos, que geralmente orbitavam em torno de um mestre.<br />
Um destes mestres religiosos foi Siddhartha Gautama, o Buda, cuja vida a maioria dos estudiosos ocidentais e indianos situa entre 563 a.C. e 483 a.C., embora os estudiosos japoneses consideram mais provável a data 448 a.C. 368 a.C.. Siddhartha nasceu na povoação de Kapilavastu, que se julga ser a aldeia indiana de Piprahwa, situada perto da fronteira indo-nepalesa. Pertencia à casta guerreira (ksatriya).<br />
Várias lendas afirmam que Siddhartha viveu no luxo, tendo o seu pai se esforçado por evitar que o filho entrasse em contacto com os aspectos desagradáveis da vida. Por volta dos 29 anos, o jovem Siddhartha decidiu abandonar tudo, renunciando a todos os bens materiais, e adaptando a vida de um renunciante. Praticou o ioga (numa forma que não é a mesma que é hoje seguida nos países ocidentais, que fique claro), e seguiu práticas ascéticas extremas, mas acabou por abandoná-las, vendo que não conseguia obter nada delas. Segundo a tradição, ao fim de uma meditação sentado debaixo de uma figueira, descobriu a solução para a libertação do ciclo das existências e das mortes que o atormentava.<br />
Pouco depois decidiu retomar a sua vida errante, tendo chegado a um bosque perto de Benares, onde pronunciou um discurso religioso diante de cinco jovens, que convencidos pelos seus ensinamentos, se tornaram os seus primeiros discípulos e com que que formou a primeira comunidade monástica (sangha). O Buda dedicou então o resto da sua vida (talvez trinta ou cinquenta anos) a pregar a sua doutrina através de um método oral, não tendo deixado quaisquer escritos.<br />
O ilustrador japonês <a href="http://tezukainenglish.com/" target="_blank">Osamu Tezuka</a>, escreveu sobre a histório de Siddartha (em quadrinhos) numa mini-série de 14 volumes chamada &#8220;Buda&#8221;, que recebeu o Prêmio <a href="http://www.willeisner.com/" target="_blank">Will Eisner</a> em 2003, um dos mais importantes prêmios dos quadrinhos. Eu li e recomendo!<br />
Ao contrário do pensamento comum, o budismo não é uma religião, pois não existe um deus criador, não existem dogmas e nem proselitismo, porém também não seria correto denominá-la apenas como uma filosofia, pois aborda muito mais do que uma mera absorção intelectual. O Budismo não tem uma definição, tendo aquela que qualquer praticante lhe queira atribuir, contudo poderemos denominá-la de caminho de crescimento espiritual, através dos ensinamentos de Buda.<br />
Os ensinamentos básicos do budismo são: evitar o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente. O objetivo é o fim do ciclo de sofrimento, samsara, despertando no praticante o entendimento da realidade última &#8211; o Nirvana.<br />
O ponto de partida do budismo é a percepção de que o desejo causa inevitavelmente a dor. Deve-se portanto eliminar o desejo para se eliminar a dor. Com a eliminação da dor, se atinge a paz interior, que é sinônimo de felicidade.<br />
A moral budista é baseada nos princípios de preservação da vida e moderação. O treinamento mental foca na disciplina moral (sila), concentração meditativa (samadhi), e sabedoria (prajña). Apesar do budismo não negar a existência de seres sobrenaturais (de fato, há muitas referências nas escrituras Budistas), ele não confere nenhum poder especial de criação, salvação ou julgamento a esses seres, não compartilhando da noção de Deus comum às religiões abraâmicas (judaísmo, cristianismo e islamísmo).<br />
A base do budismo é a compreensão das Quatro Nobres Verdades, ligadas à constatação da existência de um sentimento de insatisfação inerente à própria existência, que pode no entanto ser transcendido através da prática do Nobre Caminho Óctuplo.<br />
Outro conceito importante, que de certa forma sintetiza a cosmovisão budista, é o das três marcas da existência: a insatisfação (Dukkha), a impermanência (Anicca) e a ausência de um &#8220;eu&#8221; independente (Anatta).</em><em>(Samyutta Nikaya LVI.11) da seguinte forma:</em></p>
<p><em><span style="text-decoration:underline;">As Quatro Nobres Verdades</span>:<br />
As Quatro Nobres Verdades são o cerne doutrinário e prático do Budismo, ou seja, quatro noções básicas que contextualizam os demais ensinamentos e práticas. Desde os primeiros discursos do Buda a seus discípulos, ele apresentou tais noções dessa maneira sistemática como um entendimento fundamental a partir do qual outros ensinamentos mais complexos e específicos podem ser compreendidos.<br />
