Chegada em 22 de outubro de 2008. Narita. Ilha Honshu.

Chegamos no Japão!!!

Caralho!!!!!!!
O Vôo da Air France pousou no aeroporto de Narita dentro do previsto. Por volta das 18:15h pelo horário local. Descemos do avião, com aquela sensação de “não tô acreditando…”, e fomos direto para a esteira de malas. Não havia fila, nem crowd humano na espera das bagagens. Não esperei nem 8 minutos, foi o tempo certinho da Mônica ter ido até o banheiro e voltado. Agora era o guichê da imigração que nos aguardava. Certa tensão…
O japonês que me atendeu fez umas perguntinhas, começando com: “Qual a finalidade da viagem?”
E eu:
“Turismo! Estou realizando um sonho de infância em conhecer o Japão. Estamos em lua de mel!”.
E apontei pra Minha esposa no guichê do lado, em seguida a expressão:
“óóóóóóóóóó!! Honey moon!”.
E ele perguntou:
“Você conhece alguém aqui, tem amigos aqui?!”
Respondi que sim, no destrito de Iwate.
E novamente:
“óóóóóóó!!!! Iwate!!”.
Seguindo ele perguntou quantos dias eu iria permanecer e aonde eu iria.
Disse que ficaríamos por 22 dias e conheceríamos Yokohama, Tokyo, Kyoto, Sendai, Osaka, Nikko, Iwate, entre outros lugares, e mais uma vez:
“óóóóóóóóóó!!! Twenty-two days!! Ok! Enjoy Zapan! Arigatou gosaimasu!”
Acho que respondendo as perguntas do Guarda, com a minha cara de felicidade como se fosse a Hebe Camargo congelada no botox, o cara deve ter pensado: “mas tá todo babaca, esse malandro devia muito querer conhecer meu país”. Porque se pensou, acertou em cheio, também com a minha baita cara de alegria, até a mãe Diná acertava.
Lá estavam Ricardo e Shinobu a nossa espera. Depois do saudoso, “E ae meu primo?! Fala meu Xóki!!” aos risos frouxos e as risadas soltas, muitos abraços acalorados, até porque nós não nos víamos há mais de 3 anos.

 

Metrô trajeto Narita Airport pro Ueno Touganeya Hotel

Metrô trajeto Narita Airport pro Ueno Touganeya Hotel

 

Ainda meio em êxtase e num acreditando naquela coisa toda, partimos pro metrô a caminho do hotel chamado “Ueno Touganeya”, próximo a estação de metrô de Ueno. Um hotel, segundo eles, bem bacana e bem simples. O bem simples aqui do Japão já é bem ducaralho, na verdade muito mais foda que qualquer merda bem simples do Brasil.

No metrô sentido aeroporto de Narita > Ueno, levamos um lero, tiramos mais fotos e comentamos o fato da juventude masculina japonesa, ter uma preocupação excessiva com o visual. Extremamente vaidosos, tanto quanto as mulheres. Cabelos cuidados, pintados, alguns até de sobrancelhas feitas, uns com mulher e filho juntos, mas todos heteros segundo me garantiram o Ricardo e a Shion. Porque como faço mais o sutil estilo “caminhoneiro” achei que a baitolagem imperava na terra do sol nascente. Ney Matogrosso e Cauby Peixoto iam meter muito se viessem pra cá, porque esse estilo faz sucesso com as mulheres daqui, eu é que não sei que onda é essa de ser parecido com viado, porque como disse certa vez um senhor pai de um amigo, na minha época não existia essa coisa de orgulho gay, viado tinha era vergonha!
A onda aqui era ter um quê de viadeza, preferi continuar demodê, HAHahHAhah!!

 

Passarela da estação de metrô de ueno.

Passarela da estação de metrô de ueno.

 

 

neighborhood

neighborhood

 

 

Asfalto made in Japan.

Asfalto made in Japan.

 

Andando pelas ruas de Tokyo, depois que saímos do metrô na estação de Ueno, era tudo muito doido mermo. Como se vê nos filmes de arte marcial, sem tirar nem pôr. Engraçado que no caminho pro hotel, nos perdemos um pouquinho e aproveitei para documentar as diversas coisas diferentes, interessantes e inusitadas que eu via pela primeira vez “in loco” e não pelos livros e pela internê.

 

Nesse estacionamento de bicicletas, praticamente todas estão sem cadeado. Roubo? "Isso aqui é mais seguro que a Disneylândia" como diz meu amigo.

