Archive for the ‘Dia 03’ Category

Norte de Tokyo, terceiro dia, 24 de Outubro de 2008.

05/04/2009

Acordamos meio em cima da hora, mas conseguimos cumprir o combinado. Às 08:30 da matina eu e Mônica encontramos Ricardo e Shion no hall do hotel. Partimos para o StarBucks para o café da manhã e depois ao metrô (novamente à estação de Ueno) na direção do bairro dos eletrônicos, o famoso Akihabara. O bairro tem uma porrada de lojas com trocentos brinquedos, além de claro, tudo quanto é equipamento eletrônico possível e imaginável.

Ueno Station pós café da manhã. Rumo à Akihabara.

Ueno Station pós café da manhã. Rumo à Akihabara.

Indo pra Akihabara

Indo pra Akihabara

O mercado cresceu das ruínas da Segunda Guerra. O exército japonês tinha equipamentos excedentes e queria se desfazer da tralha toda, assim, estudantes das universidades vizinhas que precisavam de dinheiro, compravam esses equipamentos, faziam rádios (símbolo de status com forte demanda) para vender à beira das vias de tráfico ou em lojinhas do bairro. Akihabara e eletrônicos se tornaram sinônimos desde então. À medida que a economia prosperava, o foco ia expandindo a televisores, máquinas de lavar e ar condicionados, que estão perdendo espaço hoje para os computadores, vídeo games e celulares. As lojas maiores têm oferta de produtos livres de impostos para turistas.

Uma coisa bem curiosa era que apesar de toda pesquisa os preços pareciam tabelados em todo o bairro, não havia qualquer diferença entre os preços. A não ser nas banquinhas menores, aí tinha jogo para pechinchar um precinho com desconto maior.

Chuva safada desde cedo

Chuva safada desde cedo

Arredores da estação de metrô de Akihabara.

Arredores da estação de metrô de Akihabara.

Mais chuva.

Mais chuva.

Obra

Obra

Ruas de Akihabara. Cedo pra caramba, só a gente...

Ruas de Akihabara. Cedo pra caramba, só a gente...

Cartaz do anime Sekirei.

Cartaz do anime Sekirei.

Sega Akihabara

Sega Akihabara

Akihabara Locals Only!

Akihabara Locals Only!

Atunzão na fachada

Atunzão na fachada

Pi!

Pi!

Mais comida apimentada.

Mais comida apimentada.

Banca de Hentai. 18 only.

Banca de Hentai. 18 only.

Fachada de churrascaria brasileira. Do jeito cafona que gringo adora.

Fachada de churrascaria brasileira. Do jeito cafona que gringo adora.

Quimonos de mais de 800 dólares.

Quimonos de mais de 3.000 dólares.

Orelhão japonês.

Orelhão japonês.

Pesquisamos adoidado em algumas lojas preços e modelos, na verdade mais zooei com o Ricardo do que pesquisei. A Shion que entende de câmara para cacete e a Mônica que é fotógrafa é que realmente pesquisaram os preços das câmeras. No final encontramos um modelo bem bacana por um preço mais que justo e fomos felizes com a aquisição almoçar o rango de um tradicional lugar de Curry. Um molho apimentado pra caramba, tipo mexicano, só que japonês. O lugar tinha um monte de miniaturas de chumbo de vários samurais.

Vamo pro Curry

Vamo pro Curry

Faz-se o pedido pela máquina, senta-se ao balcão e aguarda entregarem a gororoba apimentada!

Faz-se o pedido pela máquina, senta-se ao balcão e aguarda entregarem a gororoba apimentada!

Restaurante do Curry

Restaurante do Curry

A piada era muito engraçada

A piada era muito engraçada

Curry apimentadíssimo escorrendo pela beiça

Curry apimentadíssimo escorrendo pela beiça

Tremeu, mas valeu!

Tremeu, mas valeu!

Após o almoço pegamos o metrô em direção de Kamimeguro onde estava rolando uma pequena exposição dos trabalhos de pintura e ilustração de Hisashi Tenmyouya na Mizuma Art Galery.

Praticamente: "number of the beast"...

Praticamente: "number of the beast"...

primeira pixação em Tokyo. Registrei isso num beco, pra num deixar passar.

Primeira pixação em Tokyo (e a única que vimos em 22 dias). Registrei isso num beco, pra num deixar passar.

Ele foi um dos 16 artistas convidados no mundo inteiro a fazer um quadro com tema de futebol para a Copa do Mundo na Alemanha em 2006. O quadro dele é a famosa pintura dos dois samurais jogando bola. Fato com que fez com que o trabalho do cara se projetasse de vez. A exposição era pequena (2 andares de um prédio escondidinho), mas com muita coisa interessante. Além da técnica dele de pintar com pincelzinho safado, parece feito de cílio, haja paciência.

Parece até a encarnação de um Fudo.

Parece até a encarnação de um Fudo.

guerreiro no avestruz. (não sei se é uma boa ideia)

guerreiro no avestruz. (não sei se é uma boa ideia)

Guerreiro no tigre branco.