Todas as escolas do budismo reconhecem e se baseiam nas Quatro Nobres Verdades. Além das diversas explicações e métodos originados a partir delas, os praticantes são diferentes uns dos outros, e desta maneira, existem também diversos níveis de compreensão das Quatro Nobres Verdades. Buda expôs as Quatro Nobres Verdades no Dhammacakkapavattana Sutta.</em></p>
<p><em>A Nobre Verdade do Sofrimento (Dukkha ariya sacca)<br />
A primeira verdade nobre é a sofrimento , insatisfação, mais precisamente, dukkha, que é uma das três marcas da existência. Ela quer dizer que a mente, tomada pela ignorância, não é capaz de dissociar a insatisfação da experiência sensorial. &#8220;(&#8230;) esta é a nobre verdade do sofrimento: nascimento é sofrimento, envelhecimento é sofrimento, enfermidade é sofrimento, morte é sofrimento; tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero são sofrimento; a união com aquilo que é desprazeroso é sofrimento; a separação daquilo que é prazeroso é sofrimento; não obter o que queremos é sofrimento; em resumo, os cinco agregados influenciados pelo apego são sofrimento.(&#8230;)&#8221;</em></p>
<p><em>A Nobre Verdade da Causa do Sofrimento (Dukkha samudaya ariya sacca)<br />
O desejo (pelo prazer sensual, desejo pelo devir, desejo por não-devir) é a origem de dukkha, a segunda nobre verdade. Aqui é apresentado o motivo pelo qual a mente ignorante nunca está plenamente satisfeita: através dos sentidos, entra em contato com sons, aromas, sabores, sensações táteis e idéias, e adquire apego às sensações agradáveis e aversão às desagradáveis. Entretanto, como o mundo está em constante mutação, esse desejo nunca se satisfaz. &#8220;(&#8230;) esta é a nobre verdade da origem do sofrimento: é este desejo que conduz a uma renovada existência, acompanhado pela cobiça e pelo prazer, buscando o prazer aqui e ali; isto é, o desejo pelos prazeres sensuais, o desejo por ser/existir, o desejo por não ser/existir.(&#8230;)&#8221;</em></p>
<p><em>A Nobre Verdade da Extinção da Causa do Sofrimento (Dukkha nirodho ariya sacca) É através da compreensão do processo que causa a insatisfação que o desejo pode ser abandonado e assim alcançar a cessação de dukkha, ou nirvana, a terceira nobre verdade. Se a insatisfação surge porque a mente está constantemente projetando sua felicidade e sua tristeza na experiência sensorial, se esse condicionamento for eliminado é possível alcançar uma satisfação incondicionada. &#8220;(&#8230;) esta é a nobre verdade da cessação do sofrimento: é o desaparecimento e cessação sem deixar vestígios daquele mesmo desejo, o abandono e renúncia a ele, a libertação dele, a independência dele.(&#8230;)&#8221;</em></p>
<p><em>Nobre Verdade da Senda que Leva à Extinção do Sofrimento (Dukkha nirodha gamini patipada ariya sacca). A quarta verdade nobre é o caminho que conduz à cessação da insatisfação, ou seja, um conjunto de práticas que permitem reconhecer a verdadeira natureza da mente e sua relação com os sentidos, de forma que a experiência sensorial deixe de ser um aspecto condicionante da felicidade e tristeza, portanto eliminando a insatisfação em sua origem. Esse conjunto de práticas é conhecido como o Nobre Caminho Óctuplo. &#8220;(&#8230;) esta é a nobre verdade do caminho que conduz à cessação do sofrimento: é este Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta.(&#8230;)&#8221;</em></p>
<p><em><span style="text-decoration:underline;">Quatro Qualidades Incomensuráveis</span>:<br />
Dentro do treinamento da mente no contexto do budismo tibetano, são ensinadas as quatro qualidades incomensuráveis, que, resumidamente, são:<br />
<span style="text-decoration:underline;">Amor</span>: desejar que todos os seres tenham a liberação de dukkha;<br />
<span style="text-decoration:underline;">Compaixão</span>: desejar que todos os seres tenham a liberação das causas que geram dukkha;<br />
<span style="text-decoration:underline;">Alegria</span>: perceber as potencialidades de todos e se alegrar com isso;<br />
<span style="text-decoration:underline;">Equanimidade</span>: desejar a liberação para todos, sem distinção de amigos e inimigos, pessoas que se gosta, pessoas que não se gosta.</em></p>
<p><em><span style="text-decoration:underline;">As Ações Demeritórias são também de três tipos</span>:<br />
<span style="text-decoration:underline;">Pelo corpo</span>: destruir seres vivos roubar e explorar, adultério, ingerir tóxicos e bebidas alcoólicas.<br />
<span style="text-decoration:underline;">Pelo verbo</span>: mentir e caluniar, levar e trazer conversas, palavras pesadas, duras e ofensivas, tagarelice e conversas frívolas.<br />
<span style="text-decoration:underline;">Pela mente</span>: cobiça-egoísmo, vaidade, má vontade, ódio e raiva, errôneos pontos de vista<br />
As raízes das Ações Demeritórias são:<br />
Cobiça, ódio, ilusão ou ignorância, egoísmo.</em></p>
<p><strong>Chegada através da Rota da Seda:</strong><br />
<em>A chegada do budismo no Japão é em última instância, uma consequência dos primeiros contatos entre a China e a Ásia central, que ocorreram com o estabelecimento da Rota da seda no século II a.C., após as viagen de Zhang Qian entre os anos de 138 e 126 a.C., que culminou com a introdução oficial do budismo na China em 67 a.C. Historiadores geralmente concordam que já pela metade do século I, a religião havia penetrado em áreas ao norte do Rio Huai. O budismo foi introduzido Coréia via missionários chineses, e esta por sua vez introduziu o budismo no Japão por volta do século V d.C.</em></p>
<p><strong>O Budismo no Japão:</strong><br />
<em>A história do budismo no Japão pode ser dívidida em três períodos, que são o período Nara (até o ano de 784 d.C.), o período Heian (794–1192) e o período pós-Heian (de 1192 em diante). Cada período foi palco para a introdução de novas doutrinas e revoltas nas escolas existentes. Ver Sōhei (monges guerreiros).</em><em><br />
</em><strong>Período Nara:</strong><br />
<em>A introdução do budismo no Japão é seguramente datada como sendo em 552 no Nihon Shoki, quando Seong de Baekje enviou monges da Coréia até Nara para introduzirem as chamadas Oito escolas doutrinárias. A inserção inicial da nova religião foi vagarosa, começando a se disseminar apenas anos mais tarde, quando a Imperatriz Suiko abertamente encorajou a aceitação do budismo entre todo o povo japonês. Em 607, de maneira a obter cópias de Sutras, um enviado imperial foi despachado para a China da dinastia Sui. Pelos idos de 627 d.C., haviam 46 templos budistas, 816 sacerdotes e 569 monges budistas no Japão.<br />
Haviam tradicionalmente seis escolas de budismo no Japão de Nara: Ritsu (Vinaya), Jojitsu (Satyasiddhi), Kusha (Abhidharma) Sanron (Madhyamika), Hosso (Yogachara) e Kegon (Huayan).Entretanto elas não eram instituições exclusivas, assim templos estavam aptos a terem eruditos versados em diversas escolas. Tem sido sugerido que elas devem ser melhor entendendidas como &#8220;grupos de estudo&#8221;.</em><br />
<strong>Período Heian:</strong><br />
<em>O período Nara tardio foi palco da introdução do budismo esotérico (mikkyo) no Japão, por Kūkai e Saichō, que fundaram respectivamente as escolas Shingon e Tendai. No final do período Heian surgiria a primeira escola genuinamente japonesa do budismo, a Nichiren.</em></p>
<p><strong>O Dalai Lama:</strong><br />
<em>O Dalai Lama ao longo do tempo tornou-se o líder político do Tibete, onde política e religião fundiram-se em um Estado teocrático. Dessa maneira, é comum encontrar-se em literaturas menos especializadas a informação de que o Dalai Lama é um líder temporal e político. Na verdade, ele é um monge e lama, reconhecido por todas as escolas do Budismo tibetano, mas mais comumente associado à escola Gelug.<br />
O atual e 14.º Dalai Lama é Tenzin Gyatso, nascido em 1935 e morava no Palácio de Potala durante o inverno e no Norbulingka durante o verão, em Lassa, capital do Tibete. Em 1959, quando a China comunista invade o Tibete, o Dalai Lama foi exilado para a Índia, onde mora até hoje, no local de Dharamsala.<br />
Dalai significa &#8220;Oceano&#8221; em mongol e &#8220;Lama&#8221; é a palavra tibetana para mestre, guru, e várias vezes referido por &#8220;Oceano de Sabedoria&#8221;, um título dado pelo regime mongoliano a Altan Khan (o terceiro Dalai Lama) e agora aplicado a cada encarnação na sua linhagem. Os dalai lamas são mostrados como sendo a manifestação de Avalokiteshvara, o Bodhisattva da Compaixão, cujo o nome é Chenrezig em tibetano. O nome tibetano do Dalai Lama é Gyawa Rinpoche que significa &#8220;grande protetor&#8221;, ou Yeshe Norbu, a &#8220;grande jóia&#8221;. Após a morte do Dalai Lama, uma pesquisa é instituída pelos seus monges para descobrir o seu renascimento, ou tulku.<br />
Assim como o papa católico, ao dalai lama atribui-se o título de Sua Santidade. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1989.<br />
Lista dos Lamas:<br />
1.Gedun Truppa, 1391 &#8211; 1474<br />
2.Gedun Gyatso, 1475 &#8211; 1542<br />
3.Sonam Gyatso, 1543 &#8211; 1588<br />
4.Yonten Gyatso, 1589 &#8211; 1616<br />
5.Lobsang Gyatso, 1617 &#8211; 1682<br />
6.Tsangyang Gyatso, 1683 &#8211; 1706<br />
7.Kelsang Gyatso, 1708 &#8211; 1757<br />
8.Jamphel Gyatso, 1758 &#8211; 1804<br />
9.Lungtok Gyatso, 1806 &#8211; 1815<br />
10.Tsultrim Gyatso, 1816 &#8211; 1837<br />
11.Khendrup Gyatso, 1838 &#8211; 1856<br />
12.Trinley Gyatso, 1856 &#8211; 1875<br />
13.Thubten Gyatso, 1876 &#8211; 1933<br />
14.Tenzin Gyatso, 1935 aos dias atuais</em></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-282" title="ruas pelo Tsurugaoka Hachiman-gū" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04722-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Arredores do Tsurugaoka Hachiman-gū." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Arredores do Tsurugaoka Hachiman-gū.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-281" title="perto do Torii" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04718-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Perto do Torii de Hachiman-gū." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Perto do Torii de Hachiman-gū.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-288" title="portal" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04737-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Passando do portal do Tsuruoka Hachiman-Gu" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Passando do portal (Torii) do Tsuruoka Hachiman-Gu</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-287" title="ponte" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04736-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Ponte para o santuário Tsuruoka Hachiman-Gu" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Ponte para o santuário Tsuruoka Hachiman-Gu</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-284" title="a ponte arqueada de uso do shogun" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04726-copy.jpg?w=270&h=360" alt="A ponte vermelha arqueada de uso do shogun." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">A ponte vermelha arqueada de uso do shogun.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-286" title="lagoas Genpei" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04730-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Lagoas Genpei." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Lagoas Genpei.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-285" title="relax" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04728-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Cantinho pro relax pós-caminhada." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Cantinho pro relax pós-caminhada.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-341" title="a outra ponte" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0017-copy.jpg?w=315&h=236" alt="A outra ponte" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">A outra ponte</p></div>
<p>Beleza, fim do momento enciclopédia, voltamos pro que interessa:<br />
Começamos visitando o santuário chamado Tsuruoka-Hachiman-Gu.<br />
Os santuários Hachiman-Gu são dedicados ao Deus da Guerra. Esse também é o guardião do santuário do Clã Minamoto (ou Genji) construído em 1063 (em Zaimokuza, onde o pequeno Moto Hachiman está atualmente, e dedicada ao Imperador Ojin, sua mãe a Imperatriz  Jingu e sua esposa Hime-Gami)  nas proximidades do mar. Foi trazido para o lugar atual em 1191. Pra chegar aqui foi necessário passar entre dois lagos de Lótus: O Genji, com três ilhas (San em japonês significa tanto três como vida) e o Heike, que tem o nome do Clã rival (Shi significa tanto quatro como morte). O caminho leva ao palco Mai-Den para dança e música. O santuário principal foi reconstruído em 1828 em estilo Edo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-292" title="falta pouco" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04745-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Falta pouco. Mais uns 2 km..." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Falta pouco. Mais uns 2 km...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-315" title="Foo dog street" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04792-copy.jpg?w=270&h=360" alt="dsc04792-copy" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Guardião</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-317" title="keep walking..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04796-copy.jpg?w=270&h=360" alt="dsc04796-copy" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Keep walking...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-350" title="Torri de longe" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0060-copy.jpg?w=315&h=236" alt="dscf0060-copy" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Pra ter idéia do tamanho do lance: olha lá embaixo onde está Torii (portal vermelho) na entrada antes da ponte...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-346" title="pequeno fã do 'the exploited'" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0031-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Punks not dead!" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Punks not dead! (acho que o Léo Moura andou largando criança lá pelo Japão...) </p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-345" title="esterelização espiritual" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0029-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Esterelização espiritual." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Esterelização espiritual.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-436" title="antes de entrar no templo" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0024-copy1.jpg?w=270&h=360" alt="Antes de entrar no templo..." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Antes de entrar no templo...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-320" title="atiram primeiro depois perguntam..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04805-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Arqueiros protetores do Xogum." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Arqueiros protetores do Xogum.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-321" title="qualquer ameaça, mesmo que à distância era retalhada de imediato." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04806-copy.jpg?w=270&h=360" alt="Guardas do templo." width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Guardas do templo.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-340" title="antigo táxi oriental" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0009-copy.jpg?w=315&h=236" alt="Tipo de táxi do oriente." width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Tipo de táxi do oriente.</p></div>
<p><strong>Riquixá:</strong><br />
<em>O vocábulo &#8220;riquixá&#8221; vem da palavra japonesa jinrikisha. Jin = humano, riki= tração e sha = veículo, que literalmente significa &#8220;veículo de tração humana&#8221;. O riquixá é um meio de transporte de tração humana em que uma pessoa puxa uma carroça de duas rodas onde acomodam-se uma ou duas pessoas. O vocábulo riquixá tem origem na Ásia onde eram amplamente utilizados como meios de transporte pela elite. Atualmente, os riquixás foram proibidos em muitos países na Ásia em decorrência dos numerosos acidentes. Os riquixás comuns têm sido substituídos, principalmente na Ásia, pelos ciclo-riquixás. Eles também são comuns em cidades ocidentais como Nova Iorque. Em Londres eles são conhecidos como pedicabs, embora o termo &#8220;riquixá&#8221; também seja utilizado.<br />
</em></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-355" title="cores vivas" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0069-copy.jpg?w=315&h=236" alt="dscf0069-copy" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Muito vermelho e cores vivas, estilo bem parecido ao tradicional chinês.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-352" title="depois de olhar a camera da shion, e em seguida olhar pra humilde camera em minhas mãos eu pensava: &quot;sua bostinha, acho bom fotografar essa viagem direitinho...&quot; E até que ela não me decpcionou, ficaram bacanas as nossas fotos!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0065-copy.jpg?w=315&h=236" alt="dscf0065-copy" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Camera covarde...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-353" title="pinturas e entalhes sensacionais" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0067-copy.jpg?w=270&h=360" alt="dscf0067-copy" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Tudo em madeira.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-348" title="pedir Deus deixou, dá se quiser..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0047-copy.jpg?w=315&h=236" alt="dscf0047-copy" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Pedidos. Muitos pedidos. Centenas deles...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-327" title="blue" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04819-copy.jpg?w=315&h=236" alt="dsc04819-copy" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Mulequinho azul...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-326" title="green" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04817-copy.jpg?w=315&h=236" alt="dsc04817-copy" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Mulequinho verde...</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-325" title="red" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04816-copy.jpg?w=315&h=236" alt="dsc04816-copy" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Mulequinho maduro!</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-328" title="lateral tábuas de pedidos na frente." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04832-copy.jpg?w=315&h=236" alt="dsc04832-copy" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Lateral do templo.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-357" title="ruff" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0072-copy.jpg?w=315&h=236" alt="dscf0072-copy" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Detalhes dos cantos do telhado.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-354" title="amarelo pra mim, yellow..." src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dscf0068-copy.jpg?w=270&h=360" alt="dscf0068-copy" width="270" height="360" /><p class="wp-caption-text">Folheado a ouro.</p></div>
<p>Tanto o santuário e a cidade foram construídas com o Feng Shui em mente. A atual localização foi cuidadosamente escolhida como o mais propício após pesquisas, porque tinha uma montanha ao norte (o Hokuzan), um rio a leste (o Namerikawa), um grande caminho para o oeste (o Koto Kaido) e uma abertura ao sul (em Sagami Bay).<br />
Cada direção estava protegido por um deus: Genbu guardava a norte, a leste Seiryu, Byakko e Suzaku a oeste do sul. Os salgueiros junto as Lagoas Genpei e as catalpas ao lado do Museu de Arte Moderna representam respectivamente Seiryu e Byakko. Apesar de todas as mudanças que o santuário passou ao longo dos anos, o que diz respeito ao desenho original de Yoritomo basicamente está intacto.<br />
Como uma entrada, após o primeiro torii (portão Shinto), existem três pequenas pontes sobre os dois planos laterais e uma arqueada ao centro feitas em madeira e pintados de vermelho. O shogun deixava seu séquito lá sozinho e continuava a pé até o santuário.<br />
A ponte arqueada foi chamada de Akabashi, e reservada apenas para ele. Pessoas comuns tinham que usar a pontes retas das laterais. As pontes estão ao longo de um canal que une duas lagoas popularmente chamadas Genpei-ike, ou &#8220;lagoas Genpei&#8221;. O termo vem do nome das duas famílias, os Minamoto e os Taira, que lutaram entre si no dia de Yoritomo.<br />
A estela e logo depois à esquerda do primeiro torii explica a origem do nome. <strong> </strong></p>
<p><strong>Lagoas Genpei: </strong><br />
<em>Azuma Kagami diz que &#8216;Em abril de 1182 Minamoto No Yoritomo, disse ao monge Senkō e Oba Kageyoshi ter dois lagos escavados no santuário.&#8217; Segundo a outra versão da história, foi Masako, esposa de Yoritomo, que para rezar para a prosperidade da família Minamoto, tinha escavado esses lagos e tinha plantado no leste flores brancas de lótus e a oeste flores de lótus vermelhas, que são as cores dos clãs Minamoto e Taira. Daí deriva seu nome. Supõe-se que os lótus vermelhos signifiquem o sangue derramado dos Taira.</em></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class="size-full wp-image-294" title="felicidades aos recém casados!" src="https://22daysinjapan.files.wordpress.com/2009/04/dsc04758-copy.jpg?w=315&h=236" alt="dsc04758-copy" width="315" height="236" /><p class="wp-caption-text">Casamento na entrada do santuário Tsurugaoka.</p></div>
<p>Logo na entrada tivemos a oportunidade de presenciar um casamento de cerimônia Shintoísta, além do festival chamado Shiti Go San. É uma cerimônia para abençoar crianças de 7 (Shiti), 5 (Go) e 3 (San) anos. A mulecada toda vestida a caráter com um kimono mais bacana que o outro como se fossem mini samurais e mini gueixas.</p>
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