Nesse estacionamento de bicicletas, praticamente todas estão sem cadeado. Roubo? "Isso aqui é mais seguro que a Disneylândia" como diz meu amigo.

 

Casas de Patchinko gigantes de 3 andares (patchinko é o que chamam de jogo de azar, um caça-níquel japonês, que é febre no país, lá a japonesada adora essa porra, que vive lotado de viciados pela jogatina que sonham em fazer fortuna da noite pro dia), farmácias, obras, ruas, carros, até as tampas de bueiros são uma atração curiosa.

 

Cedae Japonesa

Cedae Japonesa

 

 

Aqui passa carro. Pode acreditar.

Aqui passa carro. Pode acreditar.

 

 

CEG Made in Japan.

CEG Made in Japan.

 

Cidade iluminada por propagandas, cheia de mega letreiros, muita informação, e silêncio. É! Silêncio.

 

Flagra do espírito de uma senhorita... No centro de Tokyo

Flagra do espírito de uma senhorita... No centro de Tokyo

 

Chegamos na hora do Rush mas não tinha aquela zoeira do Rio de Janeiro de Av. Presidente Vargas com Av. Rio Branco, buzinas ensandecidas, trânsito parado, todo mundo louco pra chegar logo em casa.
Simplesmente o lugar flui. Flui numa harmonia de dar inveja. Até para alguns países da Europa.
Tudo funciona bem e anda bem. Ali, eu já começava a notar impacto e a diferença grotesca do meu “abençoado por Deus, e bonito por natureza” Rio de Janeiro das balas perdidas.
Um dos barulhos (além dos motores dos carros, que não eram muito barulhentos por quase todos serem novinhos) era de uma gravação que havia nos sinais de trânsito. Era uma espécie de passarinho que piava quando o sinal se abria para os pedestres, com intuito dos cegos se guiarem ao atravessar. Quando o sinal estava pra fechar o passarinho acelerava o canto, como quem dizia: “corre ceguinho que o sinal vai abrir pros carros, e tu tá na merda! hAHahHHaha!!!

 

Tokyo streets

Tokyo streets

 

Havia máquinas automáticas por todos os cantos: de cafés (quentes ou gelados) puros, fortes, fracos, com leite, com chá, de refrigerantes, calpis, sucos, chás quentes e gelados, água, entre outras bebidas (cervejas, saquês, drinks com vodka e frutas, whisky, etc).

 

Máquinas de bebidas diversas

Máquinas de bebidas diversas

 

 

rolézinho noturno

rolézinho pela vizinhança

 

Nosso hotel tinha 6 andares, 8 apartamentos por andar, lavanderia em 2 deles, restaurante anexo, internet liberada, tv a cabo, ar condicionado (com aquecimento também). Detalhes: TVzona de plasma slim de 29″, frigobar entre outras cositas, mas tudo “bem simples” como disseram…

 

Entrada do Hotel em Ueno.

Entrada do Hotel

 

 

Perto da estação de metrô de Ueno

Hallzinho

 

Ficamos no 607 e nossos amigos no 205 (andar para fumantes). No quarto tinha um forninho maneiríssimo pra fazer “green tea”.
O vaso sanitário era um espetáculo à parte. Pra aprender a usar é melhor pedir o manual de instrução na portaria do hotel ou fazer um curso intensivo, hAHhahAhahA!!!

Quando a pessoa senta nele, automaticamente abre um chuveirinho (alguns é uma gravação, outros é água mesmo) para ajudar a mulherada que tem dificuldade de mijar (mulé tem desses negócios).

 

Esse negócio devia ter manual do usuário...

Esse negócio devia ter manual do usuário...

 

A descarga tem 2 modos, roda prum lado para quando fizer xixi e pro outro quando cagar (isso evita o gasto desnecessário, pois um tem uma quantidade de água que sai com mais força e por mais tempo). Tem um chuveirinho malandro com um botão de 2 comandos com um desenho de uma menininha com uma sainha e outro de uma bundinha. Um pra quando as mulheres fizerem o “número 1” e outro pro “número 2”, é só escolher que ele arremessa um jato d’água na direção da tabaca e outro jato na direção do toba, além de ter 4 níveis de intensidade e poder escolher se a água sairá fria ou quente.

 

Sem desperdício: o gasto da água vai de acordo com a necessidade. A válvula gira para dois lados, quando fizer o n° 1 e o 2.

Sem desperdício: o gasto da água vai de acordo com a necessidade. A válvula gira para dois lados, quando fizer o n° 1 e o 2.