Guerreiro no tigre branco.

Detalhe da tatuagem

Detalhe da tatuagem

Campo de batalha ou pega-ladrão?

Campo de batalha ou pega-ladrão?

Guerreiro no elefante.

Guerreiro no elefante.

Arqueiro.

Arqueiro.

Saímos da exposição ainda como a chata da chuva insistindo em cair. Mas partímos pra Mitaka conforme prevíamos na noite anterior.

Propagandas.

Propagandas.

Saindo da exposição Hisashi Tenmyouya. Mais chuva!

Saindo da exposição Hisashi Tenmyouya. Mais chuva!

Destino: Mitaka - Ghibli Museum.

Destino: Mitaka - Ghibli Museum.

Mais zoeira. Mais piadas. Mais rizadas.

Mais zoeira. Mais piadas. Mais rizadas.

Após isso foi a realização de mais um grande desejo: Conhecer o Museu dos Estúdios Ghibli do grande mestre Hayao Miyasaki, ter a chance de ver de perto o Walt Disney nipônico (pra mim essa versão oriental, supera em muito o americano) com seu mundo de fantasia povoado por Totoro, Porco Rosso, Kiki, Nausicaa, La Puta, Chiriro, Cat Returns, Howl’s moving Castle, Ponyo, entre outros. Foi uma experiência muito doida. O cara viaja nessa criação de uma atmosfera, que é ao mesmo tempo baseada no real com realidade fantástica.

Bilheteria do Ghibli.

Bilheteria do Ghibli.

Ghibli Land.

Ghibli Land.

Jardim do museu.

Jardim do museu.

Panorâmica da entrada.

Panorâmica da entrada.

Anime - Castle in the sky.

Anime - Castle in the sky.

Jardins suspensos.

Jardins suspensos.

Hot-dog do Porco Rosso.

Hot-dog do Porco Rosso.

Pausa pro lanche.

Pausa pro lanche.

Tonari no Totoro.

Tonari no Totoro.

É rua! Não é calçada!

É rua! Não é calçada!

Não me pergunta porque eu também não entendi.

Não me pergunta porque eu também não entendi.

Como eu ainda não havia escrito aqui antes, sobre o ‘Chip despertador’, vou explicar agora. Todo o japonês ao nascer tem o chamado ‘chip despertador’ implantado em si mesmo (só não sei em que local). Esse chip despertador tem duas funções e um único objetivo, que apesar de único é deveras útil. Seu objetivo é despertar seu hospedeiro alguns momentos antes da chegada de sua estação do metrô! Incrível né?! O homem ou mulher dormem durante todo trajeto do trem, e são acordados na hora certa da descida! Eles apenas enviam ao chip o nome da estação que deve descer, pensando nela. Daí o chip despertador calcula à partir da estação que se encontra o trem (quando a pessoa embarca) à velocidade de deslocamento e distância que se falta percorrer até o destino e desperta o proprietário. A equação não falha. Caso você vá ao Japão algum dia a presencie algum japonês perdendo sua estação certamente ele não está com a manutenção de seu chip em dia ou provavelmente sua família não teve verba para realizar tal procedimento cirúrgico. O japonês trabalha pra caralho, no português claro. Pracaralho! E aproveita seu tempo de deslocamento (muitas vezes bem longo) entre casa / trabalho, trabalho / casa para descansar um pouco mais. Como nenhum ser humano dorme automaticamente a segunda função do chip despertador é essa: te botar pra dormir automaticamente, fazendo com que dessa forma você realmente descanse mais tempo aproveitando a viagem. Ao entrar pelo vagão e se sentar (alguns conseguem até ficando de pé! acreditem) o transplantado pensa: “vou dormir” e chip emite micro descargas eletricas neurais em pontos focais muito específicos para a parte do lóbulo responsável pelo sono, apagando de imediato o sujeito. Um fato curioso, quando o chip encontra-se descalibrado, essas descargas são um pouco mais fortes, fazendo com que o hospedeiro muitas vezes ‘babe’, e ainda, transmita às pessoas ao lado, ou outros cérebros que possam estar por perto. Nossa amiga tem um desses. Aliás quase todos japoneses tem. Essa foto abaixo é um exemplo de que minha senhora, estava ao lado de um japonês com seu chip descalibrado. Não sei se era o da esquerda ou o da direita. Sinistro, eu sei… Você pode até tá pensando: “porra, esse malandro escreve esse monte de merda! Tá viajando! Chip é o cacete! A mulher tá só se adaptando ao fuso horário!” Não é não meu chapa! Não menospreze as coisas, não faça pouco caso… Isso é a tal da Nano tecnologia cumpade… Fica ligado…

Isso é a Nano tecnologia cumpade!

Isso é a Nano tecnologia cumpade!

Saindo do Museu no bairro de Mitaka ainda havia tempo para mais uma atração, afinal ainda eram 7 e pouco da noite. Pela linha Toei Mita, fomos para a torre mais alta do país (mais alta até que a Torre Eifel), medindo 333 m de altutra, a Tokyo Tower. Dentro do parque Shiba (na parte oeste do parque), que era o cemitério do Xogum Tokugawa.

Estação Tokyo Tower.

Estação Tokyo Tower.

Saindo do metrô da 'Tokyo Tower'

Saindo do metrô da 'Tokyo Tower'

Na direção da Tokyo tower.

Na direção da Tokyo tower.

Posto de gasolina.

Posto de gasolina.

Tokyo Tower.

Tokyo Tower.

333 metros!

333 metros!

Entrada da Torre. Passando o arco, os elevadores.

Entrada da Torre. Passando o arco, os elevadores.

Psychedelic elevator.

Psychedelic elevator.

Blade Runner

Blade Runner

Carros transitando pelas veias de Shiba...

Carros transitando pelas veias de Shiba...

Essa torre de transmissão foi finalizada em 1958.

Essa torre de transmissão foi finalizada em 1958.

Arredores do Parque Shiba.

Arredores do Parque Shiba.

Bem ali em baixo o templo Zojo-Ji. Fundado em 1393.

Bem ali em baixo o templo Zojo-Ji. Fundado em 1393.

A roda gigante

A roda gigante

Cartaz comemorativo.

Cartaz comemorativo.

Tokyo Tower é uma torre de transmissão de rádio (até estava rolando um programa ao vivo durante a nossa visita em um dos andares da torre com platéia e tudo) e transmissão de um canal de televisão também. Segundo fiquei sabendo ela está com os dias contados porque terminando de desenvolver um sistema digital que irá substituir a torre, ela terá suas atividades de transmissão encerradas, ficando no esquema de ter apenas função como observatório.
O andar térreo tem um aquário. O visual lá do alto, digo, do alto na primeira parada que é um pouco acima da metade, com 150 m de altura (nós não fomos até segunda parada, no topo, que tinha a altura de 250 m), é sensacional! Uma ponte imensa dava para ser avistada da parte portuária, uma roda gigante de um parque também podia tranqüilamente ser vista, ainda que bem longe. Numa outra lateral o templo Zojo-Ji, o templo dos Tokugawa fundado em 1393 (Ieyasu transferiu-o para lá em 1958, na intenção de proteger espiritualmente sua nova capital), mas a construção atual data de 1974. No outro lado da torre um campo de futebol, entre os prédios com aquela arquitetura futurista meio “Blade Runner”, filme do Ridley Scott.

Petcheeenhos!

Peitcheeenhos!

Herôu Kiri

Herôu Kiri

Esse é o estilo de programa 'pânico na tv', mas versão japa

Esse é o estilo de programa 'pânico na tv', mas versão japa

Rochas adocicadas. Cuidado com os dentes...

Rochas adocicadas. Cuidado com os dentes...

Polvo seco. Snacks.

Polvo seco. Snacks.

biscoitinho bom.

Balinha boa.

Monumento 'in memorian'...

Monumento 'in memorian'...

Pelos arredores da torre de rádio.

Pelos arredores da torre de rádio.

Enquanto isso, voltando de metrô pro hotel, uma propaganda curiosa (outras ainda virão):

Tradução: 'Você tá gordinha nas costas? Tá com aquela bainha? Aquela que pesa atrás do soutien, como se formasse um novo par de seios em suas costas? Aaahh... Então você tem comprar o emplastro Shalimar! Você cola de baixo pra cima, puxando sua pseudo-muxiba bem pro alto e pronto! Como mágica sua gordurinha desaparece! Sensacional!'

Tradução: 'Você tá gordinha nas costas? Tá com aquela bainha? Aquela que pesa atrás do soutien, como se formasse um novo par de seio? Aaahh... Então você tem usar o emplastro Shalimar! É muito fácil. Você cola de baixo pra cima, puxando sua pseudo-muxiba bem pro alto e pronto! Tá com peitcheeenho dexavado! Como mágica, aquela gordurinha que você luta pra perder na academia desaparece! Sensacional!'

Adesivos de metrô para lugar preferencial.

Adesivos de metrô para lugar preferencial.

Jantamos por lá mesmo. Na torre havia um monte de lojinhas e restaurantes. Perdi a chance de comer enguia, por estar com saudades da macarronada da minha veia mãezinha e foi o que escolhi de refeição: um espaguete (al dente) a bolonhesa (porpetas) só pra matar saudade desse rango caseiro. Forrado e feliz voltaríamos para o hotel, quando Shion, lembrou-nos de Chinatown. O bairro ficava a umas poucas estações de metrô dali. Mas achamos por bom senso que a ida a Chinatown ficasse para o dia seguinte, porque acordaríamos muito cedo e andaríamos muito na peregrinação que nos aguardava no dia vindouro em todos os templos que eu gostaria de conhecer.

Chopp e churrasquinho de gato, do demônio do Ray-Ban.

Chopp e churrasquinho de gato, do demônio do Ray-Ban.

Daí em diante foi a volta pro hotel, uma ida ao seven eleven pra comprar o café da matina do day after e dormir bem, pra ficar descansadão e disposto pro quarto dia.