 

Largamos as malas no quarto, batemos umas fotos, rimos com a privada, e com a mesma fome de quem queimou um velão, partimos para um restaurante japonês de raiz, porque a comida de borracha do avião… Bem, comida de avião é comida de avião, aquela coisa, né?
O bife tem o mesmo gosto do frango, que tem o mesmo gosto da geléia, que tem o mesmo gosto do pão, que vai assim em diante, mas deixa pra lá, isso é uma outra história…

Chegamos num restaurante estilo clássico de filme de kung-fu. Portinha separando os ambientes com as mesas bem baixinhas, todo mundo descalço, (já tínhamos deixado os tênis e sapatos em uns armários na entrada, que trancavam com um cartãozinho) sentados nas almofadinhas.

 

Guarda-calçados. Antes de pisar no dojo.

Guarda-calçados. Antes de pisar no dojo.

 

 

Nossa primeira refeição descente depois de 22 hs de vôo

Nossa primeira refeição descente depois de 22 horas de vôo. Cansaço nítido.

 

Vieram os petiscos e começamos a provar coisas que eram difíceis de achar no Brasil (pelo menos não se vê em toda esquina), mas muito comuns no Japão, como por exemplo: Ouriço, enguia, polvo, legumes (que num sei nem pronunciar o nome direito) que são característicos do local, e um drink muito bom de vodka com um chá feito de uma fruta chamada Shinruchu, natural de lá.

 

Todo mundo de barriga cheia...

Todo mundo de barriga cheia...

 

Nossos anfitriões, muito gentis e hospitaleiros, pagaram nossa conta dessa primeira noite de muitas fotos, nostalgia e boas risadas.

Saímos do restaurante. O que impressionava eram as ruas ainda movimentadas mas a ausência de poluição sonora.
A perfeição do asfalto das ruas, que nem sempre eram de material asfáltico (pixe, etc), mas tinham um tipo de pedra tão bacana que não deveria passar carro ali por cima.

 

no coments.

no coments, just look...

 

 

Limpeza e segurança

Limpeza e segurança

 

Os estacionamentos públicos sem vigia, tudo automatizado, a pessoa colocava apenas uma quantia em moedas e um tipo de paralelepípedo armava por baixo do carro como trava de segurança, e para retirar o veículo na saída era só depositar o valor restante.

 

Estacionamento público

Estacionamento público...

 

 

Sem a chateação dos flanelinhas

...Sem a chateação dos flanelinhas

 

Essas máquinas sem proteção nenhuma, tudo na base da confiança no cidadão civilizado. Nas ruas quase não se encontrava lixeira, raramente tinha alguma, e ainda assim não se via lixo pelo chão. O que pra eles não é desculpa, o cidadão carrega seu próprio lixo e descarta de forma correta em casa para a reciclagem.
Depois dessa andança voltando pro hotel, chegamos a um seven eleven vizinho ao nosso hotel, e compramos o café da manhã. Lojinha lotada de centenas de produtos diferentes com mais uma dezena de variações pra cada um deles.
Tem coisas que são lançadas apenas aqui e não no resto do mundo, um exemplo é a pepsi branca, uma pepsi com iogurte. Imagino você se perguntando se era boa, eu gostei.

 

Num é café com leite. É chá com leite

Num é café com leite. É chá com leite

 

 

Mineru Uota = Mineral Water.

Mineru Uota = Mineral Water Label Design.

 

Outro, são produtos que sempre presenteiam o consumidor (igual aqui). Esses vinham com brindes anexados: chicletes com bonecos do filme aliens, pinduricalhos pra telefone celular (eles adoram pindurar umas merdinhas nos celulares), chaveiros, miniaturas de pokemons, mascotes de empresas, etc.

 

Prateleira do seven eleven. Várias esquizitices.

Prateleira do seven eleven. Várias esquizitices.

 

 

Aissu-Curiimo = Ice Cream.

Aissu-Curiimo = Ice Cream.

 

Não é permitida a venda de pornografia, nu ginecológico, sacanagem desmedida, putaria desenfreada ou sexo explícito em revistas. E na TV a cabo dos hotéis, os canais de putaria tem as partes pudendas dos atores e atrizes pornôs “embassados”, fato bem curioso que contrasta muito com a fama de taradões que os japoneses têm em todo o mundo.

Combinamos mais ou menos o roteiro do dia seguinte durante o jantar. Estávamos pra dar o “start” num ritmo frenético em nossa estadia de 22 dias naquele outro planeta. Nós num é Silvio Santos, mas o ritmo foi de festa…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: